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Para o financeiro. Jornal das 10, com a edição do Martim Madeira. E Martim, o secretário-geral da CGTP diz que o primeiro-ministro devia ser mais humilde e focar-se nos motivos que levam os trabalhadores a fazer greve.

Em causa estão as declarações de Luís Montenegro durante a tarde, que apelou a que a paralisação não afetasse os portugueses que querem trabalhar. Em declarações aos jornalistas, Tiago Oliveira lembra que esta é já a segunda greve geral do atual governo e reitera que o líder do governo devia se focar nos motivos da greve.

O primeiro-ministro, em vez de se preocupar com a razão que traz os trabalhadores para a greve, para a luta, em vez de se preocupar que no seu mandato esta já seja a segunda greve geral, está se a preocupar com aquilo que é lateral às questões que estão aqui em cima da mesa. O principal são as razões que trazem os trabalhadores à luta. O principal é combater este pacote laboral, combater este retrocesso que vai incidir na vida de cada um de nós.

A poucas horas da paralisação geral, o secretário-geral da CGTP antecipa também uma grande adesão dos trabalhadores.

Os trabalhadores vão demonstrar nesta greve geral o seu descontentamento pela política que está a ser seguida, vão demonstrar que querem a retirada do pacote laboral e os trabalhadores vão fazer deste dia um grande dia de luta, seja no setor público, seja no setor privado. A greve vai ter um grande impacto, porque os trabalhadores vão aproveitar mais este momento para lutar.

Declarações de Tiago Oliveira aos jornalistas, que acredita que vai ser amanhã o momento de derrubar o pacote laboral.

E os constrangimentos da greve geral já se vão sentir nas próximas horas. Saúde, educação e transportes são os setores mais afetados.

Esta paralisação foi marcada pela CGTP, mas não tem o apoio da UGT. O novo pacote laboral, idealizado pela AD, está no centro das reivindicações. O setor dos transportes já começou a sentir os efeitos da greve, com o cancelamento de algumas viagens da CP, mas as primeiras horas da noite, João Lourenço, vão permitir clarificar os primeiros impactos desta paralisação.

Quando os relógios marcarem 11 da noite, o metro de Lisboa encerra a atividade. A transportadora da capital não tem serviços mínimos e, por isso, a atividade apenas vai retomar às 6:30 da manhã do dia quatro. Quem também não vai ter serviços mínimos é a Transtejo, ou seja, não está previsto transporte fluviál entre as margens do rio Tejo. A única alternativa para quem quer atravessar o rio é a Fertagus. A Carris garante 12 carreiras em funcionamento, mas em horários diferentes. A CP já garantiu serviços mínimos. Haverá alguns comboios urbanos em Lisboa, Porto e Coimbra. Também estão previstos circular alguns alfa pendulares, intercidades e regionais. É importante verificar os comboios que estão previstos no site da CP. Na cidade do Porto, as últimas viagens do metro de hoje iniciam entre as 10:00 e as 11:00 da noite, mas há serviços mínimos para esta quarta-feira. A transportadora portuense vai funcionar durante todo o dia na linha amarela entre Santo Ovídio e o Hospital São João, bem como entre as estações da Senhora da Hora e do Estádio do Dragão. Na educação, a greve pode provocar o adiamento de um exame de português do sexto ano. No ensino superior, a paralisação abrange todos os docentes e investigadores das universidades e institutos politécnicos. Para além das aulas, também a realização de avaliações ou participação em júris de avaliação pode estar em risco já amanhã. Na saúde, os sindicatos dos médicos e enfermeiros garantem uma grande mobilização à greve. Os efeitos já se podem fazer sentir ao início da noite de hoje, devido aos inícios de turno. Pela primeira vez na história, a linha SNS 24 vai estar em greve. Esta paralisação pode fazer disparar os tempos de resposta para duas ou três horas, mesmo em situações potencialmente graves. Nos serviços do Estado, o Instituto dos Registos e Notariado apenas vai garantir serviços mínimos em funcionamento para atos presenciais urgentes e atendimentos de emergência. Os constrangimentos também são esperados nas repartições de finanças e tribunais.

