O partido Syriza “ganhou as eleições apresentando muitas promessas para as quais não há dinheiro disponível”, diz o presidente do Eurogrupo e ministro das Finanças Holandês, Jeroen Dijsselbloem. O responsável garante que as negociações para um terceiro pacote de assistência financeira para a Grécia ainda não começaram.

Dijsselbloem diz que tem existido na Grécia “muita retórica para consumo interno”. O que é natural, na opinião do holandês, já que o partido liderado por Alexis Tsipras “ganhou as eleições com muitas promessas para as quais não há dinheiro disponível”.

Em declarações à televisão holandesa RTLZ, citadas pela agência Bloomberg, garantiu que são “incorretas” as notícias de que já está a ser preparado um terceiro resgate à Grécia. Um plano que, segundo adiantou segunda-feira o ministro espanhol Luis de Guindos, implicaria valores entre 30 e 50 mil milhões de euros.

O holandês afirmou que “após a conclusão do atual programa, com uma boa cooperação entre a Grécia e a zona euro, se a Grécia precisar de mais ajuda, nós estaremos preparados para avaliar essa possibilidade”, diz Dijsselbloem, acrescentando que essa situação ainda não foi discutida e que ainda não existem valores em cima da mesa.

Em antecipação à próxima reunião dos ministros das Finanças do Eurogrupo que terá lugar na próxima segunda-feira, Jeroen Dijsselbloem afirmou, citado pela holandesa RTLZ, que a Grécia necessita da proteção do atual programa de resgate. “Ainda há muito que precisa de ser feito” na Grécia.