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Seis horas. As notícias com João Lourenço.
Muito boa noite. Marcelo Rebelo de Sousa elogia a estratégia do governo para o PTRR. O Presidente da República considera prudente que o governo não tenha apresentado um valor concreto.
Eu penso que é prudente a posição tomada pelo governo, que é, em vez de começar pelo telhado, começar pelas bases do edifício. Começar pelo telhado tem que ser quando tem que se avançar com um orçamento global, porque senão perde-se uma oportunidade. Aqui não é o caso.
Não começar pelo telhado é uma boa regra, defende Marcelo Rebelo de Sousa. O presidente em fim de mandato adianta ainda que recebeu uma chamada de Luís Montenegro à hora de almoço desta sexta-feira, em que o primeiro-ministro informou o chefe de Estado das posições que seriam apresentadas no mesmo dia. Ora, Luís Montenegro, nesta tarde de sexta-feira, não apresentou nem medidas, nem valor, mas apresentou uma data: final de abril. É um plano com um horizonte de execução de longo prazo até 2034, mas tem uma fase intermédia de médio prazo e uma fase já de curto prazo, centrada na recuperação de famílias e empresas. Até ser conhecido o documento que vai guiar os próximos anos para reerguer o país, vai levar mês e meio.
O envelope financeiro do PTRR apenas será definido após o período de auscultação nacional e, consequentemente, a definição final das medidas. Ou seja, ao contrário de outros programas, não vamos começar por definir um valor e depois andar à procura daquilo que tem que ser feito para gastar esse valor. Este investimento utilizará todos os recursos financeiros a que possamos aceder a nível europeu.
Ainda não há um valor concreto para este PTRR, Plano de Recuperação e Resiliência português, mas o coordenador da estrutura de missão, Paulo Fernandes, antecipa que só na zona centro, os prejuízos possam atingir a casa dos seis mil milhões de euros. Do Conselho de Ministros, saiu ainda a intenção do governo de avaliar a criação de um fundo de catástrofes e sismos, como de resto sugeriu o atual presidente. E durante a tarde de sexta-feira multiplicaram-se as várias reações a este PTRR. José Luís Carneiro considera o plano de Luís Montenegro apenas de intenções. Diz mesmo que falta ação. O secretário-geral do PS lamenta que não tenham sido apresentadas medidas concretas a curto prazo.
Trata-se de um plano de intenções, quando do meu ponto de vista, o governo, todos os seus meios, todos os seus recursos, deviam estar concentrados num plano de ação e de resposta às comunidades locais, porque ainda há municípios que estão a reclamar a sua integração na declaração de contingência. Eu vou dar este número: as estradas de Portugal têm mais de quatrocentos milhões de euros para investir em infraestruturas que não podem aplicar nos municípios que não estão na declaração de calamidade, quando muitos desses municípios têm as suas infraestruturas rodoviárias praticamente destruídas.
Secretário-geral do Partido Socialista, aqui em declarações na cidade do Porto, a assegurar ainda que o partido vai continuar a contribuir para apoiar as zonas afetadas. Já André Ventura quer um plano com efeitos imediatos. O líder do Chega considera inaceitável a falta de propostas exatas no anúncio do primeiro-ministro.
Eu penso que o senhor primeiro-ministro ainda tem algum tempo e ainda tem alguns dias para refazer isto e para renunciar ao país, desculpem a expressão, uma coisa com nível, uma coisa com ambição, uma coisa com dignidade e uma coisa com esperança. Ontem eu usei a expressão menos Sport TV e mais ação. Nestes momentos, é os momentos que se vê a capacidade de ação de um governo. Nestes momentos é quando se vê se um primeiro-ministro tem fibra ou não para ser primeiro-ministro.
Em outras reações partidárias, a iniciativa liberal, liderada por Mariana Leitão, insiste que o país precisa de medidas concretas. Na mesma linha, aparece Paula Santos, líder parlamentar do PCP, que acusa Luís Montenegro de estar a reciclar medidas. Ainda no espectro político mais à esquerda, aparece o LIVRE, na voz de Rui Tavares, diz que agora, acima de tudo, é tempo para tomar medidas. Por fim, Fabien Figueiredo, deputado único do Bloco de Esquerda, pediu transparência ao governo nas negociações deste plano. Inês de Sousa Real, do PAN, pediu a Luís Montenegro uma atitude mais séria face às alterações climáticas. E a manutenção da residência nas Caldas da Rainha traz custos acrescidos para a presidência de António José Seguro. Segundo o jornal Público deste sábado, 12 efetivos da Polícia de Segurança Pública, encarregados desta missão, vão ter de se deslocar diariamente em dois veículos entre Belém ou outro local qualquer onde esteja o chefe de Estado e a cidade do distrito de Leiria. São mais ou menos 94 km, ou seja, é a primeira vez, pelo menos em democracia, que um presidente da República mora tão longe da capital portuguesa. As despesas com a segurança do chefe de Estado vão certamente aumentar entre gasóleo, o custo das portagens e a manutenção de veículos que diariamente vão para as Caldas da Rainha. Uma eventual solução pode passar por destacar para a cidade do distrito da cidade de Lisboa uma equipa do corpo de segurança pessoal que está sediado em Belas. Além da segurança pessoal, o novo presidente da República também terá direito à segurança estática à porta do prédio, o que vai implicar pelo menos seis agentes por dia. Ora, acerca do perfil e dos hábitos do próximo presidente da República, aparece o atual Marcelo Rebelo de Sousa, diz que vê em António José Seguro um presidente com perfil de proximidade, como vê, de resto, os antecessores Cada um à sua maneira.
