Oscar Pistorius, atleta paralímpico sul-africano, foi considerado culpado de matar involuntariamente Reeva Steenkamp, a namorada. Isto soube-se a 12 de setembro. Agora, contudo, ficou a saber-se que as autoridades do país suspeitaram que Carl, irmão de Pistorius, terá apagado várias informações do telemóvel de Oscar antes de o aparelho chegar às mãos da polícia, 12 dias após o incidente, que ocorreu a 14 de fevereiro de 2013.

A notícia foi avançada esta quinta-feira pela Eye Witness, uma rádio sul-africana, ao recordar as quase duas semanas em que se desconhecia o paradeiro do telemóvel. A informação, aliás, é desenvolvida num livro intitulado ‘Behind The Door’, da autoria de dois jornalistas deste meio de comunicação.

As autoridades ter-se-ão apercebido que várias informações — histórico de chamadas, conversas tidas na aplicação Whatsapp e sms’s — tinham sido retiradas ou apagadas do telemóvel em outubro do ano passado. Na altura, a polícia descobriu que, antes de chegar à sua posse, o aparelho fora sincronizado com um computador cujo usuário estava identificado como ‘Titanium Hulk’.

Depois, alegadamente, foi só preciso ligar as peças do puzzle — Carl Pistorius, irmão do atleta, utiliza a palavra ‘hulk’ no seu endereço de email, sendo comum referir-se ao termo também nas redes sociais. No mesmo livro, aliás, é avançado que horas antes de chegar a casa e encontrar-se com a namorada, Oscar Pistorius terá conversado, por telemóvel e durante cerca de nove minutos, com a sua ex-namorada.

A 13 de outubro, recorde-se, o Tribunal de Pretoria divulgará a sentença a aplicar ao atleta que, por enquanto, permanece em liberdade. Por norma, o crime de homicídio involuntário costuma ser punido com uma pena de até 15 anos de prisão, mas já foi avançado que Pistorius poderá enfrentar um período de entre sete a 10 anos atrás das grades.