As medidas de coação aplicadas a Rodrigo Rato já são conhecidas: o antigo vice-primeiro-ministro espanhol – que foi acusado de fraude, branqueamento de capitais e ocultação de bens – terá de pagar uma fiança de 18 milhões de euros caso queira ver as suas contas, depósitos, fundos de investimento ou de pensões e outros produtos financeiros descongelados, informa o El Mundo.

A 16 de abril, o juiz  madrileno Enrique de la Hoz ordenou o congelamento de todas as contas e produtos financeiros de Rodrigo Rato, que esteve detido durante sete horas, enquanto as autoridades procediam a buscas no interior de sua casa e escritório. Cerca de um mês depois, o mesmo juíz anunciou as medidas de coação que se aplicavam a este caso.

O El Mundo conta que esta é a terceira fiança que é interposta a Rodrigo Rato. As anteriores dizem respeito a uma investigação que incide sobre a admissão em bolsa do banco espanhol Bankia e a utilização de cartões cujas operações fogem ao controlo do fisco.

Rodrigo Rato, do Partido Popular, ex-vice-primeiro-ministro espanhol, foi também chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) e presidente do banco espanhol Bankia entre 2010 e 2012. Foi acusado de fraude, branqueamento de capitais e ocultação de bens depois de se saber que beneficiou da chamada amnistia fiscal aprovada pelo executivo de Mariano Rajoy. É, agora, uma das 705 pessoas que estão a ser investigadas por possível comissão num crime de branqueamento de capitais, através do Serviço Executivo de Prevenção e Branqueamento de Capitais.

 

 

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