Futuro da Grécia

Grécia. Se não houver “Grexit”, o mais certo é haver “Grimbo”

Equipa de analistas que inventou a designação "Grexit" para se referir a uma eventual saída da Grécia da zona euro admite, agora, que há um cenário alternativo a que chama "Grimbo". Saiba o que é.

JUSTIN TALLIS/AFP/Getty Images

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, admite que “em teoria” é possível que se chegue a um acordo com a Grécia ainda antes de final de abril. Mas, apesar de uma fonte do governo grego garantir que um acordo está “muito próximo“, os analistas continuam a temer que a Grécia acabe por sair da zona euro, o acontecimento que veio a ser conhecido como Grexit. Agora, perante o arrastar das negociações, Ebrahim Rahbari, o mesmo analista que criou o conceito Grexit acredita, agora, que o mais provável no curto prazo é que a Grécia continue a caminhar num limbo de incerteza. Daí, Grimbo.

O léxico da crise grega, que já conta com expressões como Grextension (extensão do programa em fevereiro) e Grexit (junção de Greece e Exit, ou seja, saída), acaba de ser alargado com mais uma expressão criada por Ebrahim Rahbari, que trabalha na equipa de Willem Buiter, o economista-chefe do Citigroup.

“O Grexit – entendido como a introdução de uma nova moeda na Grécia (…) – pode não ser o resultado mais provável no imediato, mas sim o resultado de um processo prolongado, um limbo grego ou Grimbro“, escreve Ebrahim Rahbari em nota de análise enviada aos clientes na terça-feira (ficheiro .pdf disponível nos documentos relacionados).

O termo Grexit tinha sido criado em fevereiro de 2012, por alturas da reestruturação voluntária da dívida grega e antes das eleições legislativas que, à segunda tentativa, colocaram Antonis Samaras e o partido Nova Democracia no poder. Nessa altura, o Citigroup apontava para uma probabilidade de 50% que a Grécia viesse a sair da zona euro nos 18 meses seguintes. A certa altura, o Citigroup chegou a dizer que a probabilidade de uma cisão até 2014 era de 90%.

Não aconteceu, apesar de toda a turbulência recente e que o Citigroup acredita que irá continuar. Recusando “cenários binários” como “saída ou não saída do euro”, o banco de investimento chama Grimbo àqueles “cenários cinzentos em que a Grécia continua sem receber quaisquer fundos da Europa e, por outro lado, também não há uma resolução definitiva no horizonte próximo”.

Documentos

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: ecaetano@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)