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Governo

Passos já pediu esclarecimentos à PGR

O pedido de esclarecimento de Passos à Procuradoria-Geral da República sobre as condições em que desempenhou o seu mandato de deputado já foi entregue.

Pedido de esclarecimento de PM à PGR ainda não foi entregue

Ant

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  • Agência Lusa

O pedido de esclarecimento que o primeiro-ministro anunciou que queria dirigir à Procuradoria-Geral da República já foi entregue, confirmou o gabinete de Passos Coelho – embora sem adiantar o conteúdo desse pedido.

Hoje de manhã, em resposta a uma pergunta da Lusa, o gabinete de imprensa da PGR tinha sito à Lusa que nada tinha ainda chegado à PGR. “Logo que recebido, será objeto de apreciação”, acrescentava ainda a PGR.

Na terça-feira, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou que iria pedir à Procuradoria-Geral da República que esclareça se cometeu ou não algum ilícito relativo às suas obrigações legais e fiscais enquanto foi deputado, e prometeu tirar “todas as consequências”.

“Julgo que é importante para o desempenho de funções públicas que seja a própria Procuradoria-Geral da República a esclarecer exatamente os termos em que essa relação de natureza jurídica possa ter ocorrido entre uma empresa na qual prestei serviços [a Tecnoforma], seguramente desde que saí do parlamento, e aquilo que são as obrigações legais, que compete também à Procuradoria poder esclarecer se envolvem algum ilícito ou não”, afirmou Pedro Passos Coelho.

Na semana passada, a revista Sábado noticiou que a procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, recebeu uma denúncia sobre alegados pagamentos do grupo Tecnoforma a Passos Coelho quando este desempenhou funções de deputado em exclusividade entre 1995 e 1999 (e que ascenderiam a 150 mil euros).

O jornal Público escreveu na terça-feira que, “em 1999, o atual primeiro-ministro requereu – e foi-lhe concedido – um subsídio de reintegração de cerca de 60 mil euros, destinado a deputados em dedicação exclusiva”.

A secretaria-geral da Assembleia da República, em esclarecimentos emitidos nos últimos dias, afirmou que “não existe” no parlamento uma “declaração de exclusividade” de Pedro Passos Coelho enquanto deputado entre 1995 e 1999 e que a posterior atribuição de subsídio de reintegração ter-se-á baseado na “situação factual relativa aos dados sobre os rendimentos do período em causa”.

 

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