Internet livre, por wi-fi. Esta tornou-se uma das formas mais utilizadas pelos cafés, restaurantes e hotéis para atrair clientela. E porque não aplicar o mesmo princípio para atrair mais pessoas às igrejas? A proposta vem de Andrew Lloyd Webber, o criador dos musicais “Cats” e “Jesus Christ Superstar”, que acredita que essa seria uma forma de recolocar as igrejas “no centro das comunidades”. E porquê parar por aí? O artista sugere, também, que se criem apps sobre a história e os “tesouros escondidos” nas igrejas espalhadas pelo Reino Unido.

“Quero que cada igreja no país tenha wi-fi. Quando isso acontecer, as igrejas voltarão a ser o centro da comunidade”, afirmou Andrew Lloyd Webber, citado pelo DailyMail. A proposta do artista, que é também membro Conservador da britânica House of Lords (uma espécie de Câmara Alta do Parlamento britânico), é que as pessoas possam não só aceder à Internet dentro das igrejas mas também que se aproveitem as torres para instalar pontos de acesso e, a partir daí, fazer chegar sinal de internet à comunidade.

E como se financia um projeto desta envergadura? “Bem, eu vou querer participar, mas o governo já indicou que estaria disponível para financiar a ideia de instalar wi-fi” nas igrejas. Andrew Lloyd Webber, que é filho de um antigo diretor de música na London Church, adiantou que tem estado a negociar com o ministro da Cultura Ed Vaizey, que está “ativamente” a estudar a proposta.

Do lado dos responsáveis pelas igrejas, a ideia também parece colher. O Bispo de Norwich, o Reverendo Graham James, afirmou que esta é uma “forma imaginativa de usar a nossa imensa rede de edifícios antigos para beneficiar a comunidade”. “Estamos sempre interessados em formas de ajudar-nos a preservar a nossa herança”, acrescentou.

O criador de musicais sugeriu, também, a criação de apps para smartphone que os fiéis pudessem utilizar para conhecer a história de cada igreja. Para Andrew Lloyd Webber, estes são algumas das formas de fazer com que as igrejas “regressem à sua tradição medieval, em que estes espaços também eram usados para os pequenos negócios locais”.