Hyundai

Nexo é 100% eléctrico, mas a célula de hidrogénio

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A Hyundai aposta num veículo 100% eléctrico que não necessita de ser ligado à rede e abastece rapidamente. É o Tucson FCV, o SUV a célula de combustível a hidrogénio, agora denominado Nexo.

Autor
  • Francisco António

A Hyundai, construtor sul-coreano que tem sido um dos principais impulsionadores da solução de mobilidade eléctrica com base na célula de combustível a hidrogénio, revelou no Consumer Electronics Show (CES) de Las Vegas, o mais importante evento de tecnologia realizado no continente americano, a segunda geração do Tucson FCV (de Fuel Cell Vehicle). Proposta a hidrogénio que, a partir de agora, se passa a chamar Nexo e a incluir uma série de novidades em termos de equipamento, além de melhorias nas prestações e autonomia.

Um veículo alimentado por célula de combustível (FCV), ou fuel cell, é um carro tão eléctrico e amigo do ambiente quanto os outros. Aliás, até é melhor do que os vulgares automóveis eléctricos alimentados por bateria. Isto porque se ambos são impulsionados por motores eléctricos, os FCV têm a vantagem de produzir a bordo a sua própria electricidade, sem ter de se ligar à rede e consumir uma energia que nem sempre é “muito limpa”, dado que muitas vezes é produzida a partir da queima de carvão, petróleo ou gás natural, como acontece por exemplo em Portugal. Da energia produzida num FCV, que a gera ao associar o hidrogénio que está armazenado no depósito, ao oxigénio que existe na atmosfera, apenas resulta uma emissão de água pura e, para cúmulo, quentinha.

Descrito como uma bandeira tecnológica, a encimar uma estratégia que prevê o lançamento de 18 propostas mais amigas do ambiente até 2025, o Hyundai Nexo tem por base uma nova arquitectura, além de um motor eléctrico com uma potência máxima de 163 cv e 349 Nm de binário. Que, entre outras mais-valias, lhe permite acelerar de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos, ou seja, em menos 3 segundos que o antecessor. As melhorias fazem-se sentir igualmente na autonomia, com a nova geração deste SUV a hidrogénio a poder percorrer 595 km com um só depósito, ou seja, mais 169 km que anteriormente.

Para que o Nexo possa ser uma alternativa real aos carros eléctricos a bateria, é necessário que exista uma rede de distribuição de hidrogénio, o que em Portugal ainda não acontece. Além do hidrogénio ser passível de ser produzido por qualquer país do mundo, o que será um aborrecimento para o lobby do petróleo, uma rede é bem menos complexa e dispendiosa de construir do que a eléctrica, podendo funcionar paralelamente à já existente para a gasolina e o diesel.

Com comercialização agendada já para este ano, embora em apenas alguns mercados do globo (algo que já acontecia com o modelo antigo), o novo SUV a pilha de combustível regista ainda um importante incremento em termos de tecnologias de assistência à condução. Como é o caso do aviso de ângulo morto, através do recurso não apenas a sensores, mas também a câmaras exteriores, cujas imagens são projectadas no ecrã da consola central.

O Nexo promete ser igualmente o primeiro Hyundai a disponibilizar a funcionalidade Lane Folllowing Assist, sistema que, de acordo com o fabricante, consegue ao actuar sobre a direcção, mantendo o SUV no centro da faixa de rodagem em que circula. Também interessante é a função Highway Driving Assist, que utiliza sensores e informações do sistema de navegação, de forma a ajustar automaticamente a velocidade do carro ao tipo de via.

O Nexo estreia ainda o sistema Remote Smart Parking Assist, o qual permite ao condutor remotamente parquear (ou retirar) o veículo, num espaço de estacionamento. Com a Hyundai a não revelar muito sobre a forma ou processo como tudo acontece, dizendo apenas que, “quando confrontados com um cenário de parqueamento difícil, os condutores do Nexo vão poder estacionar com total confiança e precisão”.

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