O presidente da Tintas Barbot, Carlos Barbot, disse neste sábado que a produção do armazém que esta tarde ardeu em Vila Nova de Gaia vai ser “redirecionada” para outras unidades, preferindo “para já” não avançar com estimativas de danos. Em declarações à agência Lusa, Carlos Barbot, frisou que “por se encontrar fora do país só amanhã [domingo]” poderá ter “total certeza” dos dados causados pelo incêndio que deflagrou na “fábrica antiga” desta empresa.
“Sei que o que ardeu foi a parte antiga. É uma unidade que constitui apenas 6% da produção total das Tintas Barbot. Vamos redirecionar a produção daquele local para outras unidades e tomar as medidas necessárias”, disse Carlos Barbot.
O alerta para um incêndio industrial numa das três unidades que a Tintas Barbot tem em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, foi dado às 16h20. Às 18h05 o incêndio foi dado como “dominado” pelos responsáveis dos meios de combate presentes no local, estando neste momento em fase de rescaldo.
Várias fontes ligadas à proteção civil, nomeadamente do Comando Distrital de Operações de Socorro do Porto e dos Bombeiros Sapadores de Gaia, disseram à Lusa que a fase de rescaldo “poderá demorar algumas horas” devido à “perigosidade das matérias em causa”.
Também esta tarde, no local, o presidente da câmara de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, disse aos jornalistas que esta “é uma empresa muito querida no concelho”, sublinhando que a autarquia vai procurar formas, nomeadamente a nível fiscal, de minimizar os impactos do incêndio na laboração.
Além dos Bombeiros Sapadores de Gaia e dos Voluntários de Coimbrões foram mobilizados, para o combate ao incêndio, os voluntários de Valadares, Aguda, Carvalhos e Avintes.