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A cidade de Braga. Está no ar o Jornal das 7, com a edição da Carla Jorge de Carvalho. Carla, António José Seguro e José Luís Carneiro juntam-se no apelo aos votos do centro-direita para as eleições presidenciais. Falam numa questão de equilíbrio do sistema.
O líder do Partido Socialista esteve ontem à tarde reunido com o candidato Abelão e lançou o repto aos candidatos à esquerda para que desistam da corrida e Seguro possa chegar à segunda volta. Hoje, em entrevista ao Diário de Notícias, José Luís Carneiro fala também para os candidatos do centro e centro-direita. Lembra que a direita já governa o país, as regiões autónomas e tem mais autarquias e que um candidato da esquerda democrática é importante para assegurar o equilíbrio. Uma tese também defendida ontem à noite por António José Seguro, em entrevista à CNN Portugal.
Nós temos um desequilíbrio muito grande do sistema político em Portugal, porque um dos campos políticos, neste caso a direita, tem a maioria das Juntas de Freguesia, das Câmaras Municipais, governa na Madeira, governa nos Açores, tem dois terços no Parlamento português, que pode rever a Constituição, tem o governo e, portanto, é de utilidade para o país que o nosso sistema político não esteja todo caído para um dos campos, mas que esteja equilibrado. Qual é o candidato que, sendo eleito presidente da República, pode fazer esse equilíbrio? Precisamente sou eu. E, portanto, é nesse sentido que eu me dirijo à esquerda com o voto útil, mas também ao centro e a todo o espectro político como voto necessário para equilibrar o sistema político.
António José Seguro e José Luís Carneiro a não quererem os ovos todos no mesmo cesto. O candidato apoiado pelo Partido Socialista diz também que o voto útil deve ser feito já na primeira volta e que é ele o único candidato de esquerda com hipóteses reais de passar à segunda volta.
E, Carla, o candidato apoiado pelo PS não comenta a investigação do Ministério Público sobre ajustes diretos na Marinha e que envolvem Henrique Gouveia e Melo, mas atira que numa campanha política cabe aos candidatos esclarecerem o eleitorado quando surgem dúvidas deste gênero.
António José Seguro diz que não quer fazer insinuações e quer deixar a Justiça trabalhar, mas sugere que para ficar tudo em pratos limpos, Gouveia e Melo tem de dar explicações.
Eu não comento processos de investigação judiciais em curso, nem me aproveito deles. Nós temos que ser adultos neste debate e nesta campanha. E eu desejo e faço esse apelo a que esta campanha não seja um lamaçal, nem seja uma campanha de factos. Depois, considero que ninguém está acima da lei. A lei aplica-se e, portanto, esclareça-se aquilo que se deve esclarecer. E os candidatos, quando há dúvidas, só têm que esclarecer, só têm que dizer a verdade e os eleitores fazem o seu juízo.
O recado de António José Seguro em entrevista ontem à noite à CNN Portugal. O candidato apoiado pelo PS volta ainda a criticar a decisão da CNE de deixar nos boletins de voto o nome de candidatos já excluídos pelo Tribunal Constitucional.
A polêmica em torno dos boletins de voto é o tema do Explicador desta manhã. A nossa convidada, Teresa Leal Coelho, número dois da CNE, é para ouvir depois do Jornal das Nove. E o presidente da República promulgou o diploma que alarga o prolongamento dos contratos de concessão de três casinos ao grupo Solverde. Marcelo Rebelo de Sousa frisa que a decisão foi tomada sem Luís Montenegro.
A medida foi aprovada horas antes, em Conselho de Ministros. Na nota da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa faz questão de mencionar que a reunião foi presidida pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, devido às férias do líder do governo. Ou seja, o primeiro-ministro não participou na deliberação, tal como do resto tinha anunciado. Marcelo Rebelo de Sousa considera que é urgente promulgar e publicar o diploma para evitar vazios legais. Recorde-se que a Solverde, a atual concessionária dos casinos do Algarve, Espinho e Póvoa de Varzim, foi cliente da Spinoviva, a empresa familiar de Luís Montenegro, que foi, entretanto, passada aos filhos.
