Ao Gabinete de Emergência Consular têm chegado telefonemas e e-mails de portugueses com dúvidas sobre o ébola. A maioria dos contactos estabelecidos até à semana passada (15), de acordo com os dados fornecidos ao Observador pela secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, partiram de portugueses que pretendem viajar para África.

Entre os pedidos de informação constam perguntas genéricas “sobre os perigos do vírus ébola em diversos países”, como a Libéria e Serra Leoa, mas também a Nigéria, S. Tomé, Togo, Cabo Verde e Angola. Perguntas como “quais as zonas e países que também poderão ser afetados pelo vírus”, quais os “procedimentos que devem ser tomados caso existam suspeitas de contaminação” e “quais os órgãos oficiais que devem ser contactados” surgem também no topo das dúvidas. E há ainda quem tenha questionado “se o Ministério dos Negócios Estrangeiros desaconselha as viagens para os países supostamente em risco (por exemplo Senegal, Cabo Verde, Angola, S. Tomé, Togo, Serra Leoa, Libéria, Zâmbia etc)” e “se os serviços estão preparados para fazer evacuação para Território Nacional”.

A maioria das pessoas que ligou para esclarecer dúvidas pretendia viajar para países que não têm casos de ébola detetados como Angola e Moçambique.

Em relação especificamente a Angola, o Gabinete de Emergência Consolar tem esclarecido dúvidas sobre, por exemplo, “quais as unidades de saúde existentes em Luanda, se as autoridades de saúde angolanas dispõem de soro experimental e quais as medidas para uma evacuação para Lisboa e sobre o nível de risco em permanecer lá e se o Ministério dos Negócios Estrangeiros aconselha o regresso a território nacional”, revela a mesma fonte.

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Curiosamente a maioria das pessoas que ligou para esclarecer dúvidas pretendia viajar para países que não têm casos de ébola detetados como Angola e Moçambique (9 ao todo). O mesmo Gabinete também já respondeu a dúvidas de portugueses que estão na Serra Leoa (1), em Angola (3) e em S. Tomé (1).

Até à semana passada havia 11 portugueses nos países africanos afetados pelo ébola: dois na Serra Leoa, quatro na Guiné Conacry e 5 na Libéria. A Direção- Geral de Saúde já tinha dito que estava em permanente contacto com estes portugueses. Já nos países vizinhos (Gana, República Democrática do Congo, Angola, Guiné Bissau e S. Tomé e Príncipe) vivem mais de 127 mil portugueses.