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Quase empatados. O resultado mais recente das sondagens publicada este domingo pelo El País mostra que os quatro partidos que reúnem mais intenções de voto repartem entre si 80% do eleitorado. O Podemos de Pablo Iglesias, surge na frente com 22,5%, mas é seguido de perto pelo PSOE, que tem 20,2% das intenções de voto. Em terceiro lugar, com 18,6% está o Partido Popular, no governo, e quase colado surge mais uma novidade na política espanhola, o partido Ciudadanos, originário da Catalunha.

A distância entre as quatro forças política é tão curta, que considerando a margem de erro, o resultado é praticamente um empate técnico. A manter-se a tendência, significa que o próximo governo espanhol terá de resultar de uma coligação. A emergência de novas forças políticas ameaça pôr um travão ao sistema bipartidário do outro lado da fronteira, que representou ao longo dos anos de democracia, um executivo, um partido.

Os dado do barómetro da Metroscopia, para o jornal espanhol, baseiam-se em respostas recolhidas nos dias 3 e 4 de março, e voltam a colocar na frente o Podemos, mas com um resultado abaixo do registado no mês anterior. O PSOE de Pedro Sánchez ultrapassa o PP no segundo segundo lugar, uma mudança que o El País justifica com a performance dos líderes dos dois maiores partidos no debate do estado da nação, realizado semanas antes da recolha de opiniões. A Izquierda Unida parece ser a grande prejudicada pela força dos novos partidos.

Apesar de esta sondagem mostrar um eleitorado partido em quatro, a maioria das opiniões recolhida defende um governo formado por um único partido, ao invés de uma coligação, que poderia governar com o apoio pontual de outras forças políticas.

Considerando o cenário de uma coligação, os inquiridos inclinam-se mais para juntar partidos do centro esquerda e esquerda. Mas quando confrontados com a dupla Podemos/PSOE, o entusiasmo não é grande. Ainda assim, é a opção preferida dos socialistas, face à hipótese de aliança com o Ciudadanos, cujos eleitores, não obstante, dão maior preferência um entendimento com o PSOE. Já o eleitorado de direita prefere uma versão espanhola do Bloco Central, com o PP e o PSOE

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