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Utilizar a informação. Jornal das Nove na Rádio Observador, com Miguel Vítor Dias. Miguel, a Ministra da Saúde avisa para o aumento da pressão sobre o SNS devido à gripe e fica com dúvidas para o dia da greve geral.

Ana Paula Martins convocou uma conferência de imprensa esta tarde para deixar um alerta sobre o aumento da epidemia da gripe em Portugal e os impactos que pode ter no sistema de saúde, recomendando a utilização de máscaras para quem tem sintomas. Com o diretor executivo do SNS e a diretora-geral da Saúde ao lado, a ministra avisa que as próximas oito semanas vão ser exigentes e garante que os hospitais têm os planos de contingência preparados.

O desafio que enfrentamos é coletivo. Embora seja um fenómeno habitual todos os anos, este ano a gripe está a surgir mais cedo e com potencial para um impacto maior do que em épocas anteriores. À medida que se aproxima a época festiva, um tempo de convívio e de proximidade entre famílias e amigos, é importante que todos mantenhamos uma atitude de calma e de responsabilidade.

Esta semana há um fator de pressão adicional, a greve marcada para quinta-feira. A ministra diz que o governo fez tudo o que pôde para garantir os serviços mínimos, mas não consegue dar certezas.

Esperamos que a greve tenha o impacto menos possível nestas situações de urgência, mas é algo que não lhe posso nem garantir, nem confirmar. Isso agora vai naturalmente depender do que acontecer no dia da greve geral. Nós fizemos tudo o que estava ao nosso alcance.

Ana Paula Martins que pede um esforço coletivo para impedir um aumento da pressão sobre o SNS e avisa que podem ter que ser tomadas medidas para responder a um excesso de afluência às urgências.

Sempre que atingirmos uma pressão significativa nos serviços de urgência, sejamos obrigados a parar a atividade cirúrgica, mantendo sempre as cirurgias urgentes e as cirurgias oncológicas, como é natural.

Ana Paula Martins, numa conferência de imprensa esta tarde no Ministério da Saúde.

E a diretora-geral da Saúde assegura que há vacinas dentro do SNS para todos os que precisam.

Perante notícias que dão conta da falta de vacinas nas farmácias, Rita Sá Machado assegura que no setor público há capacidade para vacinar todos os grupos elegíveis.

A responsabilidade, neste caso, da Direção-Geral da Saúde, é apenas com aquilo que está dentro da campanha sazonal de vacinação. Tudo o que tem a ver com o contingente privado, tem a ver com os operadores privados, tem a ver com a indústria e não temos qualquer tipo de intervenção nessa matéria.

Rita Sá Machado, que defende a eficácia destas vacinas. Até o final de novembro, foram vacinadas 2,3 milhões de pessoas com uma elevada cobertura nos grupos de maior risco, ao que adianta a ministra da Saúde, que deixou ainda um apelo à vacinação. Já o diretor executivo do SNS, Álvaro Almeida, reforça o pedido de utilização da linha SNS 24 para impedir um excesso de afluência aos serviços de urgência.

E Miguel, o ministro das Finanças aproveita a distinção da revista The Economist, que considera Portugal a economia do ano, para atacar a greve geral.

Joaquim Miranda Sarmento considera que não há motivos para insatisfação. Em entrevista à RTP, o ministro das Finanças critica a CGTP e acusa a UGT de estar politicamente condicionada.

A CGTP, conhecemos perfeitamente o seu alinhamento político e nunca participou em nenhum acordo de concertação social e, portanto, tem sempre uma posição contrária, seja o governo do PSD ou da AD, ou até mesmo o governo dos socialistas. No caso da UGT, há, de facto, aqui uma condicionante política que é evidente aos olhos portugueses. Nós veremos o nível de adesão quinta-feira. Não acho que isso seja significativo de insatisfação, pelo contrário, mesmo na administração pública.

Ministro das Finanças, a entrevista à RTP a poucos dias da greve geral marcada para quinta-feira.

E quanto a esta distinção da The Economist, os candidatos presidenciais reagem entre o otimismo e a cautela.

António José Seguro espera que o dinamismo se mantenha no próximo ano e destaca a versatilidade da economia nacional, motivo pelo qual não entende a vontade do governo em levar a cabo alterações à lei laboral.

É uma excelente notícia para o nosso país, quando reconhecem a vitalidade da nossa economia. Mas se repararem, um dos fundamentos desse reconhecimento reside no dinamismo do mercado laboral que nós temos no nosso país. É mais uma razão para não se perceber qual é a necessidade que o governo tem de alterar a legislação laboral. Mas é uma excelente notícia para o nosso país e eu só espero é que o país continue, toda a gente, as empresas, os trabalhadores, os governos, toda a gente contribua para que o nosso país seja mais competitivo, para que haja mais riqueza, porque só assim é que também podemos ter melhores salários.

António José Seguro esteve na vila natal de Óbidos, onde também marcou presença Marques Mendes, mas os dois não se cruzaram. Já João Cotrim Figueiredo coloca água na fervura sobre esta distinção e lembra que há ainda muitos países à frente de Portugal no que toca ao crescimento económico.

Nós continuamos com 10, 11 países à nossa frente do ponto de vista de crescimento económico. Estamos, de facto, a comparar-nos com um conjunto de países europeus, todos eles em relativa apatia, e as exceções são países que estão a recuperar de um impacto da pandemia bastante mais profundo do que outros.

Cotrim Figueiredo quer um país mais ambicioso, enquanto André Ventura espera que o governo saiba aproveitar esta distinção para melhorar as condições de vida dos portugueses.

