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“O povo grego passou por momentos de extrema dificuldade, mas estas dificuldades não foram provocadas pela Europa, foram provocadas pelo comportamento irresponsável do Governo” da Grécia. A afirmação, citada pela CNBC, é do ex-presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e foi proferida durante a Credit Suisse Asian Investment Conference, realizada em Hong Kong,

O antigo primeiro-ministro português acrescentou que Atenas precisa de apresentar um “compromisso claro” em relação às reformas pedidas pelos parceiros europeus, de forma a conseguir alcançar um acordo com os credores internacionais, Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia e Banco Central Europeu (BCE). Para Durão Barroso, a situação na Grécia é o resultado de uma “dívida insustentável” que foi criada pelo Governo do país, acusado de “má gestão das finanças públicas, enormes problemas com a fraude e a evasão fiscais e problemas na administração” pública.

Numa intervenção muito crítica das autoridades gregas, o ex-líder da Comissão Europeia acrescentou que o Governo da Grécia “enganou” a União Europeia ao apresentar números falsos sobre o estado da respetiva economia. Sobre as negociações com o Executivo liderado por Alexis Tsipras, Durão Barroso afirmou que “não há nada que condene a Grécia a manter-se numa situação difícil. Há reformas que podem fazer e estão tão habilitados para as concretizar como qualquer outro país”.

Num discurso que foi interpretado como um sinal da impaciência dos parceiros europeus da Grécia, o político português declarou que “existe uma dificuldade ideológica no Governo grego para compreender” que a forma de o país reconquistar a confiança dos mercados e conseguir obter financiamento está em “prosseguir com as reformas estruturais com que se comprometeu”.

As declarações de José Manuel Durão Barroso surgem no dia em que Alexis Tsipras e Angela Merkel vão ter um encontro em Berlim, na primeira visita oficial do novo primeiro-ministro grego e líder do Siryza, partido da extrema-esquerda que lidera a coligação no poder em Atenas.

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