Milhares de palestinianos manifestaram-se este sábado na Cisjordânia em protesto devido ao cartoon publicado pelo jornal satírico Charlie Hebdo, que na primeira edição depois dos ataques na sua sede em Paris – onde morreram 12 pessoas – fez capaz com o profeta Maomé.

Os protestantes saíram às ruas de Ramallah e Hebron exibindo cartazes de apoio ao Islão. Alguns usaram faixas negras nas cabeças, pedindo a implementação de um califado muçulmano. Esta manifestação foi convocada pelo Partido da Libertação, um grupo islamita, em protesto contra a utilização da figura de Maomé na capa do jornal Charlie Hebdo, onde este aparece sobre um fundo verde – cor do Islão – com uma lágrima no olho e segurando um cartaz nas mãos onde se lê que também ele é “Charlie”.

Houve vários protestos nos territórios palestinianos devido à última edição do Charlie Hebdo. Na segunda-feira, em Gaza, cerca de 200 radicais tentaram invadir o centro cultural francês e incendiaram bandeiras francesas, tendo sido presos pela polícia do Hamas, organização que condenou tanto a publicação do jornal como o ataque levado a cabo contra o mesmo.