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As notícias com João Gama.

Bom dia. A UGT reúne-se hoje para decidir se dá luz verde ou não à proposta de alterações à lei laboral. A reunião acontece sob o olhar atento de Luís Montenegro. O primeiro-ministro avisa que a falta de acordo será indesculpável. Foi um aviso deixado ontem à noite no Conselho Nacional do PSD, horas antes da reunião do Secretariado Nacional da UGT, que acontece esta manhã. A UGT reúne-se para ouvir os 68 membros sobre o destino da proposta de alteração à legislação laboral. Fechado o processo de negociação em sede de concertação social, a nova legislação terá depois de ser discutida e aprovada no Parlamento, mas a decisão da central sindical será relevante para o destino da nova lei, por duas razões diferentes: pode condicionar o voto do Partido Socialista no Parlamento e vai ao encontro das exigências do novo presidente da República, que pediu um acordo em concertação social para a nova lei laboral. E este foi um tema que marcou o arranque do Conselho Nacional do PSD, que aconteceu ontem à noite, em Lisboa. E a vestir o fato de líder social-democrata, o primeiro-ministro deixou elogios às negociações conduzidas pela ministra do Trabalho e pressionou os parceiros sociais para aproveitarem esta oportunidade e rever a lei laboral.

Será, de facto, indesculpável que o país não aproveite esta oportunidade para criar as condições para podermos pagar melhores salários, para podermos ter empresas mais competitivas, para podermos reter a nossa juventude, a nossa capacidade de trabalho em Portugal e podermos, portanto, seguir em frente, virar esta página e nos abalançarmos a outros fatores de competitividade para, também por essa via, darmos condições às empresas e ao trabalho poder sair mais valorizado.

Apenas o arranque do Conselho Nacional do PSD foi aberto à comunicação social quanto à guerra no Irão. O primeiro-ministro afirmou que o governo vai responder com equilíbrio à situação gerada pela guerra no Médio Oriente, sem cair na tentação de tomar medidas que parece que resolvem tudo e, na verdade, não resolvem nada. Admite, ainda assim, se for necessário, sacrificar os resultados orçamentais.

Não temos nenhuma obsessão com os superávits do orçamento, nem por estar consecutivamente a superar expectativas. Sempre que o fizermos, será um bom sinal, mas nunca o vamos fazer à custa de sofrimento das pessoas. Nós vamos fazê-lo à custa dos resultados concretos da nossa economia. Se algum dia for preciso sacrificar esse resultado para que as pessoas sofram menos impacto e para que a economia também possa suster impactos mais negativos, nós tomaremos as medidas respetivas, porque felizmente, hoje em dia, para Portugal, se tivéssemos um pequeno déficit, continuávamos a ser, mesmo assim, os campeões da estabilidade financeira e económica na Europa.

Luís Montenegro, ontem à noite, na abertura do Conselho Nacional do PSD, o órgão aprovou, com uma abstenção, a realização de diretas para a escolha do presidente do partido no próximo dia 30 de maio e congresso a 20 e 21 de junho, a acontecer na Anadia. O presidente da República continua hoje a presidência aberta na região Centro. Ontem, António José Seguro esteve reunido com o governo e autarquias para debater a gestão da bacia hidrográfica do Mondego. Isto depois das cheias que causaram preocupações no distrito de Coimbra. Ora António José Seguro visitou os diques que cederam à força das águas no mês de fevereiro, quis ouvir autarcas, a ministra do Ambiente e especialistas para debater como evitar situações semelhantes no futuro. O presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, saiu satisfeita do encontro por partilhar com o chefe de Estado a certeza de que a calamidade continua a ser uma realidade para os conselhos do distrito.

Saímos satisfeitos com a presença do senhor presidente da República. Notámos e sentimos um interesse genuíno. Notámos e sentimos que para o senhor presidente da República, a calamidade ainda não acabou. Para nós, a calamidade ainda não acabou. Enquanto virmos nas pessoas as preocupações que continuamos a ver, a calamidade ainda não acabou.

A presidente da Câmara Municipal de Coimbra, no final da reunião com o presidente da República, o chefe de Estado vai estar esta manhã a celebrar o Dia do Combatente no Mosteiro da Batalha, dedica depois o resto do dia, o resto desta quinta-feira, ao distrito de Leiria. Vamos à atualidade internacional. A reunião na Casa Branca teve duas versões. O secretário-geral da NATO deixa Washington a elogiar uma conversa franca e aberta com o presidente norte-americano, Donald Trump. Repete que a Aliança Atlântica não esteve lá quando os Estados Unidos precisaram. Uma referência à guerra no Irão. Mark Rutte e Donald Trump estiveram reunidos durante cerca de duas horas. O encontro terminou pelas 10 da noite, horas de Portugal continental. O secretário-geral da NATO foi chamado à Casa Branca depois de várias ameaças dos Estados Unidos para deixar a aliança. Ora, depois do encontro, o presidente norte-americano recorreu à rede social Truth Social para fazer uma avaliação. Escreveu Donald Trump que a NATO não vai lá estar quando os Estados Unidos precisarem de ajuda outra vez e fez ainda uma referência à Gronelândia. Diz o presidente norte-americano que os norte-americanos devem lembrar da Gronelândia e que o território que descreve como um pedaço de gelo grande, governado de forma terrível, é um território governado por outro aliado da NATO, a Dinamarca, já várias vezes ameaçado pelos Estados Unidos da América. Já Mark Rutte seguiu para os estúdios da CNN Internacional, onde deu uma entrevista sobre a reunião. Diz Rutte que Donald Trump está desiludido com muitos dos aliados e mais não disse sobreA ameaça dos Estados Unidos deixarem a Aliança Atlântica. Destacou uma conversa franca e honesta.

