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Vamos às notícias . Notícias das 10, com edição do José Rafael Lopes, aqui na Rádio Observador. José, terminou há instantes o debate entre António José Seguro e Catarina Martins. A Procuradoria-Geral da República foi um dos temas quentes no Frente a Frente.

Com Catarina Martins a criticar as palavras do Procurador-Geral da República, a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda admite que esperava ações diferentes por parte de Amadeu Guerra e que o Procurador-Geral da República deveria ter mais decoro.

Confesso que achava importante que o Procurador-Geral da República, e isso uma presidente da República deve fazer imediatamente, comece a ter uma outra ação face ao que está a acontecer. E eu lembro que há afirmações que um Procurador-Geral da República não pode fazer. O Procurador-Geral da República não pode dizer que vai dar uma prenda de Natal a um primeiro-ministro, não pode culpar jornalistas por uma fuga de segredo de justiça, não pode perseguir os jornalistas por isso, e tem que dar explicações ao país.

Já António José Seguro também deixa críticas à Justiça, mas diz que não faz avaliações sem ouvir o Procurador-Geral da República, Amadeu Guerra.

Temos uma justiça fragilizada. Eu não queria focar no procurador, quero focar na Justiça, porque a Justiça tem que ser rápida, tem que se aplicar a todos. Não pode ficar a ideia de que há uma justiça para ricos e uma justiça para pobres, mas verdadeiramente ela quando toma a iniciativa de fazer uma investigação, depois também tem que ser célere para dar respostas e para que haja uma paz entre aquilo que é a confiança que deve existir dos portugueses em relação às instituições de justiça.

Palavras de António José Seguro neste Frente a Frente com Catarina Martins. O estado da Justiça em Portugal foi um dos temas em debate, além das palavras recentes e ações de Amadeu Guerra. Os dois candidatos abordaram também o estado da Justiça, a presença de Portugal na NATO e o problema demográfico que existe em Portugal. Amanhã há novo debate a contar para a campanha das eleições presidenciais do próximo ano, coloca frente a frente João Cotrim Figueiredo e também Luís Marques Mendes.

E Luís Montenegro aumenta os objetivos salariais para o país. O primeiro-ministro quer que o salário mínimo chegue aos 1600 €.

Uma revisão em alta, um dia depois de ter falado em valores mais baixos, no encerramento do 10º Congresso Nacional dos Autarcas Sociais Democratas, Luís Montenegro diz que pretende um salário mínimo na casa dos 1600 € e um salário médio de 3000 € em Portugal. O primeiro-ministro sublinha também a ambição no crescimento econômico, bem acima dos 2%. Os desejos de Luís Montenegro manifestados durante o discurso no fecho do Congresso Nacional dos Autarcas Sociais Democratas, no Porto. À saída, o primeiro-ministro não prestou declarações aos jornalistas.

E o secretário-geral do PS diz que as mudanças à lei laboral propostas pelo governo ofendem os jovens e as mulheres portuguesas.

José Luís Carneiro vai ainda mais longe nas críticas ao Executivo. Aponta falhas também para as populações mais vulneráveis. O secretário-geral do PS diz que o modelo do governo não é o correto para milhares de famílias em Portugal. Daí a crítica de que é uma ofensa para quem trabalha.

As medidas laborais apresentadas pelo governo, volto a repetir, contrariamente ao que disse o líder parlamentar, sem que tivesse estado no programa eleitoral nas últimas eleições legislativas, são medidas que ofendem os jovens trabalhadores, que ofendem as mulheres trabalhadoras, que ofendem as populações mais vulneráveis e que também ofendem as famílias.

As críticas de José Luís Carneiro à margem de uma reunião do Secretariado Nacional do PS, o líder socialista deixa ainda exemplos do que considera errado, sobretudo nas regras dos despedimentos.

Um exemplo: a possibilidade de fazer despedimentos sem justa causa e mesmo que julgados sem justa causa, não dar lugar à reintegração de um trabalhador. Isto é muito grave. Segundo exemplo: deixar de penalizar o trabalho não declarado. Significa lançar milhares, milhares e milhares de trabalhadores mais vulneráveis na economia informal, na desproteção e na precariedade.

O PS insiste nas farpas ao pacote de alterações à lei laboral apresentado pelo governo, pacote esse que tem estado em discussão e que levou também à convocação de uma greve geral para o dia 11 de dezembro.

André Ventura diz que se fosse o Chega a governar, não haveria greve geral na próxima semana.

