A venda da seguradora do Grupo Espírito Santo (GES) ao fundo americano Apollo foi travada por ordem do tribunal, segundo avança o Jornal de Negócios. Em causa está uma providência cautelar que suspende a alienação da Tranquilidade, que tinha sido anunciada em setembro.

A providência cautelar que suspende a operação foi decretada pelo juiz desembargador Eurico Reis, o que foi confirmado ao Negócios pelo Novo Banco.

O vendedor, o Novo Banco, e o comprador estarão a negociar o prolongamento do prazo do contrato que termina no final do ano. Sem isso, a transação fica sem efeito. A Tranquilidade foi vendida por um valor próximo dos 215 milhões de euros, tendo a Apollo de injetar fundos na seguradora para repor os níveis de capital devido a investimento efetuado nas últimas semanas em que a empresa esteve sob a tutela da Espírito Santo Financial Group (ESFG), a holding financeira do GES, que entretanto está em processo de insolvência.

A venda da Tranquilidade por ser fechada pelo Novo Banco, que ficou com o penhor sobre a seguradora, na sequência da provisão constituída para proteger os clientes de retalho do Banco Espírito Santo. No entanto, alguns investidores tinham contestado judicialmente a operação. Já a ESFG exigia receber o dinheiro da venda.