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É verdade. Nós hoje temos aqui agendas muito próximas, sendo que Miguel Albuquerque está a fazer campanha, evidentemente, como líder do PSD Madeira, mas também continua no terreno como presidente do governo regional e tem aqui uma espécie de dupla agenda. O que temos agora da parte da manhã é também um hábito e uma tradição de campanha na Madeira. Como é domingo, temos vários partidos que estão à saída de igrejas, à espera que uma das missas da manhã acabe para abordarem mais eleitores. Aliás, uma das coisas que constatávamos ainda ontem na rua era que havia alguma dificuldade às vezes de falar com portugueses ou com pessoas que votem em Portugal, porque o turismo na Madeira, de facto, não está a ser afetado por esta crise política e continua com muito vigor. Aqui a saída das igrejas é, em princípio, um local onde é mais fácil chegar ao contato com o eleitorado. Portanto, Paulo Cafôfo acabou de estar aqui exatamente a abordar pessoas à saída da Igreja da Nazaré, aqui no Funchal. E já agora, vou notar também que o JPP tem exatamente o mesmo programa na Igreja de Santo António daqui a pouquinho e o Chega também. Portanto, todos a seguir este modelo. Já Miguel Albuquerque esta manhã vai estar numa pastelaria do Funchal também a fazer contato com a população. E já agora, só aqui em baixo de uma nota de reportagem, é curioso também notar que ontem Miguel Albuquerque estava num empreendimento que estava a inaugurar, um investimento em construção de habitação, que é um dos problemas que mais madeirenses registam, a questão do acesso à habitação e da disparidade entre os salários e os preços no acesso às casas. E esteve presente exatamente um padre para benzer esse empreendimento. É curioso também como esta questão acaba por estar presente na campanha eleitoral. Mas sim, como dizias, Miguel Albuquerque acaba por ser aqui uma espécie de elefante na sala para vários dos partidos que até admitiriam viabilizar um governo do PSD, mas que juram que enquanto Miguel Albuquerque estiver à frente do PSD Madeira, nada feito.

Mariana, e como está a ser o discurso dos principais partidos? Muito focado no dia a seguir às eleições?

Muito focado no dia a seguir às eleições, é verdade. Temos aqui uma situação em que não sabemos se este impasse em que a Madeira está mergulhada é resolvido por eleições, porque não temos sondagens recentes. Tenho indicação de que uma ou duas ainda esta semana, aliás, na semana que vai, mas até ver, não temos dados recentes e portanto, o que existe até agora são apelos constantes do PSD para conseguir a maioria absoluta, porque esse é o caso em que seria mais seguro, não só que o PSD poderia prometer à população que tem, obviamente, uma governação estável, como que Miguel Albuquerque não corre o risco de ser apeado da liderança. E, por outro lado, temos PS e JPP a assegurar que desta que é, apesar de nas últimas eleições regionais não terem conseguido chegar a um acordo com a maioria do apoio parlamentar aqui na Madeira, dizem que desta vez pode ser diferente e que desta vez podem chegar a um acordo que convença o resto da oposição, porque nenhum deles acredita propriamente em maiorias absolutas neste cenário. A dúvida, de facto, e voltamos aqui a Miguel Albuquerque, é que há vários partidos mais pequenos e aqui, de facto, qualquer peça conta, porque estamos a falar de uma assembleia com 47 deputados, em que um deputado ou um grupo parlamentar de dois deputados pode fazer a diferença no que toca a construir maiorias. E esses partidos mais pequenos estão muito na expectativa para saber se Albuquerque fica mesmo na liderança do PSD no dia a seguir às eleições, caso haja uma maioria curta para negociar. E portanto, tudo está muito dependente exatamente dos números que vamos conhecer no domingo e do xadrez que se pode montar a partir daí.