Jornalista João Lourenço, com as principais dificuldades que a greve promete causar. Esta é a segunda paralisação geral que o governo Luís Montenegro atravessa em apenas seis meses.

E o ministro da Presidência acredita que a taxa de desemprego nos jovens é elevada devido à lei laboral atual.

António Leitão Amaro esteve numa entrevista ao Correio da Manhã, onde rejeita as críticas dos sindicatos de que a nova proposta de alteração à lei retira direitos aos trabalhadores. O social-democrata fala no desemprego e da precariedade dos jovens em Portugal.

Nós vemos que Portugal tem uma legislação mais rígida, mais atrasada, com menos flexibilidade para os trabalhadores organizarem a sua vida familiar.

Mas acha que é a lei que faz com que haja uma taxa de desemprego jovem em Portugal muito alta?

Muito, claro. Uma parte da explicação não é só o desemprego jovem ser o triplo do desemprego normal, é também a precariedade ser o triplo nos jovens do que ser nos trabalhadores em geral. Por quê? Porque temos uma legislação que é muito rígida, protege muito contratos que existem e desprotege muito aqueles que vão entrar no mercado.

O ministro da Presidência falou também da Prestação Social Única, onde sublinha que os portugueses precisam trabalhar para combater a pobreza sem depender de subsídios.

E por falar na Prestação Social Única, o Parlamento aprovou o pedido do governo para discutir com urgência a autorização legislativa sobre a criação da Prestação Social Única. Martim, o Chega votou contra.

Oportunidade para o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, colar André Ventura ao PCP. O Chega votou contra a autorização legislativa desta Pensão Social Única em 10 dias, pedida pelo governo à Assembleia da República. Já PSD, CDS e Iniciativa Liberal votaram a favor. No final da votação, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, falou aos jornalistas para acusar André Ventura de ser comunista.

O partido Chega é verdadeiramente uma fraude populista e uma fraude eleitoral. Ao mesmo tempo que o Chega diz que quer combater a fraude no combate aos subsídios, que quer combater a atribuição de subsídios e a forma como eles são atribuídos, que acha que aqueles que recebem subsídios sociais deviam prestar uma colaboração à sociedade, o Chega votou contra hojePrecisamente aquilo que visa trazer critério à atribuição das prestações sociais, que visa ajudar a combater a fraude e até votou contra a possibilidade daqueles que recebem subsídios sociais poderem ter uma atividade social de solidariedade.

Já quanto ao processo de revisão constitucional que o PSD e o Chega concordaram hoje em adiar para o próximo ano, Hugo Soares rejeita as acusações do PS de que os sociais-democratas têm um acordo mais amplo com André Ventura.

A revisão constitucional não se faz nem com uns, nem com outros. Faz-se no âmbito de uma comissão onde aquilo que o PSD se comprometeu, eu já vi títulos realmente de grande imaginação interpretativa, mas também já estou habituado. Não vou comentar os títulos que já hoje vi a propósito deste requerimento. Aquilo que o PSD disse e aqui repete e que diz desde a primeira hora, é que o PSD estará disponível para apresentar o seu projeto de revisão constitucional, que este não era o momento e depois discutiremos, no âmbito da comissão que preparará os trabalhos da revisão constitucional, com todos os partidos. Nós não faremos nem com o Chega, nem com o Partido Socialista, já agora, nem com o Partido Comunista Português, nem com o Livre, nem com a Iniciativa Liberal.

Em declarações aos jornalistas, Hugo Soares pediu ainda ao Chega para mostrar como é que a proposta da descida da idade da reforma pode ser aplicada sem pôr em causa as contas públicas.

E, Martins, já há resposta por parte do presidente do Chega. André Ventura diz que a proposta do partido para a redução da reforma para os 65 anos ou 40 anos de descontos vai custar 1,8 milhões de euros e tem uma solução para financiar.

