Protestos

Partido Nacional Renovador convoca protesto em frente à FCSH em Lisboa

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O PNR convocou para o dia 21 de março um protesto em frente à FCSH "contra o totalitarismo do pensamento único e pela liberdade de expressão para todos".

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O Partido Nacional Renovador (PNR) convocou para o dia 21 de março um protesto em frente à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa “contra o totalitarismo do pensamento único e pela liberdade de expressão para todos”.

A convocação do protesto ocorre depois de os estudantes daquela faculdade terem decidido em Reunião Geral de Alunos não ceder o auditório da faculdade à organização Nova Portugalidade para a realização de uma conferência do politólogo Jaime Nogueira Pinto sobre “Populismo ou Democracia? O Brexit, Tump e Le Pen em debate”. A Reunião Geral alegou que o evento estava “associado a argumentos colonialistas, racistas, xenófobos”.

Ao menos, que estes casos mediáticos que já afetam João Braga e Jaime Nogueira Pinto sirvam para despertar mentes e consciências. E que, uma vez despertas, percebam que só o PNR luta verdadeiramente contra o totalitarismo do pensamento único”, refere o partido na convocatória divulgada na sua página na Internet.

O fadista João Braga escreveu na semana passada na sua página do Facebook “Agora basta ser-se preto ou ‘gay’ para ganhar Óscares”, referindo-se à cerimónia de entrega de óscares em Hollywood. A afirmação gerou polémica e levou a associação SOS Racismo a apresentar queixa à Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial.

Na convocatória, o PNR salienta que “sempre sentiu na pele a discriminação, o boicote, a censura e a ameaça por parte dos donos do poder estabelecido”.

Quando alertámos, centenas de vezes, que esta era a realidade no Portugal do século XXI, a maioria daqueles que nos ouviam ‘sacudia a água do capote’ e dizia-nos que era por sermos ‘extremistas’, apenas por fazermos a diferença, pensarmos de modo diferente e dizê-lo sem medo”, refere.

Para o PNR, com o “crescimento nacionalista no Ocidente, a esquerda, que domina o sistema, que dita as regras e que impõe o marxismo-cultural, começa a ficar nervosa e a endurecer a luta. É ela quem define os conceitos, decide quem pode ter voz, o que é certo e errado e criminaliza quem se lhe opõe”.

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