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Seis em ponto. Jornal das seis, uma edição do jornalista Vasco Maldonado Correia. Começamos, Vasco, o Presidente da República sugere a criação de um fundo de calamidade e defende que as dívidas fiscais não devem impedir as vítimas da tempestade Cristina de receber os apoios do Estado.

Foi um dos critérios definidos pelo Governo em Conselho de Ministros. O Estado só vai ajudar as famílias e empresas que não tenham dívidas fiscais. Ora, de visita esta tarde a Alcácer do Sal, Marcelo Rebelo de Sousa diz discordar e diz que deve ser criado um regime mais favorável para os afetados.

Eis aí, têm que ser protegidos. Tem havido uma preocupação de encontrar medidas para já imediatas, a suspensão de obrigações fiscais ou do cumprimento de obrigações fiscais, e depois tem que se ver efetivamente como é que as pessoas recuperam de forma a poderem pagar impostos.

Não vão ser penalizados por isso, é isso?

Não, sobretudo devem ser ajudados por aquilo que lhes aconteceu. Não é só não ser penalizado, mas ter um regime mais favorável por causa disso.

Marcelo Rebelo de Sousa, que insiste ainda na necessidade de criar um fundo de calamidade para situações futuras.

Há países mais avançados que criaram fundos de calamidade avultados para quando chegar uma situação dessas, poderem enfrentar. Não ter de ser cada vez que sucede, vamos lá ver onde é que vamos buscar dinheiro ao Orçamento do Estado ou a fundos europeus, ou vamos buscar de emergência para resolver. É uma ideia a discutir.

Ideia para discutir. O presidente da República aqui de visita a Alcácer do Sal, uma das zonas mais afetadas pelo mau tempo nas últimas semanas, um registo captado pela Sic Notícias.

E Vasco, precipitado e inoportuno. É assim que a Associação Ambientalista Zero olha para o anúncio da construção da barragem de Girabolhos por parte do Governo.

O Executivo anunciou que decidiu encarregar a APA, a Associação Portuguesa do Ambiente, de lançar um concurso público para a construção e exploração da barragem de Girabolhos até o final de março. Ora, em comunicado, a Associação Zero lamenta que a medida esteja a ser apresentada como solução para o problema das cheias na bacia do rio Mondego. Ora ouvida pela Rádio Observador, Sara Correia, da Associação Zero, acusa o Executivo de Luís Montenegro de manipulação.

Antes de mais, este anúncio parece-nos sobretudo precipitado, ou seja, numa altura em que ainda se está a viver uma situação de emergência com as cheias no Mondego, estar a anunciar já uma suposta solução para o problema, parece-nos precipitado e até com o objetivo de induzir e manipular a opinião pública sobre o assunto. Esta é uma barragem que já não é nova, ou seja, a ideia de construção desta barragem já vem desde 2007, em que ela fazia parte do Plano Nacional de Barragens.

Declarações de Sara Correia, da Associação Zero, garante que esta construção será um erro estratégico que não elimina o risco de cheias e que vai desviar recursos de outras soluções mais eficazes.

E mudamos de tema nesta edição das seis, Vasco, para falar de futebol. Isto porque as polémicas do clássico entre Porto e Sporting continuam a marcar a atualidade desportiva. Francesco Farioli pede mais atenção ao futebol dentro das quatro linhas. Já Rui Borges diz que há coisas que não se podem ignorar.

Futebol Clube do Porto que joga amanhã na Madeira, frente ao Nacional, às 15h30. Ora, na antevisão à partida, o técnico portista foi questionado precisamente sobre os incidentes da jornada passada, em que o Futebol Clube do Porto escondeu bolas do terreno do jogo, diz Farioli que a atenção deve estar no que é feito dentro do campo, não no que acontece fora dele.

Nós estamos sempre a encontrar razões para desviarmos a atenção do jogo. Li um artigo esta manhã sobre isso, sobre como o quão rápido nos esquecemos sobre a bola e sobre o futebol e sobre o que acontece em campo, e acho que a atenção deveria estar aí.

É o que diz Francesco Farioli, sendo que já esta tarde também o técnico do Sporting já tinha abordado a polémica da jornada passada. Diz Rui Borges que no último jogo, no Dragão, o futebol deu um passo, um século para trás.