E na saúde, os hospitais da Grande Lisboa mantêm os tempos de espera nas urgências acima da média para doentes urgentes.
Com destaque para os hospitais de Loures e de Santa Maria, os dois com tempos de espera acima das oito horas para primeira observação de utentes com pulseira amarela. São as duas situações mais preocupantes, de acordo com os dados do portal do SNS, mas também o Garcia de Orta, em Almada, apresenta tempos de espera de cerca de cinco horas. O Amadora-Sintra, que tem registado os maiores constrangimentos nas últimas semanas, está neste momento a obrigar os utentes com pulseira amarela a aguardar menos de hora e meia para serem atendidos.
O presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública volta a alertar que o pico da gripe pode acontecer nos próximos dias, depois dos convívios do Natal e Ano Novo. Bernardo Gomes considera também que os hospitais vão continuar a ter dificuldades na resposta, apesar do esforço de adaptação.
As últimas semanas têm sido marcadas por muitos constrangimentos nas urgências, com a gripe a chegar mais cedo este ano e a levar muitos doentes aos hospitais. Os especialistas têm alertado que o pico pode acontecer nos dias após os contactos de Natal e de Ano Novo, devido à proximidade das pessoas e também às habituais viagens. Ouvido pela Rádio Observador, o presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, Bernardo Gomes, reforça que este pico pode acontecer na próxima semana, tendo em conta que as complicações começam cerca de quatro dias após os primeiros sintomas.
Feitas essas contas todas, esperamos que a primeira semana de janeiro, os últimos dias de dezembro, sejam particularmente difíceis e daí essa expectativa do pico. Ou seja, que exista, e tem existido, um crescente de casos que depois acaba por ser reforçado, digamos assim, por estes contactos nos dias de Natal. Portanto, não há segredo nenhum. É aquilo que é a expectativa face à evolução dos casos e depois aquilo que é conhecido o papel da agregação social nos dias de festas.
O presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública lembra também que os hospitais já têm problemas estruturais e por isso Bernardo Gomes antecipa que esta maior afluência pode causar ainda mais constrangimentos nos próximos dias.
Deixado-me de ver que vamos ter dias mais difíceis, sobretudo na região da Lisboa e Vale do Tejo, mas não só. É algo que é previsto, mas julgo que irá haver capacidade de adaptação dentro dos recursos existentes, porque vale a pena sempre ter isto: os planos de contingência também dependem em função dos recursos preexistentes. Unidades locais de saúde que sejam deficitárias a priori, à partida, e que dão sinais de sofrimento durante o ano, como o caso da Amadora-Sintra, obviamente vão ter mais dificuldades.
Bernardo Gomes defende ainda que as culpas pelos constrangimentos nas urgências não podem ser apontadas unicamente à ministra da Saúde. Fala numa situação injusta. Este especialista em saúde pública lembra que, por exemplo, no caso dos internamentos sociais, deve ser a Segurança Social a responder.
E os Estados Unidos atacaram um porto na Venezuela. É a primeira operação conhecida do governo norte-americano em solo venezuelano.
O ataque aconteceu no início do mês. A notícia é agora avançada pelo New York Times e pela CNN Internacional. Rui Casanova, o que é que sabemos sobre este ataque?
O ataque, como dissemos, aconteceu no início deste mês. Foi feito com recurso a drones. O alvo foi um porto, um cais remoto na costa da Venezuela. O governo dos Estados Unidos acreditava que estava a ser usado por uma organização criminosa chamada Tren de Aragua, para guardar drogas e depois enviá-las para outras zonas através de barco. De acordo com a imprensa norte-americana, que cita várias fontes envolvidas neste processo, não estava ninguém no local no momento do ataque e por isso não há registro de vítimas nem de feridos. A CIA não respondeu às perguntas da CNN Internacional, que também pediu uma reação à Casa Branca e às autoridades da Venezuela. Mais uma vez, ainda não há resposta. Este ataque pode aumentar a já crescente tensão entre Donald Trump e Nicolás Maduro. Recordar que recentemente os Estados Unidos destruíram mais de 30 barcos no Mar das Caraíbas, que a Casa Branca diz que estavam a ser utilizados para o narcotráfico. Donald Trump também já ameaçou Nicolás Maduro com uma possível incursão terrestre na Venezuela. E agora surge esta notícia do primeiro ataque a solo venezuelano, neste caso, um porto, um cais na costa do país.
