Epidemias e Pragas

Ébola volta a assustar Serra Leoa. Vice-presidente de quarentena

O Presidente da Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, restabeleceu algumas restrições de movimento, devido a aumento do número de casos de Ébola. O vice-presidente anunciou estar de quarentena.

A doença causou 9.700 mortos identificados, número que a OMS considera subestimado

STR/EPA

O Presidente da Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, restabeleceu este sábado algumas restrições de movimento levantadas em janeiro, devido ao aumento do número de casos de Ébola. O vice-presidente anunciou estar de quarentena.

A decisão do vice-presidente deveu-se à morte de um dos guarda-costas, doente com o vírus do Ébola, informou o porta-voz do governo, Abdulai Bayraytay.

Sam Sumana “decidiu colocar-se de quarentena, a título de precaução, durante 21 dias, enquanto aguarda os resultados dos testes das autoridades sanitárias”, acrescentou.

Koroma deve viajar no domingo para Bruxelas, onde vai copresidir a uma reunião internacional, organizada pela UE, sobre a luta contra o vírus e as medidas de reconstrução dos países atingidos pela doença.

“O Governo constatou, com grande preocupação, que a diminuição do número de casos confirmados de Ébola foi recentemente interrompida, registando-se novos casos em todo o país, sendo o denominador comum destes novos casos a implicação em atividades marítimas”, de acordo com um comunicado divulgado hoje pela presidência.

O chefe de Estado decretou “que nenhum veículo comercial pode descarregar mercadorias em qualquer mercado da região oeste [incluindo a capital Freetown] entre as 17:00 e as 05:00” locais e TMG, indica o texto.

“Nenhum barco poderá sair para o mar ou vir a terra em nenhum ponto do país entre as 18:00 e as 07:00”, acrescentou a presidência, sublinhando que a marinha recebeu ordens para fazer respeitar esta medida.

Há duas semanas, as autoridades tinham anunciado uma quarentena de 21 dias para 700 residências na zona de Aberdeen, uma área de pesca e de turismo em Freetown, na sequência da morte de um pescador com o vírus do Ébola e a deteção de pelo menos 20 doentes.

Esta semana Bayraytay indicou que 20 casas tinham sido colocadas sob quarentena numa aldeia da província de Bombali, no norte, após a morte de um doente de Ébola, oriundo de Aberdeen.

“Cerca de 30 residentes terão lavado o corpo antes de chamar a equipa local de enterros”, sublinhou o porta-voz.

Os rituais fúnebres que implicam um contacto com o corpo continuam a ser um dos principais fatores de propagação do vírus, que se transmite através dos fluidos corporais, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e as autoridades dos países atingidos pela doença.

O presidente Koroma anunciou também o restabelecimento dos limites ao número de passageiros de táxis, motorizadas, carros ou camiões, indica o comunicado.

A 23 de janeiro, o chefe de Estado da Serra Leoa tinha levantado todas as medidas de quarentena e de restrições de movimento a nível provincial ou local, para “apoiar a atividade económica”.

A epidemia do Ébola na África ocidental, a mais grave desde a identificação do vírus na África central em 1976, começou em dezembro de 2013 no sul da Guiné-Conacri, antes de alastrar à Libéria e à Serra Leoa.

A doença causou 9.700 mortos identificados, número que a OMS considera subestimado, dado que foram registados 24 mil casos, nestes três países.

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