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Do João Lourenço. Boa noite, João. Mais uma vez começamos esta edição das 10 com o presidente norte-americano, que diz que o acordo entre Estados Unidos e Irão já foi amplamente negociado.

É através da rede social Truth Social que o líder norte-americano avança que o acordo foi tratado entre os Estados Unidos da América, a República Islâmica do Irão e outros países, que já aqui foram elencados nessa possível chamada que o presidente dos Estados Unidos irá realizar ainda esta noite. Ainda assim, garante que ainda não está finalizado. Acrescenta que os detalhes finais sobre o acordo ainda não estão a ser discutidos e vão ser anunciados em breve. A agência de notícias Reuters avança que este possível acordo de paz pode vir a ter três fases. Em primeiro lugar, o fim normal da guerra, de seguida, a resolução da crise no Estreito de Ormuz e, por fim, o início de um período de 30 dias para negociações sobre um acordo mais abrangente. Todo este possível pacote de paz entre Estados Unidos e Irão surge no dia em que o secretário de Estado norte-americano disse que o entendimento com as autoridades iranianas pode ser anunciado este fim de semana.

Há algum progresso feito. No exato momento em que estou a falar, há algum trabalho a ser feito. Há uma possibilidade que seja hoje, amanhã, ou em alguns dias, nós tenhamos algo a dizer, mas o problema precisa ser resolvido. E como o presidente disse, o Irão nunca poderá ter uma arma nuclear. O estreito deve ser aberto sem barreiras. Eles precisam entregar o urânio enriquecido. Esses são os pontos que o presidente tem falado consistentemente.

Palavras de Marco Rutte durante uma visita diplomática à Índia, citado pelas agências de notícias internacionais. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaíl Baghaei, admite que ainda há divergências, ainda assim, garante que é possível chegar a um meio-termo.

Posso informar que, durante esta última semana, a tendência tem sido no sentido de reduzir os pontos de divergência, embora subsistam questões que requerem nova negociação através de intermediários. Teremos de aguardar para ver como a situação evolui nos próximos três ou quatro dias. Esta aproximação não significa que nós e os Estados Unidos estejamos prestes a chegar a um entendimento sobre questões desta relevância. Significa, antes que, com base num conjunto de parâmetros, poderemos alcançar uma solução mutuamente aceitável para ambas as partes.

As palavras do ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaíl Baghaei, sobre este possível acordo de paz que pode vir a ser anunciado, como referi, este fim de semana.

E seguimos, João Pinheiro, com a atualidade nacional e com críticas ao governo. O PS acusa precisamente o Executivo de Luís Montenegro de ser descuidado na resposta às tempestades.

É o secretário-geral socialista que olhou para o relatório da Presidência da República, realizado nas presenças abertas. O relatório do Palácio de Belém garante e avisa que a gestão do governo durante as tempestades foi descoordenada e pouco clara. À entrada para uma reunião do Conselho Estratégico do partido, José Luís Carneiro insiste que o trabalho do Executivo mostrou despreocupação.

Vem mostrar que o governo não teve capacidade de resposta, chegou tarde, a resposta foi insuficiente, foi incompetente e mostra aquilo que eu considero ser, por um lado, uma insensibilidade, uma incompetência, que caracterizam um governo desmazelado. Verdadeiramente, é isso que este relatório diz. Temos um governo que é desmazelado na preparação, no planeamento, na resposta e na avaliação dos efeitos destas tempestades.

O líder socialista coloca já o foco na época dos incêndios e, em concreto, no sistema de comunicação SIRESP. José Luís Carneiro acredita ainda que nos últimos dois anos o governo de Luís Montenegro prejudicou o país ao deixar este sistema de comunicação sem liderança.

Críticas ao governo por causa das tempestades que chegam também pela voz do secretário-geral do Partido Comunista, que João Lourenço acusa o Executivo de propaganda e encenação.

Foi em Aveiro que o secretário-geral comunista, Paulo Raimundo, afirmou que o país tem experiência acumulada na má gestão neste tipo de situações. Reitera que os apoios não chegaram com a rapidez que era necessário.

Tivemos depois um governo a dizer que ia ser tudo muito rápido, a roupa ia chegar às pessoas muito rápido e a realidade é que quatro meses depois, praticamente, ainda temos pessoas sem luz. Ainda temos pessoas sem telecomunicações. Ainda temos muita gente à espera de reabilitar a sua habitação. Não é a segunda habitação, é a habitação própria. Portanto, só se pode concluir que o que houve foi demasiado otimismo, muita propaganda, muita encenação e o fato é que os apoios não chegaram como deviam ter chegado, com a rapidez que deviam ter chegado ou como foi anunciado que iam chegar.

Palavras de Paulo Raimundo, o secretário-geral comunista, captadas pela Agência Lusa esta tarde em Aveiro.

E falamos ainda nesta edição das 10, João Lourenço, dos cidadãos franceses suspeitos de abandonarem duas crianças em Alcácer do Sal. Ora, já são conhecidas as medidas de coação, ficaram em prisão preventiva.

Foi o pedido que foi, neste caso, dado pelo Ministério Público, foi a medida de coação mais gravosa. A mãe e o padrasto das crianças foram ouvidos novamente este sábado no Tribunal de Setúbal. Lá que esteve o fotojornalista do Observador, João Porfírio.

