Os juros da dívida de Portugal estavam esta quinta-feira a descer a cinco anos e a subir a dois e dez anos.

Cerca das 09h15 de Lisboa, os juros da dívida portuguesa a cinco anos aliviavam para 1,667%, contra 1,732% do fecho da sessão na quarta-feira.

Na maturidade dos dez anos, os juros da dívida subiam para os 3,103%, dos 3,092% observados no fecho do dia anterior e acima dos 3,020% de 27 de agosto, em que se registou um mínimo de sempre.

Já a dois anos também estavam a subir no mercado secundário para 0,416%, contra 0,398% no encerramento da sessão de quarta-feira.

No caso da Espanha, os juros caíam a dois e cinco anos, mas subiam a dez anos, ao passo que os juros da Itália subiam em todos os prazos.

Os juros da Irlanda, por sua vez, estavam a cair a dois anos para — 0,009%, contra — 0,017% no encerramento do dia anterior, mas subiam para 0,439% e 1,715%, respetivamente a cinco e dez anos.

Na Grécia, na maturidade dos cinco e dez anos, os únicos prazos a que se negoceia dívida no mercado secundário, os juros subiam para os 4,610% e 6,180%, respetivamente.

A 04 de setembro, o BCE reduziu a taxa de juro diretora para 0,05%, um novo mínimo histórico, e anunciou que vai lançar um programa de compra de dívida privada para apoiar o mercado de crédito e dinamizar a economia da zona euro.

A 17 de maio passado, Portugal abandonou oficialmente o resgate sem qualquer programa cautelar.

O programa de ajustamento solicitado por Portugal à ‘troika’ (Comissão Europeia, BCE e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor cerca de três anos.

Dublin, por sua vez, terminou a 15 de dezembro de 2013 o programa de ajustamento solicitado à ‘troika’ em 2010, no valor de 85 mil milhões de euros.