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Na Rádio Observador. É o Jornal das 10 da Rádio Observador, edição do jornalista João Gama. Dia quase a acabar no Congresso do Partido Socialista, em Viseu. Eurico Brilhante Dias acusa o PSD de se entregar às mãos da extrema-direita, rejeita que o PS esteja em cima do muro.
Foi tema de uma das moções setoriais assinada por Miguel Costa Matos e Pedro Costa. Pediam ao Partido Socialista que saísse de cima do muro do NIN, no que toca à oposição ao governo. Em entrevista à Rádio Observador, Eurico Brilhante Dias defende que o PS deve ter uma postura de diálogo, mas acusa o PSD de se colar ao Chega.
Faltamos duas barreiras importantes, dois muros importantes. E essa sensação de que nós ultrapassamos dois pontos importantes do nosso caminho é algo que perpassa no Congresso. Nós sempre dissemos, e nisso, de fato, José Luís Carneiro tinha uma proposta política diferente a de Pedro Nuno Santos, era dizer que o PSD não ficaria nas mãos da extrema-direita. E para não ficar nas mãos da extrema-direita, isso significa que o PS, nas áreas de soberania e em áreas essenciais, deve contribuir para que o país seja melhor. O PS é oposição a este governo e quando tem que votar contra, vota contra, mas é propositivo.
Garantia de Eurico Brilhante Dias em entrevista aos jornalistas Miguel Vitor Dias e Rita Tavares esta noite aqui na Rádio Observador.
E Francisco Assis pede ao PSD que recue no acordo com o Chega para o Tribunal Constitucional, mas diz que o PS tudo deve fazer para evitar uma crise irreversível com o governo.
Deixa um alerta: a escolha de juízes para o Tribunal Constitucional pode colocar em causa o respeito mútuo entre PS e PSD.
Seria um ato de profunda irresponsabilidade, no meu ponto de vista.
E é suficiente para a tal crise irreversível ou não?
Se porventura isso acontecer, alterará radicalmente a relação entre os dois principais partidos políticos em Portugal. Isso não deve, evidentemente, ter como consequência natural, automática e inevitável, que o Partido Socialista, por exemplo, diga de antemão que vai inviabilizar orçamentos ou vai contribuir para derrubar o governo.
Declarações de Francisco Assis, aqui na Rádio Observador. Uma entrevista conduzida em Viseu, local do Congresso do Partido Socialista. Ainda assim, Francisco Assis pede ao PS que evite uma crise irreversível na relação com o governo.
Devemos ter todos uma grande preocupação em contribuir para que se não chegue a uma situação de crise irreversível na relação entre os dois partidos. E é por isso que eu fiz essa afirmação há pouco. Isto é, as democracias precisam, entre outras coisas, de duas que me parecem fundamentais. Primeiro, do ponto de vista social, que exista uma classe média forte e, no plano político e partidário, que coexistam duas soluções alternativas de esquerda e direita moderadas e que se respeitem uma à outra. Isso é absolutamente indispensável para a manutenção de um clima democrático.
Declarações de Francisco Assis na entrevista à Rádio Observador.
E ainda de atenções viradas para o Congresso do PS, José Luís Carneiro avisa que uma rutura dos portugueses com a AD pode estar perto.
Em declarações à RTP, José Luís Carneiro, secretário-geral reeleito do Partido Socialista, fala de uma possível rutura caso o PSD escolha o Chega no acordo para o Tribunal Constitucional.
Se o governo e a AD optarem por aquilo que estão a anunciar, que é de excluírem o Partido Socialista das escolhas para aquela que é uma arquitetura de estabilidade, significa que a reação dos portugueses será de molde, do meu ponto de vista, a que se desvinculem da solução política que escolheram nas últimas eleições. Ao meu entendimento, do diálogo que tenho com os cidadãos de todo o país, haverá uma rutura com aquela que foi a legitimidade política que a maioria política que está hoje a governar o país teve nas últimas eleições legislativas.
José Luís Carneiro, que recordou ainda a responsabilidade política do PS, que viabilizou este último orçamento de Estado.
Já António Mendonça Mendes diz que o governo deve um pedido de desculpas a José Luís Carneiro.
