Aceitou o desafio e deixou, temporariamente, o Banco de Portugal para entrar num projeto maior: o Mecanismo Único de Supervisão (Single Supervisory Mechanism em inglês).

Para Luís Carvalho, de 41 anos, “o SSM é um projeto aliciante. Para mim, como português, sair da zona de conforto habitual, vir aqui para o meio da Europa, para uma instituição europeia, contactar com todas as pessoas, dá para alargar horizontes”.

Luís Carvalho faz parte de um grupo de especialistas recrutados nos bancos centrais nacionais para ajudar o Banco Central Europeu a concretizar o Mecanismo Único de Supervisão. A partir de novembro de 2014, o BCE vai “mandar” em 130 bancos europeus. Ao todo, estarão envolvidos na União Bancária algumas dezenas de portugueses.

A mulher e a filha, de 12 anos, ficaram em Portugal. Luís Carvalho faz “piscinas” todos os fins-de-semana para ver a família. Ainda não aprendeu a falar alemão. “Tive algumas aulas, mas não fiz grande investimento”. Admite que “é uma língua difícil”.

O futuro ainda não está decidido. “Se ficar, tudo bem. Se voltar a Portugal, tudo bem, também. Tem sido uma ótima experiência”.

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