A Polícia Federal brasileira iniciou a décima etapa da Operação Lava Jato, que investiga crimes de corrupção e branqueamento de capitais na Petrobras, e prendeu o ex-diretor da petrolífera Renato Duque, informou a imprensa local.

O ex-diretor de Engenharia e Serviços da companhia brasileira já havia sido preso noutra fase da operação, mas foi libertado pela Justiça após entregar o passaporte.

Segundo a polícia, citada pela Folha de São Paulo, a nova prisão verificou-se após Renato Duque supostamente movimentar 20 milhões de euros de contas no exterior para bancos no Mónaco.

O ex-diretor é suspeito de receber suborno de contratos da Petrobras e entregar as verbas a dirigentes políticos.

O advogado de Renato Duque alegou não poder comentar a prisão porque não teve acesso à decisão da Justiça, mas disse que “acha” que a movimentação de dinheiro não aconteceu, segundo o jornal brasileiro.

Ao todo, a Polícia Federal cumpre dia 16 de março 18 mandados de prisão e 12 de busca e apreensão em São Paulo e no Rio de Janeiro. Foram presos, além do ex-diretor da Petrobras, um empresário suspeito de manter empresas para branquear capitais e um suspeito de operar o esquema de corrupção.

A Polícia Federal investiga, desde março de 2014, suspeitas de corrupção e branqueamento de capitais com recursos de contratos da Petrobras, com o suposto envolvimento de empresários, funcionários da empresa e políticos.

São investigados pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro 34 parlamentares e, pelo Superior Tribunal de Justiça, dois governadores de Estados do país, nomes obtidos a partir de depoimentos de acusados que fizeram um acordo com a Justiça para ceder informações em troca de possível redução de pena.