O presidente do partido assegura que um Executivo liderado pelo Chega teria sido capaz de encontrar entendimentos. André Ventura acusa o governo de desrespeitar quem trabalha. No Entroncamento, o líder do Chega critica ainda a proposta de lei do trabalho, diz que falta atenção às condições dos portugueses.

É hora de começarmos a proteger quem trabalha. Eu vou lhe dar um exemplo. A questão do trabalho por turnos, do trabalho extraordinário e dos despedimentos. Nós devemos ter uma lei do trabalho que promova o investimento, a modernização, mas não devemos ter uma lei do trabalho que tire direitos a quem trabalha por turnos. Pelo contrário, deve valorizar quem trabalha por turnos, deve valorizar quem trabalha de forma extraordinária, em trabalho extraordinário. E não devemos ter uma lei laboral que seja um bar aberto de despedimentos.

Palavras de André Ventura à entrada da Convenção Autárquica Nacional do Chega. Falou ainda à margem para apontar falhas na gestão das fronteiras e nos aeroportos por parte do Executivo.

E o candidato presidencial Jorge Pinto admite que a greve geral tem razões políticas, mas que essa é uma razão válida.

O candidato apoiado pelo Livre vai ao encontro do que disse Luís Montenegro, mas com farpas ao governo. Jorge Pinto diz que a greve é provocada pela precariedade levada a cabo pelo Executivo e pelo que considera ser um ataque aos direitos dos trabalhadores.

O senhor primeiro-ministro tem razão quando diz que é uma greve por razões políticas, mas são razões válidas, são razões que levam os trabalhadores que veem os seus direitos ser ainda mais reduzidos num país que já é o segundo com mais trabalhadores precários na Europa. É essa a razão política. É uma razão política porque estes trabalhadores não querem ter dinheiro para pagar as suas casas. É uma razão política porque os trabalhadores que continuam a ser precários durante dois anos não querem ser precários durante três anos. É uma razão política porque nada, absolutamente nada destas propostas de alteração combate o fosso salarial entre homens e mulheres.

Declarações de Jorge Pinto à margem do Congresso dos Verdes Europeus, está a decorrer em Lisboa. O candidato presidencial deixou também críticas a André Ventura, apelidou o líder do Chega de idiota útil, que o governo utiliza para aprovar mudanças na Assembleia da República.

E a Parques de Sintra foi eleita a melhor empresa do mundo em conservação nos World Travel Awards.

13ª conquista consecutiva da empresa neste evento. Em entrevista à Rádio Observador, o presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra, João Sousa Rêgo, diz que apesar do prêmio ter sido ganho novamente, a Parques de Sintra sente esta vitória como se fosse a primeira vez.

A Parques de Sintra gere o património cultural do Conceito de Sintra, como os monumentos do Palácio Nacional da Pena, do Palácio Nacional de Sintra, Montserrat, e trabalhamos todos os dias para oferecer visitas culturais de melhor qualidade e salvaguardar e manter o património que nos é afeto sobre gestão. E este prêmio é também um dos reconhecimentos internacional que esse trabalho é bem feito e pelo menos há 13 anos que estamos a ser reconhecidos por isso. Mas cada prêmio é como se fosse a primeira vez que o recebemos.

João Sousa explica ainda que o segredo por trás do sucesso da empresa está na inovação. A entrega deste prêmio à Parques de Sintra coincide com o 30º aniversário da elevação da paisagem cultural de Sintra a património da humanidade por parte da UNESCO.

Passamos ao desporto. Portugal já conhece o calendário de jogos que vai ter no Campeonato do Mundo do próximo ano.

A seleção portuguesa vai jogar em Houston e em Miami durante a fase de grupos do Campeonato do Mundo que se joga no Canadá, nos Estados Unidos e também no México. A caminhada de Portugal começa no dia 17 de junho, frente ao vencedor do playoff FIFA, que ainda não é conhecido. Esse jogo está marcado para às 18h. Na segunda jornada do grupo K, Portugal enfrenta o Uzbequistão, de novo em Houston, também às 18h. A seleção fecha depois a fase de grupos com a Colômbia. Jogo em Miami que arranca quando for 00h30, horas de Portugal continental. O sorteio do Campeonato do Mundo de Futebol foi ontem. Apenas hoje é que a FIFA divulgou o calendário completo na competição. O mundial joga-se entre 11 de junho e 19 de julho do próximo ano.

E é assim que fechamos este jornal das 10h.