A juíza de instrução criminal considerou fortemente indiciada a mãe à prática de dois crimes de exposição ou abandono agravado e, relativamente ao padrasto, o tribunal considerou fortemente indiciada a prática de dois crimes de exposição ou abandono e de um crime de ofensa à integridade física qualificada. A decisão teve em conta o perigo de fuga, de perturbação do processo, de continuação da atividade criminosa, mas também o perigo de perturbação da ordem e tranquilidade públicas. A mesma juíza teve também em consideração, certamente, um depoimento crucial de um dos militares da GNR que transportou este casal de Fátima para Palmela. Este GNR, que percebe muito bem francês, descreve que ouviu o casal a dizer, e cito: "Temos de parecer doidinhos". Segundo fonte da GNR ao Observador, este homem foi para a prisão de Setúbal e a mulher seguiu para o estabelecimento prisional de Tires, um dos dois estabelecimentos prisionais para mulheres em Portugal. Hoje foi o segundo dia em que este casal foi presente à juiz de instrução criminal, tendo o primeiro dia sido marcado pela forma inusitada como os dois arguidos chegaram ao tribunal. O homem a gritar: "Eu amo-vos todos", e a mulher a cantar. Recordamos que os dois cidadãos franceses foram detidos na quinta-feira, na zona de Fátima, a cerca de 200 km de distância de onde abandonaram as crianças.

Relato do fotojornalista do Observador, João Porfírio, que esteve este sábado à porta do Tribunal de Setúbal, onde foram ouvidos a mãe e o padrasto suspeitos de abandonarem as duas crianças em Alcácer do Sal.

João Lourenço, não terminamos esta edição das 10 sem falar de desporto. Amanhã, domingo, é dia de final da Taça de Portugal entre Sporting e Torreense. Rui Borges, o técnico dos Leões, pede cautela e cautela quanto aos festejos antecipados.

Isto porque o Sporting vai defrontar, pela segunda vez na história, uma equipa de uma divisão inferior. A primeira vez foi na época de 2001, 2002. Na altura, o Sporting venceu por 1x0 frente ao Leixões. Rui Borges deixa o alerta e acredita que do outro lado vai estar uma formação altamente motivada.

É sermos sérios e não entrarmos em facilitismos. A pressão neste clube existe diariamente. Agora, acho que o grupo é merecedor de estar nesta final, é merecedor de lutar por troféu e vencê-lo. Agora temos que fazer muito para o vencer. Não adianta dizermos que somos merecedores, temos que o demonstrar dentro do campo contra uma equipa que vai dar a vida num momento histórico para o clube, num momento histórico, se calhar, para a grande maioria dos seus atletas, independentemente de quem seja o adversário, neste caso, o Torreense, que é de um escalão inferior, é certo, mas tem demonstrado aquilo que é a sua qualidade ao longo da época. Ainda esta semana demonstrou contra uma equipa de Primeira Liga toda a sua qualidade, e que sirva de alerta para aquilo que nós vamos encontrar amanhã.

Bortnik-Jomer, capitão do Sporting, já treinou sem limitações, poderá estar pronto a ir a jogo. Pode bem ser também a última partida do capitão do Sporting, o jogador dinamarquês, nesta equipa leonina. De fora fica Fotis Ioannidis, o avançado grego está a contas com uma lesão muscular há muitos meses e por isso não poderá ir a jogo já amanhã. De um lado, o Torreense, o treinador Luís Tralhão lembra que a equipa está a meio de uma eliminatória importante para acesso à primeira divisão nacional. Por isso, refere que o emblema de Torres Vedras vai ao Jamor para competir.

Nós priorizamos o campeonato, mas obviamente que agora estamos aqui envolvidos na Taça. Não viemos aqui passear. Eu já utilizei essa expressão há cerca de um mês, nas semifinais, quando atingimos a final. Nós vimos competir. E o mister Rui Borges disse que jogava com os melhores e nós vamos jogar com os melhores, de certeza absoluta. Isso não há dúvida nenhuma. Agora, é relativo para ele quem são os melhores ou para mim. Temos um grupo que está preparado para jogar qualquer jogo.

Nesta final da Taça, a equipa de arbitragem também realizou uma conferência de imprensa. O juiz principal, António Nobre, afirma que a preparação é sempre a mesma para uma final que não tem escalões.

A preparação nós não olhamos, ao longo da época também não fazemos. É certo que há jogos com mais mediatismo do que outros, este é um deles, independentemente se seja o Torreense, o Sporting, o que quer que seja, mas a preparação é muito para domingo, os verdes contra os graná. É muito assim. Acho que isso ajuda os árbitros, no geral, a tirar essa conotação de um clube que está a jogar. É uma equipa que veste de verde contra uma equipa graná e a equipa de preto, azul, amarelo, que estará motivada para tomar as melhores decisões para o jogo.

António Nobre, juiz da Associação de Futebol de Leiria, que vai dirigir esta partida. Início às 17h15. A emissão especial arranca contigo, Vicente Figueira, a partir das 16h, mas o jornalista Martim Madeira, da Rádio Observador, vai estar na mata do Estádio Nacional até, neste caso, bem de manhã, a partir das 9h.

É ele que leva as sandálias. Provavelmente vão ser necessárias para a sempre grande festa que vai acontecendo também na mata do Jamor, nas imediações do estádio, que vai receber, mais uma vez, o Estádio Nacional, a final da Taça de Portugal, que é para ouvir aqui com relato em direto do Diogo Varela e do Alexandre Luna Pais, e ainda com reportagem de pista do Miguel Videira, comentários do Luís Francisco e ainda do João Castro, nosso adepto leonino. João Lourenço.

E também de David Rosa, antigo jogador do Torreense.

David Rosa, que vai ser o nosso adepto do Torreense. Bem lembrado, João. Um grande abraço. Temos novo encontro marcado daqui a 19 minutos, na síntese de notícias das 10h30. Até já.

Até já.