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Pedro Santana Lopes vai recandidatar-se à Câmara Municipal da Figueira da Foz nas autárquicas do próximo outono, uma notícia avançada pelo próprio ao Diário das Beiras.

Avança outra vez como independente, mas desta feita coligado com o PSD. O autarca já tinha assumido no último congresso do Partido Social-Democrata a vontade de continuar à frente da Câmara da Figueira da Foz, cargo que ocupa desde 2021.

Santana Lopes pode, desta forma, afastar-se de uma eventual candidatura à Presidência da República no próximo ano. Está conosco em estúdio o editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes. Boa tarde, Rui. Santana Lopes estava à espera das sondagens, mas as sondagens não foram até agora favoráveis. É mais certo aqui uma reeleição na Câmara da Figueira, continuar como autarca do que avançar para essa corrida a Belém.

Sim, na verdade, vem um pouco em linha daquilo que foi uma presença de Pedro Santana Lopes aqui nas tardes políticas há dois ou três meses, em que na tarde política ele disse precisamente que estava muito mais próximo de ser candidato à Figueira do que outra coisa qualquer, embora nunca fechasse definitivamente a porta a uma candidatura a Belém. Depois disse que era o máximo, o orgulho supremo de qualquer pessoa que anda nesta vida, foi a expressão que ele utilizou lá no seu programa, no canal Now, quando convidou Marques Mendes, e a partir daí continuou a alimentar a ideia de que se tivesse boas sondagens, teria a obrigação de ir e de avançar para a Presidência da República. Havia aqui uma outra nuance, que era ele saber que isso era muito difícil porque as sondagens, de facto, como dizia a Vanessa, nunca lhe foram favoráveis, mas havia aqui a ideia de uma terceira via, que não fosse a Figueira nem a Presidência da República, que era uma candidatura à Câmara de Sintra, para a qual o PSD ainda não tem candidato. Era uma das hipóteses, era Pedro Santana Lopes. E, portanto, havia aqui, e isso nós sabíamos também junto de fontes conhecedoras do processo, Pedro Santana Lopes faz questão de estar muito presente na Figueira, que muitas vezes vem a compromissos familiares a Lisboa e que fica até gastado, porque é ele que conduz, não vai de motorista, para a Figueira da Foz já muito tarde e que, por exemplo, uma câmara como Sintra lhe permitia estar junto da sua família, ele é uma pessoa que gosta de ir a todos os aniversários dos netos, por aí fora, e continuava a ser autarca, que é um papel que ele gosta muito, e abria essa possibilidade de poder até o PSD ter um candidato forte para uma autarquia que chega ao fim por limitação de mandatos, Basílio Horta, e portanto, ele seria uma possibilidade. O que Pedro Santana Lopes também teve sempre em cima da mesa foi a tal ligação e a confiança dos eleitores da Figueira da Foz e, portanto, essa ligação emocional que ele tem desde que foi eleito lá a primeira vez, também iria pesar. E de facto, aqui o que se prova é que pesou. E também, naturalmente, que de todos os desafios, este era, também como tu dizias, Vanessa, o mais fácil de ganhar. Ou seja, Santana Lopes conseguiu sozinho, quase contra tudo e contra todos, inclusivamente contra a concelhia do PSD na altura e contra o próprio PSD da Figueira da Foz. E de alguma forma, Rui Rio até na altura não se importaria que ele fosse candidato, mas não queria afrontar as estruturas locais do PSD. Contra todo esse contexto, ele conseguiu ser eleito. Agora, com o apoio do PSD, será ainda mais fácil, porque dos relatos que se vai recebendo e mesmo das próprias sondagens, não me parece que Santana Lopes tenha grande dificuldade em ser reeleito e desta vez como ele quer, com maioria. Portanto, numa só notícia arrumam-se também vários outros lugares.

Só não se arrumou ainda é esse caminho que estava a fazer de voltar ao PSD. Dizia também aqui no Observador já há uns tempos que: "A ver se faço o caminho todo".

Sim, Pedro Santana Lopes, eu confesso não tenho um conhecimento profundo dessa parte da lei, mas ele tem dito que se filiasse já militante, que pela lei perdia a possibilidade do mandato, como foi eleito como independente. E portanto, que isso é uma questão de sentarem um dia, enfim, Hugo Soares já o elogiou, Luís Montenegro farta-se de o elogiar.

O que é certo é que avança novamente como independente. Não sei se a lei permitiria que pudesse protagonizar uma candidatura com o PSD.

Eu não sei se pode até ser uma questão, até uma tecnicalidade dele não sair da câmara por uma questão tática de se filiar do PSD. Assim é eleito independente, aquela vitória é imputada ao PSD porque tem o apoio do PSD, e depois então num congresso com pompa, como é um ex-líder, assim que for feito militante, ganha acesso e pode discursar nos congressos o tempo que quiser, pode voltar ele que é a alma dos congressos do PSD, durante muito tempo foi a alma dos congressos do PSD, e portanto com um momento com alguma pompa, já depois de ser eleito independente e se conseguir conquistar essa maioria para o PSD e essa autarquia voltar a contar para o PSD na tal lógica de ter mais autarquias que o PS e recuperar a Associação Nacional de Municípios, então será muito mais fácil sentar-se com Luís Montenegro e num congresso ou numa convenção criada para o efeito, ou até num evento que tratem disso, ele voltar a filiar-se no PSD e fazer as pazes com o partido e o partido com ele. Esse caminho será muito fácil, porque parece haver interesse das duas partes, quer da própria direção atual do PSD, quer do próprio Pedro Santana Lopes.

