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Terrorismo

Estados Unidos disponibilizam-se para ajudar Iraque

Washington comprometeu-se a trabalhar com o Governo do Iraque, numa altura em que um grupo com ligações à al-Qaeda já tomou controlo de duas cidades iraquianas, uma delas situada a 190km de Bagdade.

O Iraque enfrenta uma grande ofensiva liderada por jihadistas

EMRAH YORULMAZ/ANADOLU AGENCY/EPA

Os Estados Unidos “estão prontos” para prestar ajuda ao Iraque, país que enfrenta uma grande ofensiva liderada por jihadistas, afirmou esta quarta-feira a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Jennifer Psaki.

Washington comprometeu-se “a trabalhar com o Governo iraquiano e com os responsáveis de todo o país para apoiar uma resposta conjunta à agressão contínua do grupo Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL)”, disse ainda a representante, citada pela France Press.

Os combatentes do poderoso grupo jihadista assumiram o controlo, num período de 48 horas, de várias regiões iraquianas, incluindo a província petrolífera de Ninive (norte do Iraque) e a sua capital Mossul, a segunda cidade do país, e Tikrit, cidade que fica a cerca de 140 quilómetros a norte de Bagdade.

Em declarações perante a comissão de Negócios Estrangeiros do Senado norte-americano, o novo embaixador dos Estados Unidos no Iraque, Stuart Jones, considerou que os islamitas sunitas do EIIL eram “um dos grupos terroristas mais perigosos do mundo”.

“Vamos continuar a acompanhar a situação de perto e vamos trabalhar com os nossos parceiros internacionais para tentar responder às necessidades daqueles que foram deslocados”, explicou o diplomata norte-americano, cuja nomeação para o cargo em Bagdad deve ser confirmada pelo Senado. “A violência no Iraque atingiu níveis que não eram constatados desde 2007”, reconheceu ainda Jones.

“É expectável que [os Estados Unidos] aumentem a sua ajuda” ao Governo iraquiano, adiantou Jennifer Psaki, sublinhando que Washington já forneceu, este ano, armamento ao Iraque e reforçou, a nível local, a formação das forças de segurança. “A situação no terreno é muito grave”, concluiu a porta-voz da diplomacia norte-americana.

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