Independentemente de não ter sido um grande jogo naquilo que era a parte de gols, talvez, porque o jogo tem muitas nuances. Deve-se valorizar muito mais isso. Agora, também concordo que não se deve relativizar aquilo que se passou ou algumas coisas que se passaram, porque estamos num século, parece que estamos a voltar ao século passado e não. Quer dizer, estamos em 2026, acho que não se deve relativizar isso. Agora, não vou entrar nessa luta, muito mais focado naquilo que é tentar valorizar o futebol em si.

Porto e Sporting entram em campo amanhã para a jornada 22 do campeonato. O Sporting joga amanhã frente ao Famalicão, em Alvalade, às 20h30, como dizia, para a 22ª jornada do campeonato. Já o Futebol Clube do Porto joga às 15h30 contra o Nacional, na Madeira.

Dois jogos que, de resto, pode acompanhar com relato e análise aqui na Rádio Observador. Emissão especial que abre às 15h30 para acompanhar esse Futebol Clube do Porto-Nacional e logo depois, às 20h30, também com o seguimento do Sporting-Famalicão. Vasco, e hoje outras equipas entraram em campo a contar para a jornada 22 deste campeonato.

E a destacar a vitória do Casa Pia frente ao Arouca, vitória por 3x2 em casa, todos os cinco gols da partida marcados no primeiro tempo. A esta hora já se joga também o Vitória-Estrela da Amadora, com três minutos no relógio, ainda com 0x0 e às 20h30, Vicente, há ainda um Gil Vicente-Braga. Começa, como dizia, às 20h30, é o embate entre o quarto e o quinto classificado do campeonato.

E falamos agora do ministro dos Negócios Estrangeiros, Vasco, que reconhece que os Estados Unidos violaram o direito internacional na Venezuela, mas sublinha que Nicolás Maduro não pode voltar ao poder.

Paulo Rangel participou esta tarde na Conferência de Segurança de Munique, num painel de debate sobre a segurança no continente americano. Diz o ministro português que se trata de um caso delicado. Ouvimos aqui Paulo Rangel dizer que é evidente que o direito internacional foi violado, mas que a forma de reintegrar, de restaurar o direito internacional não é trazer Maduro de volta e significa que o problema não é tão preto no branco como as pessoas normalmente dizem. Caso contrário, dir-se-ia que para restaurar a integridade do direito internacional, o antigo presidente deveria voltar a assumir a presidência. E ninguém diz isso, é o que diz Paulo Rangel. Ouvimos aqui então Paulo Rangel na Conferência de Segurança de Munique, encontro que reúne líderes mundiais para debater os desafios da segurança à escala global.

E uma investigação europeia, Vasco, conclui que Alexei Navalny foi envenenado pelo Kremlin com uma toxina muito potente.

Vinda da América do Sul, descoberta revelada à margem da Conferência de Segurança de Munique, que decorre este fim de semana. A viúva do antigo opositor de Putin, Yulia Navalnaya, apareceu no evento com os ministros dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, da Alemanha, da Suécia e dos Países Baixos, que, juntamente com a França, lideraram a investigação. Ao que tudo indica, Martim Madeira, foi utilizada para matar Navalny, a toxina de um animal muito venenoso. Alexei Navalny morreu envenenado com uma toxina vinda de um anfíbio, o sapo-dardo, um pequeno sapo dourado de 5 cm, originário da Colômbia, que carrega uma toxina letal capaz de matar 20 adultos humanos com um simples toque na pele. De acordo com a Sky News, a investigação conclui que a neurotoxina denominada de epibatidina só poderá ter sido utilizada pelo governo de Vladimir Putin. Contudo, não é clara a forma como foi administrada a Navalny, que morreu numa prisão na Sibéria em fevereiro de 2024, aos 37 anos. A toxina do sapo-dardo é 200 vezes mais potente que a morfina e faz com que as vítimas sufoquem em agonia. Martim Madeira, com os detalhes desta toxina vinda de um sapo que matou Alexei Navalny. Já reagiu a ministra dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido a considerar o envenenamento do opositor de Vladimir Putin um ato bárbaro. Pede responsabilidades ao presidente russo.

Notícias de regresso às 18h30 aqui na antena da Rádio Observador, numa versão mais resumida, também com o Vasco Maldonado Correia. Até já, Vasco.

Até já.