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São duas horas. As notícias com João Lourenço.
Muito boa noite. Cinco pessoas ficaram feridas na sequência de um atropelamento seguido de fuga no Chiado, em Lisboa, é o que confirma a Rádio Observador, o Regimento de Sapadores dos Bombeiros e o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP. Tratam-se de quatro mulheres e um homem. Os dois feridos, em estado grave, foram levados para o Hospital Santa Maria. O outro ferido ligeiro foi transportado para o Hospital São José. As outras duas pessoas que sofreram ferimentos ligeiros ficaram a receber assistência no local. Um atropelamento ocorreu na Rua Nova da Trindade. O alerta foi dado perto das dez da noite. Confirma-se ainda, segundo as autoridades, que o suspeito está em fuga a pé e que abandonou a viatura a correr. O proprietário esteve ao pé do carro, uma vez que terá havido um furto de oportunidade. Marcelo Rebelo de Sousa elogia a estratégia do governo para o PTRR. O presidente da República considera prudente que o governo não tenha apresentado um valor concreto.
Eu penso que é prudente a posição tomada pelo governo, que é, em vez de começar pelo telhado, começar pelas bases do edifício. Começar pelo telhado tem de ser quando tem que se avançar com um orçamento global, porque senão perde-se uma oportunidade. Aqui não é o caso.
Não começar pelo telhado é uma boa regra, é o que defende Marcelo Rebelo de Sousa. O presidente, em fim de mandato, adianta ainda que recebeu uma chamada de Luís Montenegro à hora de almoço, em que o primeiro-ministro informou o presidente da República das posições que seriam apresentadas durante a tarde desta sexta-feira. Ora Luís Montenegro, perto das 15h30 não apresentou nem medidas, nem valor, mas apresentou uma data: final de abril. É um plano com horizonte de execução de longo prazo até 2034, mas tem uma fase intermédia de médio prazo e uma já de curto prazo, centrada na recuperação de famílias e empresas. Mas até ser conhecido o documento que vai guiar os próximos anos para reerguer o país, vai levar mês e meio.
O envelope financeiro do PTRR apenas será definido após o período de auscultação nacional e, consequentemente, a definição final das medidas. Ou seja, ao contrário de outros programas, não vamos começar por definir um valor e depois andar à procura daquilo que tem que ser feito para gastar esse valor. Este investimento utilizará todos os recursos financeiros a que possamos aceder a nível europeu.
Luís Montenegro a não atirar um valor concreto para este PTRR, mas o coordenador da estrutura de missão antecipa só na zona centro prejuízos na casa dos seis mil milhões de euros. Do Conselho de Ministros, saiu ainda a intenção do governo de avaliar a criação de um fundo de catástrofes e sismos, como de resto sugeriu o presidente da República. E as reações ao longo da tarde acerca deste PTRR multiplicaram-se e começamos com José Luís Carneiro a considerar este plano de Luís Montenegro apenas um plano de intenções. Diz mesmo que falta ação. Ainda esta noite, o secretário-geral do PS lamenta que não tenham sido apresentadas medidas concretas a curto prazo.
Trata-se de um plano de intenções, quando do meu ponto de vista, o governo, todos os seus meios, todos os seus recursos, deviam estar concentrados num plano de ação e de resposta às comunidades locais, porque ainda há municípios que estão a reclamar a sua integração na declaração de contingência. Eu vou dar este número: as Estradas de Portugal têm mais de 400 milhões de euros para investir em infraestruturas que não podem aplicar nos municípios que não estão na declaração de calamidade, quando muitos desses municípios têm as suas infraestruturas rodoviárias praticamente destruídas.
Ainda o secretário-geral do PS a dizer e a assegurar ainda que o partido vai continuar a contribuir para apoiar as zonas afetadas. Ora, André Ventura quer um plano com efeitos imediatos. O líder do Chega considera ainda inaceitável a falta de propostas exatas no anúncio do primeiro-ministro.
Eu penso que o senhor primeiro-ministro ainda tem algum tempo e ainda tem alguns dias para refazer isto e para renunciar ao país, desculpem a expressão, uma coisa com nível, uma coisa com ambição, uma coisa com dignidade e uma coisa com esperança. Ontem usei a expressão menos Sport TV e mais ação. Nestes momentos, é os momentos que se vê a capacidade de ação de um governo. Nestes momentos é quando se vê se um primeiro-ministro tem fibra ou não para ser primeiro-ministro.
No Parlamento, houve reação de vários partidos. Começamos com a Iniciativa Liberal, pela voz de Mariana Leitão. A deputada insiste que o país precisa de medidas concretas.
No fundo, resume-se a um plano de intenções. E quando a Iniciativa Liberal ontem disse ao senhor primeiro-ministro que o seu modelo de governação estava esgotado, era exatamente a isto que nos referíamos. Continuamos há dois anos a viver de anúncios, sem que esses anúncios tenham qualquer consequência, qualquer ação.
