Venezuela

Suspensão de programa petrolífero venezuelano pode levar a “crise humanitária”

O secretário de Estado John Kerry advertiu os países membros da Petrocaraíbas, que a suspensão do programa venezuelano de petróleo pode ocasionar uma "grave crise humanitária" na região.

MICHAEL REYNOLDS/EPA

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, advertiu os países membros da Petrocaraíbas, que a suspensão do programa venezuelano de petróleo a preços subsidiados pode ocasionar uma “grave crise humanitária” na região.

“Se a Petrocaraíbas chegar a cair devido aos acontecimentos na Venezuela poderíamos terminar numa grave crise humanitária na nossa região”, disse John Kerry, que falava durante uma conferência sobre “danos estratégicos” que podem ocasionar “desafios estratégicos” no mundo, “desde a Venezuela ao Iraque, passando pela Ucrânia”.

A conferência cujo tema central foi a energia e as mudanças climáticas, decorreu no centro de estudos Altantic Council, em Washington.

A advertência teve lugar um dia depois de a ministra das Relações Exteriores venezuelana, Delcy Rodríguez, acusar os Estados Unidos de ter planeado ir além das recém implementadas sanções contra funcionários venezuelanos e de estar a preparar um bloqueio económico e comercial contra a Venezuela.

“Nós vamos defender a Venezuela em todos os cenários que surjam, aqui está contemplado um bloqueio financeiro, um bloqueio comercial, um bloqueio económico e o país deve saber disso, não só os chavistas (simpatizantes da revolução bolivariana)”, disse.

O Presidente dos EUA, Barack Obama, ordenou segunda-feira a aplicação de novas sanções a sete altos responsáveis venezuelanos, atuais e antigos, que acusa de violação dos direitos humanos.

As sanções a aplicar aos sete altos responsáveis venezuelanos, entre os quais o diretor-geral dos serviços secretos e o diretor da polícia nacional, são proibição de entrada nos Estados Unidos e congelamento de bens.

Obama declarou igualmente que existe uma situação de “emergência nacional” nos Estados Unidos devido ao “extraordinário risco” que representa a situação na Venezuela para a segurança norte-americana.

Criada em 2005 por iniciativa da Venezuela, a Petrocaraíbas está integrada por 18 países, entre eles Honduras, Guatemala, Cuba, Nicarágua, República Dominicana, Haiti, Belize e uma dúzia de ilhas das Caraíbas.

A Venezuela exporta, oficialmente, 100.000 barris diários de petróleo aos países membros da Petrocaraíbas, equivalentes a 4.000 milhões de dólares, dos quais uma parte da fatura é paga com bens, serviços e alimentos, outra em efetivo e outra em condições privilegiadas.

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