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A bancada parlamentar do PS está definitivamente em guerra aberta em frente aos microfones. Depois de esta manhã vários deputados terem defendido a abstenção do partido na moção de censura do PCP, a direção responde pela voz do deputado e coordenador da bancada na Comissão de Segurança Social, Nuno Sá, que considerou estas posições um “ataque ao secretário-geral do partido” e classificou a posição como um “folhetim com um guião de baixo nível”.

Em declarações aos jornalistas, o deputado Nuno Sá contra-atacou dizendo: “Há aqui um folhetim com um guião de baixo nível e de muito mau gosto, que os portugueses não apreciam”. E acrescentou: “O que se pretendeu foi afrontar e criar instabilidade no PS”.

O deputado respondia à posição de alguns deputados do partido, que esta manhã defenderam, na reunião da bancada parlamentar do partido, uma abstenção na votação da moção de censura do PCP. Para Nuno Sá, esta atitude dos deputados nada tem a ver com conteúdo político do texto do PCP – até porque, defendeu, “hoje politicamente é preciso fazer essa censura” – mas trata-se, sim, de uma atitude “de falta de verticalidade política”.

Na opinião do dirigente, apoiante de António José Seguro, “houve deputados que sempre disseram que era preciso uma censura ao Governo. Inexplicavelmente, são os mesmos que hoje estão a dizer que é preciso uma abstenção violenta”. Mais tarde ainda classificou de “abstenção aditivada”.

A discussão sobre a posição do partido em relação à moção de censura dos comunistas mostra a divisão entre as duas alas – apoiantes de António Costa e apoiantes de António José Seguro – que está instalada no PS. Não houve uma divisão clara na reunião da manhã entre uma ala e outra, até porque alguns deputados não compareceram, mas prevê-se que a divisão vai ser mais clara na nova reunião que está marcada para depois do plenário.

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