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Boa viagem, cuidado com a chuva, bom regresso a casa. Já daqui a pouco vamos ter o jornal das 19h. Luiz Soares, quais são os destaques?
Ainda a denúncia de Cotrim de Figueiredo. Ele acusa a comunicação social de ser culpada e cúmplice de fazer eco deste caso. Também a declaração de José Luís Carneiro e a de Jorge Pinto a apelar ao voto, no caso do líder socialista António José Seguro. No caso de Jorge Pinto, a abrir uma porta nesse sentido.
Já a seguir a este jornal das 19h, vamos ter "Vício e Soares", o programa da equipe de política do Observador, com os olhos postos na campanha e nas eleições de domingo. Quanto ao estado do tempo e a temperaturas, esta sexta-feira traz muita chuva, também frio. Há mesmo possibilidade de queda de neve em sete distritos que estão sob aviso amarelo: Viana do Castelo, Porto, Braga, Viseu, Vila Real, Bragança e Guarda. Também é de esperar agitação marítima forte em toda a costa, em especial a norte de Lisboa, também na Madeira. Quanto a temperaturas, as próximas noites vão ser geladas. Quanto a máximas, rapidamente, Porto, Aveiro e Leiria 12, Coimbra 11, Viseu 8, Santarém e Lisboa máxima de 13 amanhã, sexta-feira, Setúbal 14 e Faro 15. No dia das eleições deverá estar frio, mas não deverá chover. Jornal das 19h com Luiz Soares. João Cotrim Figueiredo acusa a comunicação social de ser cúmplice do que classifica de assassinato de caráter. Em causa está ainda a denúncia de assédio de que é alvo.
E de dar eco a essa denúncia, a acusação feita pelo candidato presidencial, que foi novamente alvo de questões na sequência do comunicado assinado por Inês Bichão, que assegura que essa denúncia tinha sido reportada em sede interna do partido em 2023. O partido já recusou essa ideia. Ora, esta tarde, Cotrim de Figueiredo tomou a iniciativa de falar aos jornalistas, ainda sobre este caso, para fazer uma acusação.
Os últimos quatro dias tem-se assistido a um autêntico assassinato de caráter brutal, dos quais a comunicação social tem sido instrumento, e sequer até cúmplice. A partir de um post privado, rapidamente retirado, sem me consultarem previamente, e tanto quanto sei, sem consultarem a denunciante previamente, foi-me colocada uma pergunta em público. Eu não sei que raio de jornalismo é este. Sei que não é um bom serviço à democracia, porque impediu assuntos importantes de serem discutidos, colocou em causa toda uma campanha política e a reputação de uma pessoa de uma vida impoluta. Portanto, péssimo serviço à democracia, péssimo exemplo de jornalismo.
A acusação de Cotrim de Figueiredo na declaração inicial que fez aos jornalistas, depois, quando questionado, Cotrim subiu o tom.
Vocês têm ideia do que é que fizeram à minha vida? Não? Então o que foi? Quem foi?
Nós temos a sensação de suspeita e eu acho que mais uma vez, como já de manhã fiz questão de frisar isto, se isto fosse noutra campanha, os órgãos de imprensa-
Eu insurgi-me no primeiro dia, insurgi-me no segundo, porque são quatro dias. Já tiveram tempo de ver exatamente a natureza da queixa.
Devido a um comunicado de Inês Bichão.
Era precisamente um dos pontos que dizia que devia ter sido-
Não fizeram o trabalho jornalístico como deve ser.
A acusação e a irritação de João Cotrim de Figueiredo, candidato apoiado pela Iniciativa Liberal, que tem visto a campanha assombrada nos últimos dias por esta denúncia de assédio sexual.
A campanha acaba amanhã. Esta tarde, António José Seguro pôde ouvir o secretário-geral do PS apelar mais uma vez ao voto no socialista e também o candidato Jorge Pinto, que agora, outra vez, abre a porta ao voto em Seguro.
São declarações feitas esta tarde com poucas horas de diferença. Vamos começar por José Luís Carneiro. Chamou os jornalistas ao Arco do Rato para dizer que os eleitores só têm uma oportunidade para votar e garantir que António José Seguro vai à segunda volta.