Em causa, Rita, os resultados do excedente orçamental conhecidos na semana passada, que apontam para um excedente superior, quase o dobro do que estava inicialmente previsto pelo Ministério das Finanças. O deputado socialista subiu ao púlpito neste Congresso Socialista para acusar o governo de mentir nas contas públicas.
Uma mentira que começa no excedente orçamental do ano passado, que festejaram esta semana, e que tem um primeiro pressuposto da mentira, que é a mentira que fizeram ao país ao tentar dizer que o secretário-geral do PS estava a enganar os portugueses quando dizia que o saldo da Segurança Social estava escondido e era de mais mil milhões de euros. Pois agora que os resultados estão conhecidos, o secretário-geral do PS tinha razão, o governo mentiu e o governo tem a obrigação de pedir desculpa a José Luís Carneiro.
As declarações de António Mendonça Mendes neste Congresso do Partido Socialista. Outra figura que discursou ao início da noite foi Eduardo Cabrita, numa referência ao acordo entre PSD e Chega para o Constitucional. O antigo ministro fala de uma traição do partido do governo a alguns históricos sociais-democratas.
O PSD é que, traindo a memória dos constituintes de 75, traindo a história de constituintes como Pinto Balsemão, Marcelo Rebelo de Sousa, Mota Amaral, Mota Pinto ou Jorge Miranda, que estavam nessa bancada constitucional, está hoje a abrir um acordo preferencial com a extrema-direita, que tem como objetivo destruir esses 50 anos de democracia.
Declarações de Eduardo Cabrita, ex-ministro da Administração Interna. Diz que este é um desafio histórico ao nível dos tempos mais difíceis pro Partido Socialista nos últimos 50 anos.
E os reparos de José Luís Carneiro ao PSD não estão a ser motivo de preocupação. Hugo Soares fala de uma conversa para claque.
O secretário-geral dos Sociais Democratas comentou assim as declarações do reeleito secretário-geral do Partido Socialista. José Luís Carneiro avisou o governo e o PSD que se semearem ventos, vão acabar por colher tempestades, com alguns reparos à aproximação dos sociais-democratas ao Chega, no que toca, por exemplo, e já aqui falamos disso, na eleição dos órgãos externos da Assembleia da República. Ainda assim, em declarações à Agência Lusa, Hugo Soares desvaloriza estas declarações de José Luís Carneiro.
Acho que isso é conversa pra claque. É típico de um congresso partidário. O governo fará aquilo que o primeiro-ministro comprometeu nas eleições. Os portugueses escolheram um parlamento com três blocos maioritários, um bloco notoriamente mais maioritário, que é o do PSD, da AD, um bloco à direita do PSD, do Chega, e um bloco à esquerda, que é o bloco do Partido Socialista. E nós vamos continuar o nosso caminho, respeitando a vontade dos portugueses, que é dialogando com todos aqueles que têm representação parlamentar. Isso é o cumprimento da democracia e continuaremos a fazer.
O secretário-geral do PSD, em Cabeceiras de Basto, à margem da tomada de posse da nova conselheira do PSD, garante que o governo vai continuar o seu caminho e dialogar não só com um, mas com todos os partidos com representação parlamentar.
E João, prometido é devido. Marcelo Rebelo de Sousa voltou hoje a ter agenda. Ainda assim, o antigo presidente da República continua sem falar sobre um tema.
Política, seja nacional ou internacional. Já vamos recordar essas declarações de Marcelo Rebelo de Sousa à chegada à tertúlia da Festa do Livro, em Celorico de Basto, mas uma tertúlia que começou entretanto. Vamos por isso ao encontro do repórter Ricardo Loureiro. Ricardo, como está a decorrer esse evento que conta com o ex-presidente da República?
Nem mais. Arrancou há instantes essa tertúlia sobre o papel da literatura na atualidade, que conta com a participação, como também já aqui dissemos, de Marcelo Rebelo de Sousa e tem moderação de Luís Castro, jornalista da RTP, que iniciou exatamente a tertúlia dizendo que Marcelo prometeu não comentar a atualidade política, fosse ela local ou internacional. Foi também o mote de arranque desta tertúlia de apresentação dos convidados, Marcelo, que é ladeado pelo autarca local de Celorico de Basto, José Peixoto Lima, que também foi acompanhado Marcelo Rebelo de Sousa nesta visita à Casa da Terra, onde decorre esta tertúlia. Eu creio que poderemos ter aqui alguns trechos dessa tertúlia.
