O Consulado Geral de Portugal em Caracas lançou hoje uma campanha de sensibilização da importância do recenseamento para a participação nos processos eleitorais portugueses, disse à agência Lusa o cônsul. Segundo Luiz de Albuquerque Veloso, o interesse para as eleições em Portugal é muito baixo.

“Temos constatado que as pessoas não se interessam muito sobre as eleições (em Portugal) e por isso estamos a fazer aqui uma campanha para que as pessoas se recenseiem”, disse. Segundo o cônsul, a campanha, que decorrerá por tempo indeterminado, nas instalações do consulado, conta “com a colaboração dos conselheiros das comunidades”. “É importante que não seja sempre o consulado a insistir, contamos com os conselheiros para sensibilizar as pessoas, o que é importante, por serem pessoas que vivem cá”, frisou.

Por outro lado, o conselheiro António de Freitas explicou que no primeiro dia da campanha, vários cidadãos portugueses que estiveram no consulado manifestaram dúvidas quanto à participação nos processos eleitorais e sobre o que acontecerá no futuro se se abstiverem ao longo de várias eleições seguidas.

“Quando pretendemos conseguir alguma coisa para beneficiar a comunidade os políticos (portugueses) fixam-se na quantidade de pessoas que estão recenseadas. Fala-se de que somos mais de um milhão (de cidadãos portugueses na Venezuela) mas apenas alguns milhares estão recenseados. Quanto mais recenseados houver haverá mais votos e será maior a possibilidade de nos fazermos ouvir e de, por exemplo, conseguir equipamentos e funcionários para os consulados”, disse.

O conselheiro recordou ainda que o recenseamento eleitoral não é obrigatório para os portugueses residentes no estrangeiro e que para recensear-se é apenas necessário mostrar o bilhete de identidade.

Fontes oficiais dão conta que na Venezuela existem à volta de 600.000 portugueses, um número que a própria comunidade diz estar aquém da realidade, estimando que rondam 1,5 milhões com os luso-descendentes incluídos. Segundo diversas fontes, na Venezuela estão recenseados pouco mais de sete mil portugueses.

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