O secretário norte-americano do Tesouro, Jacob Lew, afirmou em entrevista à CNN que a eventual saída da Grécia da zona euro teria um grande impacto na “economia moribunda” do país e na população grega, não descartando a possibilidade de efeito dominó chegar os restantes países mais fragilizados da zona euro (Portugal incluído). Os líderes da União e os credores deverão jogar este domingo os últimos cartuchos nos bastidores para tentar que haja fumo branco na cimeira extraordinária de amanhã.

Numa entrevista concedida à televisão norte-americana CNN, que deverá ir para o ar este domingo, Jaboc Lew deixou claro que não queria fazer prognósticos sobre o que poderia acontecer numa eventual saída da Grécia da zona euro, mas apelou à flexibilidade nas negociações entre o país e os credores sobre a assistência financeira.

É óbvio que sem a Grécia [na zona euro] a consequência de um falhanço significaria uma terrível, terrível queda da economia. Iria prejudicar o povo grego, que será o primeiro a suportar os custos desse falhanço”, disse.

A propósito da cimeira de chefes de Estado e de Governo da zona euro, que decorre esta segunda-feira, Jacob Lew falou em “flexibilidade” nas negociações, com a Grécia a ter que tomar uma posição com vista a um entendimento. “O fardo está nas mãos da Grécia”, disse, contrastando com o que escreve este domingo num jornal alemão o ministro das Finanças grego, Yannis Varoufakis, que põe tudo nas mãos de Angela Merkel, dizendo que a possibilidade ou não de haver acordo “está nas mãos” da chanceler alemã.

Certo é que o relógio não para e o dia 30 de junho, data limite para a Grécia pagar os cerca de 1.5 mil milhões de euros que deve ao FMI para assim desbloquear a tranche de ajuda externa que tem estado pendente.