Rui Casanova, com o que se sabe deste ataque dos Estados Unidos à Venezuela, com base em informações avançadas pela imprensa norte-americana, há para já poucas informações e ainda não há reações oficiais, nem de Donald Trump, nem de Nicolás Maduro.
E Donald Trump repete que o Hamas vai enfrentar um inferno se não desarmar. A ameaça foi feita no final da reunião com Benjamin Netanyahu.
Também na Flórida, na qual o presidente dos Estados Unidos e o primeiro-ministro de Israel discutiram a segunda fase do plano de cessar-fogo em Gaza. Donald Trump afirma que Israel tem cumprido o acordo de cessar-fogo e garante que a paz conseguida no Médio Oriente é para ser mantida. Quanto ao Hamas, o presidente norte-americano repete a ameaça.
"Bem, falámos sobre o Hamas e falámos sobre o desarmamento. E eles terão um prazo muito curto para se desarmarem. E veremos como isso vai funcionar. O Steve Witkoff e o Jared Kushner ficarão responsáveis por isso do nosso lado, mas se eles não desarmarem como concordaram em fazer, porque eles concordaram com isso, então haverá um inferno para eles. E nós não queremos isso. Não estamos à procura disso, mas eles têm que desarmar dentro de um período de tempo bastante curto".
Já Benjamin Netanyahu anunciou que Donald Trump vai receber o Prêmio de Paz de Israel pelos esforços levados a cabo para acabar com a guerra na Faixa de Gaza. É uma honra atribuída pelo governo israelita e que faz de Donald Trump o primeiro estrangeiro a receber o prêmio em 80 anos.
7h10, Carla, que outras notícias estão em destaque nesta manhã de terça-feira?
Vai ser uma passagem de ano fria. De hoje para amanhã, as temperaturas descem ligeiramente. Bragança, Vila Real e Guarda vão ter temperaturas negativas. São as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Ainda assim, não está prevista chuva para o território continental. Taiwan enviou mais de uma dezena de barcos de patrulha para monitorizar as manobras militares que a China está a fazer ao largo da ilha. Estas manobras começaram ontem, com Pequim a falar numa resposta às forças separatistas. Em comunicado, a autoridade marítima de Taiwan fala num assédio e denuncia que a China está a fazer disparos com munições verdadeiras. O Futebol Clube do Porto venceu o AVS-ADE por 2x10, no Estádio do Dragão, na jornada 16 do campeonato. Os dois gols foram marcados por Samu. Os Dragões reforçam assim o primeiro lugar do campeonato, com cinco pontos de vantagem para o Sporting e 10 para o Benfica. Está quase a chegar a noite de Réveillon e há concertos gratuitos em todo o país.
Opa, queremos saber tudo.
Pergunta em que eu respondo.
Vamos lá. Lisboa.
Lisboa. Terreiro do Paço, com Plutónio, o artista português mais ouvido no Spotify.
Porto.
Porto. Nininho Vaz Maia vai estar no palco da Avenida dos Aliados.
Braga.
Vai receber os Visitones. Até parece que sabes.
É, pá! Deixa-me ver agora. Coimbra.
Coimbra. Boa pergunta. Dino Santiago vai estar nas festividades de fim de ano.
Ok, muito bem. E mais a sul? Algarve.
Mais a sul, temos Sara Correia e Pedro Abrunhosa, que vão estar no Algarve. E o que é que falta? Madeira, claro. Poncha, claro. Fogo de artifício, também.
E há concertos?
E há concertos.
As ponchas são muito populares.
E há concertos com a banda de tributo Tina Turner. Sim, por é isso. Não andaste muito longe, tu percebes disso.
Andas lá. Muito bem, as festividades do Ano Novo a fechar o jornal das 19h00.