Só há dia 18, não há dois dias 18. Os democratas não podem falhar. Os socialistas têm deveres especiais. Que não haja um socialista que fique em casa. Por um voto se ganha e por um voto se perde.
Ora, o secretário-geral do PS reforça o apoio socialista. António José Seguro pede que nenhum socialista fique em casa. Já o candidato presidencial, Jorge Pinto, diz que é legítimo o voto em outros candidatos, por receio de uma segunda volta com candidatos que possam assustar os eleitores. Ora, o candidato apoiado pelo Livre admite, no entanto, que esta posição o pode prejudicar.
O meu trabalho é mostrar que esta candidatura tem validade, que esta candidatura veio marcar agenda, veio marcar uma maneira nova de fazer política e também esta maneira nova passa precisamente por perceber os anseios destas pessoas, perceber os seus medos e dizer-lhes que o seu voto é legítimo e que se esse voto for por medo, for por receio de uma segunda volta com candidatos que os assustam, eu cá estarei para respeitar esse voto, como cá estarei para respeitar outro voto, sendo evidente que aquilo que eu quero é que as pessoas votem em mim.
Jorge Pinto, durante uma arruada no Porto, admite uma eventual segunda volta com o candidato antidemocrata ou outro muito próximo do governo. O candidato à Presidência da República diz ainda compreender o número de indecisos nestas eleições. Ora, há instantes, João Gama, agora em direto, António José Seguro foi confrontado com estas declarações, insiste que é o único candidato fiel à Constituição que pode passar à segunda volta.
E que tomou boa nota desse apoio, dessa declaração de Jorge Pinto, mas em declarações aos jornalistas no final da visita ao Museu Bernardino Machado, disse que não encarou como um apoio.
Não, eu vejo todas as manifestações que no fundo apelam a que decidam votar em mim, como manifestações de confiança na minha candidatura e no meu exercício como presidente da República. Todos os votos que vierem, venham por bem.
É uma questão de aritmética que António José Seguro tem trazido a esta campanha eleitoral. Diz que é o único candidato do centro democrata progressista e humanista que pode chegar à segunda volta. Por isso pede aos eleitores, tem pedido recorrentemente
Recorrentemente que não desperdicem votos em candidaturas que não ultrapassam os 2%, ou 3% das intenções de voto. Assegurou, nestas curtas declarações aos jornalistas, que não falou em momento algum com a candidatura de Jorge Pinto e não pede que as restantes candidaturas, como a de António Filipe ou Catarina Martins, sigam o mesmo exemplo.
Não, cada eleitor e cada eleitora é senhor do seu voto e senhora do seu voto. São soberanos. Eu dirijo-me a cada eleitora e a cada eleitor para que percebam bem o que está em causa no próximo domingo. Não despersem votos.
António José Seguro a dizer que fala para eleitores e não para partidos e outros candidatos, mas que tomou boa nota desta declaração de Jorge Pinto.
João Gama a acompanhar essa declaração de António José Seguro, que sublinha essa ideia de que cada eleitor é soberano. Declarações esta tarde, em Famalicão.
E Marques Mendes recebeu hoje o apoio do presidente da Câmara do Porto, que diz que as sondagens não refletem o voto na hora certa.
Uma referência ao dia das eleições. Pedro Duarte esteve no Mercado do Bolhão a apoiar Luís Marques Mendes, ao lado do antecessor no cargo, Rui Moreira, que é o mandatário do candidato apoiado pela AD, depois de ter vencido as autárquicas no Porto, mesmo com sondagens que o davam a perder. Pedro Duarte diz que na hora certa a escolha vai ser Marques Mendes.
Não tenho grandes dúvidas em dizer que estou muito otimista, independentemente daquilo que são oscilações de opinião, estudos de opinião, antes do momento certo. O momento certo é o momento em que a pessoa na urna vai estar confrontada com uma decisão. E essa decisão, nesse momento-chave, as pessoas, eu não tenho dúvidas nenhumas, vão optar por aquilo que é a opção mais certa.
Pedro Duarte antes do comício que encerra o dia. Já Marques Mendes, em jeito de balanço, diz estar muito satisfeito com o apoio que recebeu do PSD.
