Conflito na Ucrânia

NATO garante que “cerca de mil soldados russos” permanecem no leste da Ucrânia

Mil soldados russos ainda estão em território ucrâniano numa zona que controlam e que se estende desde a fronteira leste até ao mar de Azov, assegura a NATO.

NATO garante haver cerca de mil soldados russos em território ucraniano

ROMAN PILIPEY/EPA

A NATO garantiu esta quinta-feira que “cerca de mil soldados russos” permanecem em território da Ucrânia, enquanto as autoridades de Kiev referiram que os rebeldes pró-russos estenderam o controlo do seu território desde a fronteira leste da Rússia até ao mar de Azov. Na quarta-feira, o Presidente ucraniano Petro Poroshenko referiu que a maioria das tropas russas tinha retirado da Ucrânia após a proclamação de um cessar-fogo na sexta-feira anterior.

“Não temos informações sobre esse facto. Ainda permanecem cerca de mil soldados russos” no leste da Ucrânia “com um número substancial de equipamentos”, e outros 20.000 permanecem concentrados ao logo da fronteira entre os dois países”, indicou hoje uma fonte da NATO à agência noticiosa AFP. “No entanto, e caso seja confirmada a retirada das tropas russas “será um primeiro passo na boa direção”, adiantou o responsável da Aliança atlântica.

Segundo Poroshenko, “70% das forças russas foram retiradas” do território ucraniano. “Isso fornece-nos esperanças no futuro da iniciativa de paz”, acrescentou o Presidente ucraniano. Moscovo sempre desmentiu a presença dos seus soldados ao lado dos rebeldes separatistas pró-russos.

Em 28 de agosto, um general da NATO avaliou o seu número “em mais de um milhar” e a organização divulgou fotos que, na sua perspetiva, provavam o envio de unidades de artilharia russas para o leste da Ucrânia. “A nossa atual avaliação é que os russos continuam a manter uma presença importante e real ao longo da fronteira com a Ucrânia”, insistiu hoje a fonte da NATO, mantendo a avaliação de 20.000 militares posicionados, um número já adiantado em julho. “Por outro lado, a Rússia continua a fornecer aos separatistas equipamentos militares sofisticados”, acusou.

“A NATO continua a apelar à Rússia para encontrar uma solução política da crise, em cooperação com a comunidade internacional e o governo ucraniano”, prosseguiu a fonte militar, para precisar que a NATO “sempre esteve muito preocupada com a crise Rússia/Ucrânia”. O governo ucraniano também indicou que os rebeldes pró-russos estenderam o seu controlo da fronteira oriental ucraniana com a Rússia até ao mar de Azov.

“Esta parte da fronteira encontra-se atualmente sob controlo de mercenários pró-russos”, declarou um porta-voz militar do Conselho nacional de segurança e defesa. Este anúncio segue-se à ofensiva no sudeste da Ucrânia, desencadeada pelas forças rebeldes em agosto.

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