Que começa com Fernando Pessoa.
É o início.
Depois se estende também a Mário de Sá Carneiro e Almada Negreiros.
A introdução desta tertúlia, e mais à frente também teremos a oportunidade de ouvir as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa. Recordar que esta Festa do Livro decorre até amanhã em Celorico de Basto e que Marcelo Rebelo de Sousa, à chegada, não teceu nenhum tipo de comentário, cumprindo a tal promessa.
Sobre isso é que não posso dizer nada, tenho imensa pena. Sei que vai ser uma maçada, vai ser um deserto eterno pros meus amigos, aonde perguntar mil vezes e eu mil vezes direi que não digo nada.
O governo tem arranjado forma para atuar nesta crise energética.
Mas isso tudo são questões políticas sobre as quais eu não me vou pronunciar.
Professor, e do ponto de vista de Direito e de constitucionalismo, o professor é um político em exercício.
Também não, porque isso é uma questão política.
E acerca da atualidade internacional e da guerra do Irão?
Também é uma questão política.
Não o preocupa?
Também é uma questão política sobre a qual não me vou pronunciar.
Ainda assim, o antigo chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, garantiu que vai continuar a aparecer em alguns momentos.
A minha ideia é não responder nada de política. Portanto, eu pura e simplesmente vou falar destes temas. Eu, como ex-chefe de Estado, tenho algumas incumbências, que são formais, protocolares. A sessão da Constituição na semana que vem, no Parlamento, a sessão do 25 de Abril, no Parlamento, o 10 de Junho, já se sabe que é na Ilha Terceira, o 5 de Outubro, já se sabe que é na Câmara Municipal de Lisboa. Portanto, aí os chefes de Estado normalmente estão, a menos que não possam vir, eu vou estar.
O 20º presidente da República, em declarações à chegada à Casa da Terra local, em Celorico de Basto, nesta tertúlia que decorre também dentro daquilo que é a Festa do Livro por cá. Dizer ainda e pra amanhã, o último dia reserva uma conversa com os escritores David Machado e Hugo Gonçalves, uma conversa que será também moderada por Marcelo Rebelo de Sousa, sendo o encerramento formal desta Festa do Livro agendado pras 19h de amanhã. Neste momento, decorre a tertúlia sobre o papel da literatura na atualidade.
A agenda cheia de Marcelo Rebelo de Sousa a fazer lembrar a agenda do então presidente da República. Está hoje e vai estar amanhã, como ouvimos, em Celorico de Basto. Vamos regressar ao contato com o Ricardo Loureiro para saber como correu essa tertúlia durante esta noite.
E no andebol, apesar de não ter o treinador no banco, o Sporting venceu o Futebol Clube do Porto no Dragão. Um jogo, João, que ficou marcado por uma polêmica.
Ainda antes do apito inicial, o jogador Christian Moga e o treinador Ricardo Costa queixaram-se de um cheiro intenso, descrito como semelhante ao de lixívia, acabaram por ter de ser socorridos no hospital. Entretanto, o Porto desmentiu de forma absoluta, clara e inequívoca, em comunicado, os relatos que foram divulgados antes desta partida. Dentro das quatro linhas, os Leões levaram a melhor, venceram por 33x30 e começaram o apuramento com o pé direito, um passo importante para revalidar o título de campeão nacional.
E na atualidade internacional, o Irão chegou a acordo com o Paquistão para deixar passar 20 navios pelo Estreito de Ormuz.
Escreve o ministro dos Negócios Estrangeiros paquistanês na rede social X: "A passagem será limitada a dois navios por dia, navios com bandeira paquistanesa". O líder da diplomacia de Islamabad fala de um gesto construtivo por parte do Irão e de um prenúncio de paz, que pode contribuir para trazer estabilidade à região. Numa publicação nas redes sociais, o governante apela a J. D. Vance, Marco Rubio e Steve Witkoff para retomarem as negociações diplomáticas com o Irão.
E a notícia de fecho do Jornal das 10, edição do jornalista João Gama. Até já.
Até já.