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Santana confirma candidatura: “Não pedi licença a ninguém”

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Santana Lopes confirma que é candidato à liderança do PSD. O ex-primeiro-ministro sublinha que não pediu "licença a ninguém" para avançar e que não se deixará "condicionar". Vai falar hoje com Costa.

JOSÉ COELHO/LUSA

É oficial: Pedro Santana Lopes está na corrida à liderança do PSD. Depois de a revista Sábado ter avançado com a informação, citando fontes próximas do ex-primeiro-ministro, desta vez foi o próprio a fazê-lo numa nota enviada à SIC, onde confirma que será candidato à sucessão de Pedro Passos Coelho.

Nessa curta nota enviada à estação de Carnaxide, o social-democrata garante que não pediu “licença a ninguém para tomar a decisão que está tomada” e que o anúncio formal será feito “quando tiver cumprido os [seus] deveres institucionais, com o Governo e com o partido”, referindo-se, em primeira instância, ao cargo de provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e, depois, aos trâmites formais implicados na apresentação de uma candidatura à liderança do PSD.

O Observador sabe que, ao contrário do que chegou a ser noticiado, Santana ainda não falou com António Costa (até hoje), faltando dar esse passo para resolver a questão da saída da Santa Casa. A partir daí, tem caminho aberto para fazer o anúncio.

Noutra passagem do texto, Pedro Santana Lopes reitera que, em momento algum, se deixou ou deixará condicionar por quem quer que seja:

Não estou condicionado por mais nada nem por ninguém”, sublinha o social-democrata.

Pedro Santana Lopes é, assim, o segundo nome confirmado na corrida para a liderança do PSD, depois de Rui Rio ter dado todos os sinais de que está disposto a avançar como candidato à sucessão de Passos Coelho. De fora da corrida estão Paulo Rangel e Luís Montenegro, que já descartaram essa hipótese. Resta saber o que fará ainda Miguel Pinto Luz, um nome que tem sido apontado com insistência e que ainda não esclareceu se está ou não disposto a disputar a liderança.

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