Isso ficou bem patente no último congresso social-democrata. Obrigado a Rui Pedro Antunes, editor de política do Observador, aqui neste Jornal das seis, depois de conhecida a vontade de Pedro Santana Lopes de avançar com uma recandidatura à Câmara Municipal da Figueira da Foz.

Quem pode estar mais perto de se candidatar a Belém é António José Seguro, que não vai esperar pelo apoio garantido do PS para avançar para essa corrida.

O apoio dos socialistas não é um fator decisivo, é o que garante o antigo presidente do Partido Socialista. Seguro ainda está a refletir, mas também diz que não vai esperar por ninguém.

Ainda não é hoje E por uma razão muito simples, porque estou mesmo em reflexão. Portanto, não tenho nenhum prazo, mas também não estou à espera de absolutamente mais nada. Todo o processo se está a desenvolver na minha cabeça.

O ex-líder socialista António José Seguro, durante um almoço-debate em Lisboa, defendeu que é preciso destruir a ideia de que pactos e acordos entre políticos são uma traição, um crime. Acredita António José Seguro que deve ser fomentada uma nova cultura política.

Ainda as autárquicas. Luís Montenegro encontrou-se com Filipe Araújo, atual número dois de Rui Moreira, para tentar travar uma candidatura independente à Câmara Municipal do Porto. O líder do PSD tentou convencer Filipe Araújo a integrar uma coligação liderada pelo Partido Social-Democrata, mas, Miguel, aparentemente, sem sucesso.

Sim, o Observador apurou que o atual vice-presidente pretende mesmo avançar com uma candidatura independente nas autárquicas do próximo ano. No encontro com Montenegro esteve também Pedro Duarte, atual ministro de Montenegro, o nome que tem sido apontado com insistência no seio social-democrata para entrar nesta corrida, sendo que Pedro Duarte ainda não decidiu.

Não, Miguel Albuquerque garante que o Presidente da República não convocou o Conselho de Estado só para dia 17 deste mês para assegurar que o PSD Madeira tenha tempo suficiente para ir a eleições internas.

O senhor Presidente da República informou-nos que tinha que ir a Washington ao funeral do ex-presidente Carter. Nesse sentido, acho que é normal que o Conselho de Estado tenha sido marcado para a próxima sexta-feira. Não há nenhum problema. É possível que as eleições sejam marcadas para 16 de março ou 23. Evidentemente, não me passa pela cabeça que o presidente fosse inventar uma situação que neste momento não se põe.

Miguel Albuquerque continua a rejeitar um congresso extraordinário eletivo no PSD Madeira. Diz que este é o tempo para que o PSD, o partido, esteja unido e manifesta disponibilidade para integrar Manuel António Correia, o opositor, na futura equipa governativa.

Ele que tem acionado meios para que haja eleições internas e ser, ao mesmo tempo, candidato à liderança. Já disse que o quer ser. Os partidos com assento na Assembleia Legislativa da Madeira queriam eleições logo a 9 de março, mas tendo em conta que o Conselho de Estado vai ser só a 17 de janeiro, a ser essa a decisão do Presidente da República, o ato eleitoral acontece mais tarde.

A Autoridade Tributária está em condições de liquidar os impostos relativos à venda das barragens da EDP.

Uma garantia deixada esta tarde pela diretora-geral da entidade, Helena Borges, no Parlamento.

Está em condições. Nós estamos a agir de acordo com a lei, segundo as orientações do Ministério Público e em coordenação com o Ministério Público e, portanto, não há caducidade. Há condições para liquidar a qualquer momento que se mostre a solução mais adequada ao caso concreto.

Helena Borges está só à espera dos resultados do inquérito aberto pelo Ministério Público a este caso.

Foi o Movimento Cultural da Terra de Miranda que alertou, no final do ano passado, para o direito do Estado de exigir 110 milhões de euros do imposto de selo pela concessão das seis barragens transmontanas à EDP.

Seis horas, nove minutos. Vamos conhecer outras notícias que marcam a atualidade.

Está muito próximo um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza. É, pelo menos, essa a garantia do secretário de Estado norte-americano Antony Blinken.

Com negociações a decorrer no Qatar, Blinken diz que nesta trégua está incluída a libertação dos reféns sequestrados pelo Hamas.

Nestas declarações aos jornalistas em Paris, Antony Blinken falou ainda sobre as pretensões territoriais de Donald Trump, o novo presidente norte-americano. O secretário de Estado rejeita uma anexação da Gronelândia.

Trump afirma que a propriedade e o controle do Ártico são uma necessidade absoluta para a segurança dos Estados Unidos. Antony Blinken diz que não vai acontecer.

O jogo entre Nacional e Futebol Clube do Porto vai ser reatado este domingo, a partir das 15h30. Uma informação divulgada em comunicado pelo clube madeirense. A partida entre o Nacional e o Futebol Clube do Porto foi interrompida na passada sexta-feira, aos 14 minutos, por causa do nevoeiro.

Inicialmente, o jogo estava reagendado para a próxima quarta-feira, mas tendo em conta que o Porto foi ontem eliminado da Taça da Liga, derrota frente ao Sporting por 1 x 0, este jogo em atraso com o Nacional da Madeira foi antecipado para às 15h30 do próximo domingo.