Crise no GES

Seguro mais descansado com o BES, depois de conversa com Carlos Costa

A conversa com o governador do Banco de Portugal "diminuíram" as preocupações de Seguro quanto à resistência do BES à crise que vive o Grupo Espírito Santo.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

O líder do Partido Socialista saiu mais descansado da reunião com o governador do Banco de Portugal, pelo menos relativamente à capacidade do Banco Espírito Santo em resistir aos problemas financeiros graves que afetam o Grupo Espírito Santo.

À saída do encontro, que foi pedido por Seguro no fim de semana, o líder do PS foi reservado nas palavras. Disse que quis falar com Carlos Costa sobre a “robustez e e funcionamento do sistema bancário” (leia-se, do BES), acrescentando que “desse ponto de vista os esclarecimentos que o governador do Banco de Portugal me deu diminuem o meu nível de preocupações”.

Para deixar claro que a sua preocupação era sobretudo saber se o BES estava blindado à crise que vive o GES, Seguro anotou ainda não querer “confundir com outras instituições que não fazem parte do sistema bancário”.

Muitas vezes questionado sobre se interrogou o supervisor sobre a escolha de Vítor Bento e Moreira Rato para a liderança do banco, Seguro preferiu evitar uma resposta direta. E até a audição marcada esta tarde na Assembleia à ministra das Finanças, governador do Banco de Portugal e presidente da CMVM, todas sobre o caso GES, acabou por ser desvalorizada: “Não vejo porque o Parlarmento quer esclarecimentos dos processos. É sempre oportuno”.

Para rematar a curta conversa com os jornalistas, o líder socialista quis sublinhar a mensagem de tranquilidade: “A minha responsabilidade é de vir recolher informações, para que as preocupações que tinha possam ser resolvidas. E, neste caso, os esclarecimentos que obtive foram no sentido de diminuir as minhas preocupações. É uma coisa que me satisfaz. A minha ação é no sentido de resolver problemas e não de adensar problemas.”

 

 

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Economia

Parece que acabou a festa do dinheiro

Manuel Villaverde Cabral
165

O orçamento para 2018 acabou por se transformar num regabofe demagógico de promessas impossíveis de cumprir. As reformas que o país necessitava ter feito ou foram desfeitas ou ficaram pelo caminho.

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site