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Uma da tarde. Está a começar o Jornal da Uma, com edição do Miguel Videira. Miguel, abrimos este Jornal da Uma na Rádio Observador com a notícia de que a CIP está disposta a deixar cair duas das propostas de alteração ao Código do Trabalho, que mais oposição têm merecido por parte da central sindical UGT.
O banco de horas individual e também o regime de outsourcing. Isto em nome de um acordo com a Confederação Sindical. Não são as únicas cedências por parte da Confederação Empresarial de Portugal e disso mesmo deu conta há pouco o presidente da CIP, Armindo Monteiro.
O primeiro ponto tinha a ver com o recurso ao outsourcing. A questão do banco de horas individual, a questão da reintegração após despedimento, a questão da formação contínua e da arbitragem e da denúncia da convenção coletiva. E cedemos com esse sentido de responsabilidade. Não estamos a atirar a toalha ao chão, nada disso. Estamos apenas a dizer que perante outras ameaças, nós temos que assumir a nossa responsabilidade e a nossa coragem de vir aqui perante os portugueses dizer assim: a nossa coragem e o nosso sentido de vigilância obriga-nos a tomar esta posição. Não é o tempo para brincarmos com coisas sérias.
Armindo Monteiro, o presidente da Confederação Empresarial de Portugal, aqui a anunciar numa conferência de imprensa que terminou há pouco, a disposição da CIP de abdicar do outsourcing e do banco de horas individual, em nome de um acordo em sede de concertação social. Diz também Armindo Monteiro que há disponibilidade por parte da CIP para alterar algumas das propostas que estão em cima da mesa e que também têm merecido oposição por parte da UGT, em particular a questão da não reintegração de um trabalhador numa empresa, um trabalhador que tenha sido despedido de forma ilegal. Foi isso que disse o presidente da CIP. É uma notícia para desenvolvermos em futuros espaços informativos.
Está suspenso o coletivo de juízes que julga o processo Operação Marquês. Suspendeu a sessão de julgamento agendada para hoje.
Depois do Tribunal Administrativo de Lisboa ter aceitado a providência cautelar interposta por José Sócrates contra a nomeação do advogado oficioso atribuído pela Ordem dos Advogados. A providência foi preparada e apresentada por José Preto, advogado que renunciou à defesa do antigo primeiro-ministro. É invocada como razão o facto do advogado oficioso atribuído a José Sócrates, Luís Carlos Esteves, a ter sido indicado pelo Bastonário da Ordem dos Advogados, sem sorteio ou seguindo as escalas previstas na regulamentação das defesas oficiosas. A providência foi aceite, o julgamento foi mais uma vez suspenso.
E Miguel, a Comissão de Orçamento e Finanças do Parlamento deu luz verde à audição do Governador do Banco de Portugal.
Para que Álvaro Santos Pereira esclareça a compra de ações de várias empresas. A audição do Governador do Banco de Portugal foi proposta pelo Chega e aprovada pela maioria dos representantes nesta comissão. O jornal Público avançou com a informação de que o Governador, já em funções, comprou títulos da Jerónimo Martins, da Galp, da Nestlé e da Navigator, e que foi obrigado pelo Banco Central Europeu a desfazer-se dessas ações. Álvaro Santos Pereira já vai esclarecer que foi o próprio a comunicar ao BCE a compra dos títulos aquando da entrega da declaração de interesses.
E Miguel, suspeita-se de uma fuga de gás. Ocorreu uma explosão esta manhã num café no Seixal e há vários feridos.
Seis no total, um em estado grave, que foi encaminhado para o Hospital de São José, em Lisboa. A notícia foi avançada pela Agência Lusa e confirmada pelo Observador junto Isaura Campos, do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal.
Isto será fuga de gás sem confirmação. A autoridade depois persegue com a investigação. Existem seis vítimas, três leves transportadas ao Garcia de Orta, uma vítima grave transportada ao Hospital de São José e duas recusam transporte. Foram assistidas no local. Temos 12 veículos, 28 operacionais.