O PSD tem estado comigo de uma forma entusiástica, os autarcas de uma forma notável, mas também muitos independentes. Eu tenho aqui o doutor Pedro Moreira, que é um exemplo de independência. Eu amanhã vou ter em Lisboa o meu mandatário, Eduardo Barroso, que é um exercício de independência. Ou seja, eu tenho um grande gosto em ter na minha candidatura muita gente do PSD, muitos autarcas do PSD, também figuras do CDS, mas eu tenho o mesmo gosto de ter muita gente independente.
Marques Mendes e Pedro Duarte, em declarações ainda antes do encerramento do penúltimo dia de campanha, num comício em que vão discursar ainda Rui Moreira e Fernando Póvoas.
E André Ventura discursou com um camuflado militar, um casaco camuflado, prometeu lutar por melhores condições para os ex-combatentes. Gouveia Melo viu e não gostou.
Em dia de aniversário, a candidatura do Chega organizou um almoço comício em Ponte de Lima. Depois de três horas de almoço, o candidato recebeu um presente de um grupo de ex-combatentes, uma farda militar. Ora, Ventura vestiu o camuflado, subiu ao palco e discursou, precisamente para agradecer, começando por agradecer essa prenda. Perante esta imagem de André Ventura vestido militar, Gouveia Melo diz que ficou mal-disposto. O almirante mostra-se indignado e diz que Ventura ultrapassou os limites.
Isso deixa-me mesmo muito mal-disposto.
Por quê?
Porque o doutor André Ventura nunca foi sequer ao serviço militar obrigatório e deve ter cuidado com os símbolos que usa. Os uniformes são para quem usou uniforme e serviu a pátria em uniforme.
É um desrespeito para os militares?
Para mim é um desrespeito. Eu, como militar, não gostei e estou agora a ser informado e digo claramente que há coisas que têm limites. Isso para mim é o limite.
Gouveia Melo não gostou e André Ventura já reagiu. Diz que no dia 18 os portugueses vão escolher se querem ou não um candidato que vá honrar os ex-combatentes.
No dia 18, os portugueses escolherão se querem ou não um candidato que vá honrar os antigos combatentes que nunca foram honrados. Mas tem razão o almirante quando disse. Hoje eu falei para o país que não honrou os antigos combatentes e que não honrou os militares e os expoliados do ultramar. Por isso é que eu disse que nós tínhamos que ajustar contas com a nossa história. Se preocupassem menos com picardias e mais com o país que precisa de soluções, talvez já tivéssemos um país diferente.
Como é que foi o seu serviço militar?
A resposta de André Ventura à crítica feita por Gouveia Melo.
E há outras notícias a marcar a tarde desta quinta-feira.
A Procuradoria-Geral da República decidiu regular as averiguações preventivas e define um prazo de até nove meses para uma decisão numa diretiva que foi emitida a 13 de janeiro, na passada terça-feira. Nessa diretiva, diz-se que as averiguações preventivas não devem exceder esse prazo máximo de três meses, exceto em casos que sejam complexos, e aí, nesse caso, o prazo pode ser prorrogado até duas vezes por igual período. Em causa estão, por exemplo, averiguações como as que foram feitas a Luís Montenegro ou a Pedro Nuno Santos. A porta-voz da Casa Branca não afasta um possível ataque militar dos Estados Unidos ao Irão. O briefing de hoje assegura que a administração Trump está a monitorizar a situação, garante que todas as opções estão em cima da mesa. E Ricardo, muito tens falado do frio. O certo é que a estrada na Serra da Estrela voltou a fechar devido à queda de neve. É um clássico desta altura. É uma medida necessária devido ao condicionalismo da estrada. A neve está a cair com intensidade desde o início da tarde e por isso a Estrada Nacional 338, a tradicional estrada entre o Piornos, Tôr, Lagoa Comprida, nos conselhos de Covilhã e Seia, está fechada e não se sabe ainda quando vai abrir.
Restam sete distritos sob aviso amarelo para amanhã, devido à queda de neve, todos no Norte e interior. Amanhã vai continuar a chover e vem mais frio.