Prestes a visitar Itália, Vladimir Putin deu uma entrevista ao Corriere della Sera, um dos mais importantes jornais italianos, para esclarecer que “apenas uma pessoa demente” atacaria um país da NATO” e que a situação de conflito permanente na fronteira com a Ucrânia tem servido apenas para “explorar o medo que as pessoas têm da Rússia”. O Presidente da Federação da Rússia defende ainda que o país tem muito pouca presença fora do país quando comparado com o Estados Unidos.

Mesmo assim, Putin defende durante a entrevista que os Estados Unidos não são um inimigo, mas sim um  parceiro e até “um aliado”. “Temos de ser aliados no que diz respeito à não-proliferação de armas de destruição massiva. Somos sem dúvida aliados na luta contra ao terrorismo”, avança Putin, dizendo ainda que tudo o que o seu país faz é em resposta a ameaças externas e de forma a garantir a segurança nacional dos seus cidadãos.

Sobre a Ucrânia, Putin defende que a Rússia foi forçada a reagir face à crise em Kiev em fevereiro do ano passado, considerando normal que o antigo Presidente Yanukovych quisesse consultar a Rússia sobre o acordo comercial entre a Ucrânia e a UE, já que o país é o maior parceiro da Ucrânia. No entanto, diz que o mundo não precisa temer a Rússia. “O mundo mudou tanto, que as pessoas razoáveis ​​hoje já não conseguem imaginar um conflito militar em tal escala. Nós temos outras coisas para fazer, posso garantir-vos”, concluiu Putin.