As informações da Proteção Civil da Península de Setúbal, uma fuga de gás, a hipótese mais provável, ainda por confirmar, para a explosão que ocorreu por volta das 10:00 num café no Seixal. Há um ferido em estado grave.
E o presidente do Governo das Canárias rejeita que o navio cruzeiro, onde foram detetados casos de hantavírus, possa ancorar em Tenerife.
É esse o acordo firmado entre o Governo Central de Espanha e a Organização Mundial de Saúde. Em entrevista à Rádio Onda Cero, o presidente do Governo das Ilhas Canárias rejeita a solução. Diz Clavijo Báttler que não foi consultado e questiona a decisão.
Esta manhã não recebemos qualquer comunicação oficial. Eu transmiti ao presidente Sánchez, através do WhatsApp, a necessidade de falar com ele com urgência ou de nos reunirmos. Estou em Bruxelas, mas estou disponível para me deslocar a qualquer hora a Madrid para nos reunirmos, porque esta decisão não obedece a nenhum critério técnico, nem existe neste momento informação suficiente para transmitir uma mensagem de calma à população e garantir a segurança da população das Canárias.
O presidente do governo das Canárias adianta que não entende por que motivo a intervenção médica não é feita no local, justificando que não faz sentido submeter os passageiros a uma viagem de três dias desde a costa de Cabo Verde até às Canárias.
Não há qualquer informação médica ou do ponto de vista epidemiológico que nos indique que uma vez que o navio já está ancorado na cidade da Praia, a intervenção que tenha de ser realizada não possa ser feita no local. Consideramos que tanto o governo de Espanha como a Organização Mundial da Saúde, os países europeus e o próprio país afetado podem realizar essa intervenção no local onde o navio se encontra, com todas as garantias, e nós prestaremos toda a assistência necessária. Mas evidentemente não compreendemos a que obedece a decisão de que esse navio tenha de navegar três dias para chegar às Canárias para fazer exatamente o mesmo que se pode fazer neste preciso momento na cidade da Praia.
A estranheza e oposição manifestada pelo presidente do governo das Canárias quanto a esta solução acordada entre o governo central de Espanha e a Organização Mundial de Saúde para que o navio possa precisamente atracar junto a Tenerife e aí os tripulantes e passageiros desta embarcação possam ser assistidos.
Seguimos no Jornal do meio-dia, aliás, uma da tarde, com uma queda acentuada, tendo em conta o histórico dos últimos dias. A cotação do barril de Brent está a baixar mais de 7%.
Sim, há pouco, João, estava a ser negociado a $101. A descida coincide com o anúncio feito esta madrugada por Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos decidiu suspender o denominado Projeto Liberdade, em vigor há menos de dois dias, e que visa garantir a navegação segura dos navios retidos no estreito de Ormuz. Entretanto, há uma fonte paquistanesa envolvida na mediação das negociações entre Estados Unidos e Israel, que assegura à Agência Reuters que está para muito breve a finalização de um memorando de entendimento que vai permitir pôr termo à guerra.
Uma hora e sete minutos, Miguel, que outras notícias estão a marcar a atualidade esta quarta-feira?
A taxa de desemprego desceu para 6,1% no primeiro trimestre do ano, menos 0,5 pontos percentuais face ao mesmo período do ano passado, mas 0,3 pontos acima em comparação com o trimestre anterior. Dados do Instituto Nacional de Estatística. Entre janeiro e março deste ano, há registo de quase 350 mil pessoas em situação de desemprego. O presidente do Parlamento da Ucrânia reuniu esta manhã com representantes dos partidos com assento parlamentar. O PCP faltou ao encontro. A reunião decorreu na Assembleia da República. O PCP foi o único a faltar ao encontro com o homólogo Dmytron Razumkov. O presidente do Parlamento da Ucrânia está de visita a Portugal. Vai discursar, de resto, daqui a pouco, daqui a menos de duas horas, às 15h, durante o arranque da sessão plenária na Assembleia da República.
Miguel Vidara e o Jornal da Uma.