Gostava que o governo aproveitasse esta oportunidade que temos aqui para poder olhar para a economia como um serviço às pessoas e não como uma aritmética de números ou como um Excel para mostrar à União Europeia. Gostava que o governo se preocupasse com a pobreza nos mais velhos. Gostava que o governo se preocupasse com o nível que temos hoje de pessoas a depender de subsídios do Estado para ter qualquer coisa.

André Ventura em declarações aos jornalistas em Évora, em que acrescenta ainda que Portugal lidera também rankings negativos, como o do número de pessoas no limiar da pobreza. Já Catarina Martins rejeita o sucesso de uma economia onde quem trabalha não consegue ter dinheiro para pagar as contas do dia a dia.

Na atualidade internacional, Volodymyr Zelensky já está em Bruxelas para um encontro com a NATO.

Viagem relâmpago, depois ter estado reunido com o primeiro-ministro britânico. Ainda não é conhecido o que vai estar em cima da mesa neste encontro com Mark Rutte, secretário-geral da NATO. Antes da viagem a Bruxelas, Zelensky foi recebido em Downing Street, Londres. Esteve reunido com os líderes da Coligação das Vontades, a que se juntaram também a Keir Starmer, o presidente francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão Friedrich Merz, que dizem que o objetivo desse encontro foi discutir a proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos da América.

Na Síria, assinala-se um ano desde que caiu o regime de Bashar al-Assad e hoje decorre o terceiro dia de festejos.

Ainda mais que milhares de pessoas têm saído à rua para mostrar a esperança de reconstrução do país. Estas celebrações estão a ser acompanhadas pelos enviados especiais do Observador João Porfírio e Cátia Bruno, que estiveram bem no centro da capital Damasco.

Estamos aqui na capital síria, Damasco, mais concretamente na Praça Uma Alayé. E o ambiente que se vive é de grande festa nesta celebração do primeiro aniversário desde o final da guerra civil e a queda dos al-Assad. O ambiente nas ruas, de facto, como eu dizia, é de imensa festa. Estão milhares de pessoas nas ruas, é uma grande multidão. Há foguetes a serem lançados, há canções como uma que diz: "és um sírio livre", e, portanto, é esse o espírito entre a maior parte das pessoas. Muitas bandeiras, a nova bandeira deste novo governo sírio, preta, branca e verde, em vez do vermelho do tempo dos Assad. Encontrámos, por exemplo, cavaleiros. Falámos com um deles, que disse que quis participar desta forma, trazendo o seu hobby, que é montar a cavalo. E ele dizia: "é um dia muito feliz, é o fim de uma era, é isso que estamos aqui a celebrar". E dizia também que provavelmente ia ficar até amanhã de manhã. Por isso, antecipa-se festa rija e os sírios vão continuar aqui na rua a celebrar este aniversário do final de uma guerra em que morreram mais de meio milhão de pessoas no espaço de 14 anos, um conflito que chegou ao fim há um ano e que se celebra esse final neste dia da libertação.

A reportagem é da editora de internacional do Observador em Damasco, Cátia Bruno. As celebrações na capital síria devem ainda continuar durante todo o dia.

Nove minutos para lá das nove da noite. Miguel, vamos atualizar também as notícias de âmbito local.

Em Leiria, já são conhecidas as quatro propostas vencedoras do orçamento participativo. Uma delas foi a colocação de desfibrilhadores automáticos nas 20 freguesias do Conselho. Já a que venceu o orçamento participativo jovem foi a colocação de uma cobertura no recreio da Escola Básica de Santa Catarina da Serra. As quatro propostas representam investimento superior a €800 mil. A Autarquia de Loures aprovou a descida do IMI para prédios urbanos. Esta medida vai manter o IMI familiar com descontos por cada dependente, que variam entre os €30 e os €140. Os municípios são os responsáveis por fixar o valor do imposto municipal sobre os imóveis. Prevê-se que esta redução em Loures origine uma quebra de receitas, mas que torne também o Conselho mais apelativo para a habitação. O município de Ovar aprovou um apoio a grupos e escolas de samba para o Carnaval do Conselho. Esta ajuda financeira tem o valor de €250 mil, mais 25 mil do que no ano passado. Este valor é atribuído no âmbito do programa de apoio ao associativismo cultural e recreativo. As atividades de Carnaval em Ovar decorrem entre o final de janeiro e o meio do mês de fevereiro. Vai haver uma reprogramação da passagem de ano na Foz do Arelho, nas Caldas da Rainha. Dia 31 de dezembro, há animação musical com DJs e bandas, também um espetáculo pirotécnico. As entradas são gratuitas e o evento vai decorrer entre as dez da noite e as quatro da manhã. Em Almada, uma pessoa morreu e outra ficou ferida ao final da tarde, na sequência de um atropelamento no metro de superfície. A vítima ferida é considerada grave, foi transportada para o Hospital Garcia de Horta. O atropelamento levou ao corte da circulação do metro por tempo indeterminado. As autoridades estão a investigar as circunstâncias do acidente. Para fechar, na Póvoa de Varzim, um antigo deputado municipal do Chega foi condenado por matar uma gaivota e agredir um homem. António Miguel Rios de Almeida vai ter de pagar €125 de multa pela morte desta ave e €1120 pela agressão. O arguido já tinha sido condenado anteriormente. No entanto, o Tribunal da Relação do Porto alterou a sentença e diminuiu o montante das multas a pagar.

É assim que encerramos este jornal das nove.