Também nos Passos Perdidos, na Assembleia da República, Paula Santos, líder parlamentar do PCP, acusa Luís Montenegro de estar a reciclar medidas.
Constitui pouco mais do que mais uma operação de propaganda a que este governo continuou a fazer, continua a fazer ao longo da sua governação. Não há uma proposta concreta, não há uma medida concreta, não há uma opção concreta, uma ação concreta.
Ainda neste caso, o Livre, pela voz de Rui Tavares, diz que agora, acima de tudo, é tempo para tomar decisões.
Que é o projeto dos apoios diretos, em que se multiplicam os valores que nós temos para construção de casas, ou para reconstrução, para recuperação das casas e para os outros apoios diretos às pessoas, a fundo perdido, e que não pode ficar, embora tenhamos tido essa vontade de o deixar aberto à discussão, como eu disse hoje aqui no Parlamento, isto não pode ficar a marinar muito tempo.
João Fevereiro, o deputado único do Bloco de Esquerda, pediu transparência ao governo nas negociações deste plano. Por fim, Inês de Sousa Real, do PAN, pediu a Luís Montenegro uma atitude mais séria face às alterações climáticas. E regressamos a Marcelo Rebelo de Sousa, que acredita que o governo acompanha de perto a utilização da Base das Lajes. O presidente da República diz que já tinha sido informado sobre eventuais movimentações de aviões norte-americanos na base dos Açores.
O senhor Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros informou-me, já há umas semanas, da possibilidade de vir a existir uma utilização da Base das Lajes nos termos do acordo existente entre Portugal e Estados Unidos da América. Portanto, agora não vale a pena fazer especulações sobre matéria que o senhor ministro já explicou, que é uma matéria que acompanha com proximidade. Não há aqui surpresas.
Presidente da República, em declarações aos jornalistas, ao lado do Ministro dos Negócios Estrangeiros. Já voltamos ao chefe de Estado, até porque Nuno Melo, o Ministro da Defesa, também falou acerca desta chegada de mais aeronaves norte-americanas na Base das Lajes. O Ministro da Defesa quis empurrar os esclarecimentos para o colega do governo, o ministro Paulo Ranjão.
Existe um protocolo entre Portugal e os Estados Unidos da América para a utilização da Base das Lajes. E a Defesa Nacional não tem que autorizar a utilização da Base das Lajes, muito embora entregue à Força Aérea, porque essa utilização, no que tem que ver com os Estados Unidos, resulta desse protocolo. E as informações sobre essa utilização não são da responsabilidade da Defesa Nacional, são entregues a outra área de tutela.
O Ministro da Defesa, Nuno Melo, em declarações aos jornalistas na cidade do Porto. Esta noite, o Partido Comunista Português entregou no Parlamento um pedido de esclarecimentos ao Ministro dos Negócios Estrangeiros sobre a presença destes aviões militares dos Estados Unidos na Base das Lajes. Marcelo Rebelo de Sousa realizou esta sexta-feira a última visita de Estado enquanto presidente da República e falou do sucessor. Diz que vê António José Seguro, um presidente com perfil de proximidade, como vê, de resto, os antecessores, cada um à sua maneira.
Quando eu, em vários momentos, tive de enfrentar os incêndios, agora as cheias, antes problemas críticos durante a pandemia, provavelmente disseram: "Olha, o presidente da proximidade". Quando o presidente Seguro esteve agora no terreno, eu vi um exemplo de presidente da proximidade.
Marcelo Rebelo de Sousa, o canguru humano, manifestado pelo presidente eleito sobre a forma como será lembrado depois de deixar o cargo de presidente da República. O chefe de Estado considerou que os portugueses assim decidirão. Donald Trump diz que há alternativas à decisão do Supremo Tribunal de rejeitar a maior parte das tarifas de importação. Em conferência de imprensa, o presidente norte-americano explica que as novas alternativas podem fazer com que os Estados Unidos apliquem taxas mais elevadas.
Mas nós vamos usar outras alternativas às tarifas, como resposta ao que o tribunal incorretamente rejeitou. Nós temos alternativas, alternativas ótimas. Vamos ganhar mais dinheiro e seremos muito mais fortes. Vamos ganhar centenas de mil milhões de dólares. Para provar o quão ridícula a opinião do tribunal é, eles dizem que eu não posso cobrar nem um dólar. Nem um dólar.
Para já, Donald Trump anuncia que vai aplicar uma tarifa global de 10% dentro de três dias. Trump diz ainda que pode, se quiser, acabar com as relações comerciais com outros países. Já foram identificados os suspeitos que pressionaram o jornalista depois do jogo entre o Benfica e o Real Madrid. No final da partida para a Liga dos Campeões, dois homens impediram o jornalista da CMTV de prosseguir com a emissão com insultos e ameaças. Como ficou tudo gravado, a Polícia de Segurança Pública formalizou no Ministério Público uma participação criminal por atos de pressão e coação. Tudo dito neste noticiário das duas da manhã. Informação na Rádio Observador regressa às duas e meia.