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O “nou” BPI. O que vai mudar no banco com o domínio catalão

25 Abril 2017
Ana SuspiroEdgar Caetano

O que vai mudar no dia a dia do banco?

Pergunta 1 de 11

Esta quarta-feira realiza-se a assembleia geral que marca o fim de um ciclo e o início de uma nova era num dos bancos mais importantes em Portugal. O BPI mantém o português no nome, Banco Português de Investimento, mas passa a ser controlado por um acionista catalão e dirigido por um novo presidente executivo que é espanhol.

Quem é Pablo Forero, o homem que o CaixaBank escolheu para liderar o BPI

Apesar do domínio do CaixaBank, o BPI vai manter a marca e, nas palavras do novo presidente, “vai continuar a ser um banco português, com estrutura própria e com centro de decisão no território português”. Com efeito, explicou Pablo Forero, “a comissão executiva terá uma maioria de gestores atuais do banco”, precisamente “para facilitar a integração no grupo”.

Uma das primeiras boas notícias para o BPI é que, com o domínio quase total por parte do CaixaBank, o banco deixou de ter o rating de lixo que lhe era atribuído desde a crise financeira, porque há uma “elevada probabilidade de apoio por parte da casa-mãe, caso seja necessário” (Fitch). Isto significa que o banco terá maior facilidade em ir ao mercado obter financiamento para o dia a dia, incluindo para fazer novo crédito.

E o CaixaBank tem capital para investir em expansão, caso surjam oportunidades.

Artur Santos Silva, que agora passa a presidente honorário, garantiu que a integração do BPI no CaixaBank “vai ser melhor para todos, clientes e trabalhadores, porque estes vão poder desenvolver a sua carreira num grupo sofisticado e mais forte”.

Na relação com os trabalhadores, já é sabido que em toda a banca europeia a tendência não é para aumentar o número de efetivos. Contudo, o presidente do CaixaBank, Gonzalo Gortázar, garantiu que “a política social do CaixaBank irá manter os princípios sempre seguidos pelo BPI. Não antecipamos despedimentos coletivos e as rescisões serão sempre feitas por mútuo acordo”. Ainda assim, quando o CaixaBank lançou a OPA, admitia-se uma redução de 900 trabalhadores. “É um número apenas indicativo. Não prevemos uma alteração da política seguida pelo BPI nos últimos anos”, afirmou o responsável.

OPA sobre o BPI. CaixaBank espera reduzir custos do banco em 84 milhões de euros, sobretudo com trabalhadores