Quando eu, em vários momentos, tive de enfrentar os incêndios, as cheias, antes problemas críticos durante a pandemia, provavelmente disseram: "Olha, é o presidente da proximidade". Quando o presidente Seguro esteve agora no terreno, eu vi um exemplo de presidente da proximidade.
Aqui Marcelo Rebelo de Sousa, na última visita de Estado enquanto presidente da República em Madrid. O presidente da República a enaltecer assim o calor humano manifestado pelo presidente eleito sobre a forma como será lembrado depois de deixar o cargo de chefe de Estado. O presidente da República considerou ainda que os portugueses assim decidirão. Viajamos agora até ao outro lado do Atlântico. Donald Trump diz que há alternativas à decisão do Supremo Tribunal de rejeitar a maior parte das tarifas de importação. Em conferência de imprensa, o presidente norte-americano explica que as novas alternativas podem fazer com que os Estados Unidos apliquem taxas mais elevadas.
Mas nós vamos usar outras alternativas às tarifas como resposta ao que o tribunal incorretamente rejeitou. Nós temos alternativas, alternativas ótimas. Vamos ganhar mais dinheiro e seremos muito mais fortes. Vamos ganhar centenas de mil milhões de dólares. Para provar o quão ridícula a opinião do tribunal é, eles dizem que eu não posso cobrar nem um dólar.
Para já, Donald Trump anuncia que vai aplicar uma tarifa global de 10% dentro de três dias. Trump diz ainda que pode, se quiser, acabar com as relações comerciais com outros países. Esta noite, na cidade de Lisboa, cinco pessoas ficaram feridas na sequência de um atropelamento seguido de uma fuga no Chiado. É o que confirma à Rádio Observador o Regimento de Sapadores dos Bombeiros de Lisboa e o Comando Metropolitano da cidade. Tratam-se de quatro mulheres e um homem, e há dois feridos em estado grave que foram transportados para o Hospital Santa Maria e outro ferido ligeiro que foi transportado para o Hospital São José. As outras duas vítimas ligeiras não sofreram quaisquer ferimentos que implicassem assistência hospitalar. O atropelamento ocorreu na Rua Nova da Trindade. O alerta foi dado depois das 22h. Ainda assim, a Polícia de Segurança Pública confirma que o suspeito está em fuga a pé e que abandonou a viatura a correr. No desporto, Sporting e Benfica entram este sábado em campo na perseguição ao primeiro lugar. As duas partidas têm início marcado para às 18h. Começamos com o Benfica, que recebe o AVS no Estádio da Luz. José Mourinho confessa que os últimos dias não têm sido fáceis, mas diz que o objetivo é somar os três pontos. Em causa está o alegado caso de racismo que envolve o jogador encarnado Gianluca Prestianni e Vinicius Júnior, do Real Madrid, no jogo da Liga dos Campeões, na passada terça-feira. O técnico das Águias considera que a partida de hoje contra o AVS é importante, mas admite que os últimos dias têm sido desafiantes ao nível psicológico.
Não tem sido fácil de gerir emocionalmente tudo aquilo que aconteceu e continua a acontecer, mas há jogo amanhã. Jogo importante, jogo que para as nossas ambições, para os nossos sonhos, é fundamental ganhar e temos que nos focar e tentar jogar no mais alto nível.
Para esta tarde de sábado, o Benfica não pode contar com Frederik Aursnes. O médio norueguês está a contas com uma lesão. Também Gianluca Prestianni não vai a jogo, mas devido a castigo, o internacional da seleção argentina pelas camadas jovens viu o quinto amarelo na partida frente ao Santa Clara. Não está disponível para a equipa de José Mourinho. Já o Sporting vai estar em Moreira de Cónegos, com encontro frente ao Moreirense. O treinador do Sporting diz que está mais focado em ganhar do que em jogar bonito. No regresso a uma casa onde já foi feliz, Rui Borges diz que a equipa do Moreirense é bastante competitiva e sublinha as dificuldades que têm criado aos clubes grandes quanto às vitórias à tangente, com gols nos últimos minutos. O treinador leonino diz que não se importa se for assim até ao fim do campeonato.
A mim, satisfaz-me é ganhar. Claro que jogar bem é certo e nós temos mantido uma qualidade de jogo boa, acima de tudo. Agora, não vamos ganhar sempre 3 ou 4 a 0, não. Se ganhar 1 a 0 até ao fim, não me chateio. E aos 90 minutos ou aos 93, não há problema nenhum e vocês podem continuar a perguntar: "E o Sporting outra vez aos 90?" É sinal que estamos em cima da baliza do adversário, estamos mais perto para fazer gol.
Para esta partida, Rui Borges já pode contar com a Fortes Ioannidis. O avançado grego do Sporting já consta da convocatória para esta partida em Moreira de Cónegos. A emissão especial da Rádio Observador arranca depois da síntese das 17h30. Vicente Figueira vai estar a conduzir a emissão aqui em estúdio. Em Moreira de Cónegos estará o jornalista Pedro Fernandes e no Estádio da Luz estará o jornalista Manuel Conceição Carvalho para trazer tudo daquilo que vão ser estas duas partidas da 23ª jornada da Liga Portuguesa. Os comentários vão estar com Augusto Inácio, Nuno Mourão, João Pinto e Pedro Henriques. Tudo dito neste noticiário das 6 da manhã. Informação na Rádio Observador regressa às 18h30.