Ele está claramente desapontado com muitos aliados da NATO e compreendo o ponto de vista, mas ao mesmo tempo, também pude salientar o fato de que a grande maioria dos países europeus tem mostrado apoio aos Estados Unidos e tem cumprido os compromissos que foram assumidos. Existe também o amplo apoio à necessidade de enfraquecer a capacidade nuclear e de mísseis balísticos do Irão e sabe-se que apenas os Estados Unidos estavam em condições de o fazer. Por isso, também o chamei a atenção para o lado positivo, mas claramente que esta foi uma discussão muito franca, muito aberta, mas também uma discussão entre dois bons amigos. Há claramente uma certa desilusão, mas ao mesmo tempo, ele também ouviu atentamente os meus argumentos sobre o que está a acontecer. Eu também o chamei a atenção para o fato que foi a sua liderança que levou a grandes mudanças da NATO.

Mark Rutte. No final do encontro, o Wall Street Journal escreve que o Donald Trump planeia castigar os países da NATO que se recusaram a colaborar com os Estados Unidos em plena guerra do Irão. A proposta inclui remover tropas norte-americanas dos países que não foram úteis a Washington. Essas tropas devem ser recolocadas em países que tenham tido uma postura considerada mais amigável. De acordo com o mesmo jornal, poderiam beneficiar deste processo países como a Polônia, a Lituânia, a Romênia ou a Grécia. Outra parte da punição passará por encerrar uma base militar num país europeu, possivelmente em Espanha ou na Alemanha. Voltamos à atualidade nacional. O critério, o inquérito criminal ao caso das mães despedidas do Bloco de Esquerda ainda está em investigação. Os bloquistas afirmam que ninguém foi contactado e uma das mulheres também garante que não sabe em que ponto está o processo. O caso remonta a janeiro de 2025. Em causa está o despedimento de cinco trabalhadoras que tinham sido mães há pouco tempo, algumas delas em período de amamentação. O Observador avançou na altura que o Ministério Público abriu um inquérito criminal ao caso e Mariana Mortágua, então líder do Bloco de Esquerda, negou qualquer ilegalidade no despedimento. Admitiu, ainda assim, erros durante o processo. Este é o tema do "Onde Para o Caso", da Rádio Observador, que vai para o ar esta quinta-feira. E Nadine Soares, quais é que são as novidades?

O Ministério Público avança à Rádio Observador que o inquérito ainda está em fase de investigação e sob segredo de justiça. Quer isto dizer que ainda estão a ser recolhidas provas e que não há uma acusação formal. É uma fase em que as pessoas envolvidas já podem ser ouvidas. No entanto, fonte do Bloco de Esquerda revela que o partido não recebeu qualquer comunicação até agora do Ministério Público e reitera que a lei foi sempre cumprida. Esta fonte responde em nome da atual direção, liderada por José Manuel Pureza, e também da antiga coordenadora Mariana Mortágua. A Rádio Observador contactou também Érica Postiço, uma das mães despedidas pelo Bloco de Esquerda, que na altura foi a única a falar publicamente do caso. A antiga funcionária criticou o Bloco de Esquerda por não ter protegido as recém-mães e acusou o partido de ter proposto um falso contrato para compensar o despedimento. Agora, em resposta à Rádio Observador, diz que não tem conhecimento do processo e tanto quanto sabe, este nem avançou.

A jornalista Nadine Soares com o caso das mães despedidas pelo Bloco de Esquerda, um caso polêmico que remonta à altura em que Mariana Mortágua era coordenadora do partido. Está o tema do "Onde Para o Caso", da Rádio Observador, com a notícia de que o inquérito criminal continua sob investigação, com os visados a garantir que ainda não foram ouvidos passado todo este tempo. É um programa para ouvir na íntegra na tarde política de hoje, para passar depois do jornal das 17h. Mas antes Vamos conhecer as outras notícias que estão em destaque nesta quinta-feira. O fundador do Doutor Finanças foi denunciado por assédio sexual e moral, Rui Pedro Bairrada. Rui Pedro Bairrada foi denunciado por comportamentos impróprios que remontam a quando era CEO do Doutor Finanças, depois de a empresa ter aberto um processo disciplinar no final de 2025. O fundador ficou impedido de entrar na empresa. Rui Pedro Bairrada garante estar de consciência tranquila e apresentou, apoiado por advogados, a contestação às notas de culpa com que foi confrontado. É uma notícia que está em destaque no Jornal Observador. A administração do Metro de Lisboa anunciou que prevê que o serviço seja encerrado entre as 23h de ontem e as 6h30 da manhã de sexta-feira, devido à greve dos trabalhadores, acontecendo o mesmo no dia 14 de abril. Para este período de greve, não foram decretados serviços mínimos, apesar do pedido da administração, que não foi deferido em tribunal. E no futebol, Liga Europa, o Braga empatou a um bola frente ao Betis Sevilha e deixa tudo em aberto para o jogo da próxima semana. A equipe brancarense ainda marcou primeiro logo aos cinco minutos, mas no segundo tempo o Betis repôs a igualdade através da marca de grande penalidade. A segunda mão vai acontecer já na próxima semana, dia 16 de abril, no Estádio Olímpico de Sevilha. Hoje, quinta-feira, é a vez do Futebol Clube do Porto entrar em campo, também para a primeira mão dos quartos de final da Liga Europa. Ora, os Dragões defrontam o Nottingham Forest, a equipe orientada pelo português Vítor Pereira. É um jogo para acompanhar às 20h, com relato e análises aqui na Rádio Observador. São também temas do "Vamos à Bola", que vai para o ar já a seguir.