Salienta que apesar de ser um gasto a mais para o executivo, é um valor que diz ser equivalente a dois anos de desperdício na saúde. André Ventura vai ainda mais longe e justifica que o valor pode ser pago pelos imigrantes à Segurança Social.

Ora, nós temos um excedente da Segurança Social que dizem que os imigrantes trazem de 4 mil milhões de euros. Não me parece muito se os imigrantes que chegam a Portugal, para além de todos os benefícios que têm, na saúde, na habitação, no acesso a subsídios, puderem dar uma parte desse contributo para que quem já cá está e começou a trabalhar mais cedo no país, possa ter uma reforma mais baixa. Isso por um lado.

Mas esse excedente esgotar-se-ia.

Não. Se temos uma contribuição anual de 4 mil milhões dos imigrantes, metade ou menos de metade, se calhar, pode ser usado para conseguirmos que os portugueses tenham uma idade de reforma mais digna.

As declarações do líder do Chega em entrevista à CNN Portugal sobre esta proposta, que diz André Ventura que vai custar 1,8 mil milhões de euros. Também questionado sobre se a ministra do Trabalho se enganou ao avançar um valor de 2,5 mil milhões de euros para a medida, André Ventura afirma que Maria do Rosário Palma Ramalho tanto que se enganou como não conseguiu demonstrar o valor com clareza.

Vamos agora ao panorama internacional. O presidente norte-americano desmente as notícias iranianas de que Teerão teria interrompido as negociações com Washington.

Foi uma publicação na rede Truth Social. Donald Trump escreve que as conversas têm sido contínuas, incluindo há quatro dias, três dias, dois dias, ontem, até hoje conversaram, é o que diz Donald Trump, garante que as negociações com o Irão estão a correr às mil maravilhas.

E por falar em negociações, Martins, a chamada de ontem entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu foi algo tensa.

Uma chamada que foi feita para ser negociado o cessar-fogo entre o Hezbollah e o Líbano. O portal norte-americano Axios dá-nos alguns detalhes dessa conversa entre os dois líderes. Cita dois oficiais norte-americanos familiarizados com a chamada. Ao que tudo parece, Donald Trump pressionou Netanyahu para recuar em relação ao grande ataque que Israel ia realizar em Beirute. Trump terá dito mesmo a Netanyahu que o primeiro-ministro israelita está completamente louco e que já estaria na prisão se não fosse Donald Trump. E a fechar, Filipa, sabias que a bola do mundial tem que ser carregada antes de cada jogo?

Mas carregada...

Carregada com carregador.

Carregadorzinho mesmo.

Antes de cada jogo, a pessoa tem que chegar lá.

Como se carrega um telemóvel, é isso?

Exato. Mete-se numa estação, pumba, começa a carregar e ela fica lá com bateria.

Não fazia a mínima ideia.

Pois, isto é porque ela tem um chip lá dentro que está conectado a uma grande quantidade de câmaras e sensores para ajudar com as questões do fora de jogo ou se a bola passou a linha, isto também, porque nós vamos ter aqueles fora de jogo. É, maluco. São aí 500 câmaras à volta do estádio, e depois apanham, e depois tu recebes aquela imagem do fora de jogo aí em três segundos. É uma coisa impressionante.

Super-rápido.

Sim, portanto, vai ter que ser carregada antes de cada jogo.

É rezar para que estas bolas não sejam iguais aos telemóveis que temos atualmente. Falo no meu caso, porque eu de manhã tenho a bateria a 100% porque o carrego a meio da noite, chego a meio do dia, já não tenho nada.

Já não tens nada.

Portanto, espero que isto seja um bocadinho...

E é também bom que alguém verifique nos jogos da seleção que a bola está mesmo carregada, que eles ainda volta e meia não carregam de propósito só para nós não ganharmos.

Isso é que era pior.

Isso é que era o pior. Portanto, verificarem, por favor, se a bola está carregada.

Exatamente. É assim que fechamos este jornal das 10.