Furacão

Irma. Número de mortos sobe para 59 e alguns moradores já podem regressar a casa

O número de mortos provocados pela passagem do furacão Irma sobe para 22 nos Estados Unidos. Ao todo são já 59. Alguns moradores da Flórida já puderam regressar a casa.

Depois do rasto de destruição deixado nas Caraíbas, sabe-se que agora que o número de vítimas da passagem do furacão Irma – categoria 4 – nos Estados Unidos subiu para 22, totalizando já 59 vítimas mortais. Pelo menos 2 milhões de pessoas já têm acesso a eletricidade.

Todas as 42 pontes do condado de Monroe, que inclui as Florida Keys, já foram inspecionadas e “consideradas seguras para veículos”, anunciou porta-voz do condado. Na terça-feira a Florida Power & Light Co. já tinha restabelecido o fornecimento de eletricidade a 2,3 milhões de clientes – cerca de 40% das pessoas afetadas em todo o estado norte-americano.

Pelo menos 4,4 milhões de pessoas continuam sem acesso a eletricidade. A empresa garantiu que os clientes na costa este podem contar com o restabelecimento de energia até domingo, 17 de setembro. Já os moradores da costa oeste podem ter que esperar até 22 de setembro.

Após vários dias recolhidos em centros de apoio, abrigos e hotéis, os residentes da Flórida podem, na sua maioria, regressar a casa para enfrentar os processos de limpeza e reconstrução que se poderão arrastar durante meses. Apenas os residentes de zonas inundadas ou completamente destruídas devem permanecer nos abrigos.

O presidente norte-americano Donald Trump anunciou que deverá visitar o estado da Flórida na quinta-feira.

Alguns dos moradores já autorizados a regressar a casa são os de Miami Beach e Florida Keys – só os da zona norte. As Florida Keys estiveram inacessíveis durante dias após a entrada do Irma em território norte-americano, com ventos de 220 quilómetros por hora e uma subida das águas do mar de três metros.

Florida Keys

O governador da Flórida, Rick Scott, disse que o furacão deixou efeitos “devastadores” nas Keys, onde pelo menos uma pessoa morreu. Na manhã de terça-feira, muitos moradores puderam ver os estragos em primeira pessoa. Contudo, falta garantir o fornecimento de energia, água, saneamento, serviços médicos e rede móvel.

Mas nem toda a gente evacuou as ilhas. O responsável por gestão de emergências do estado, Bryan Koon, garantiu que pelo menos 10 mil pessoas terão ficado para trás, e que o contacto e acesso às ilhas a sul poderá levar algum tempo.

Um sinal colocado à porta de uma casa em Key West, onde a subida do nível da água do mar terá sido entre os 3 e os 5 metros (Foto. Marc Serota/Getty Images)

Também os residentes de Miami Beach puderam regressar a casa. Limpezas de escombros e escoamento de águas está na ordem dos próximos dias. A icónica Ocean Drive ficou coberta de areia e árvores caídas. Alguns empresários de restauração e comércio começaram também a abrir as portas para avaliar os estragos – ou o stock roubado por pilhadores.

Mais de 50 pessoas foram detidas em Miami em poucos dias por arrombamento e furto de vários estabelecimentos. O chefe da polícia Luis Cabrera já tinha dito que ia ter “tolerância zero para quem tirar proveito da tragédia”.

Em Jacksonville e Charleston, a chuva intensa quebrou recordes de inundação (cerca de 5 metros) e obrigou ao resgate de cerca de 400 pessoas, mas nenhuma morte foi ainda contabilizada.

Nas Caraíbas, nomeadamente em São Bartolomeu, a normalidade regressa, como nos mostra esta fotografia enviada por Eulália Pinto, uma portuguesa na ilha. Os supermercados vão abrindo, farmácias e padarias também, mas o sentido de entreajuda têm sido visível em toda a ilha. “É assim um pouco por todo o lado”, explica ao Observador.

A ajuda tem chegado a São Bartolomeu (Foto: Eulália Pinto)

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