A presidente brasileira reeleita no domingo, Dilma Rousseff, defendeu na segunda-feira um referendo para definir as bases de uma reforma política e o combate à corrupção no país. “O processo de consulta popular é essencial para fazer a reforma política. Há muitas propostas na mesa. Acho que o Congresso vai ter sensibilidade, isso é uma onda de avanço”, afirmou, em entrevista à TV Globo.

A reforma política é uma das reivindicações dos manifestantes que saíram à rua em 2013 e pode incluir temas como a restrição do financiamento privado de campanhas e a discussão sobre o fim da reeleição.

Dilma Rousseff afirmou ainda que a manutenção da impunidade leva à instabilidade política, mas realçou que o Brasil “amadureceu” nos últimos anos e que fará o possível “para colocar às claras o que aconteceu no caso da Petrobras e em qualquer outro que apareça”.

A presidente reeleita defendeu também o diálogo com as diferentes forças e segmentos, como os empresários, o mercado financeiro e a população, por respeito aos brasileiros que votaram nela e no seu opositor, Aécio Neves (Partido da Social Democracia Brasileira, de centro-direita).

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