Os juros da dívida de Portugal estavam hoje a descer a dois anos e a subir a cinco e a dez anos em relação a quarta-feira.

Hoje, cerca das 08h45 em Lisboa, os juros da dívida portuguesa a dez anos estavam a subir para 2,770%, contra 2,743% na quarta-feira e depois de terem subido até aos 3,253% a 15 de junho, um máximo desde meados de outubro. O atual mínimo de sempre é de 1,560% e foi registado a 13 de março passado.

No mesmo sentido, os juros a cinco anos estavam a subir, para 1,447%, contra 1,435% na quarta-feira, depois de terem subido a 16 de junho até aos 1,927%, um máximo desde meados de outubro de 2014, e descido para o mínimo de sempre, de 0,749%, a 10 de abril.

Em sentido contrário, os juros a dois anos estavam a cair para 0,050%, contra 0,064% na quarta-feira, mas acima do mínimo de sempre, de 0,013%, registado a 13 de abril passado. Nos últimos seis meses, os juros a dois anos subiram até ao máximo de 0,541% a 29 de dezembro de 2014.

Depois de ter iniciado a 09 de março passado um programa inédito de compra de dívidas soberanas e privadas, que vai permitir a injeção de 60 mil milhões de euros por mês, até, pelo menos, setembro de 2016, na economia da zona euro, na esperança de a redinamizar, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juro inalteradas em mínimos na última reunião de política monetária de 03 de junho.

A 17 de maio de 2014, Portugal abandonou oficialmente o resgate sem qualquer programa cautelar.

O programa de ajustamento pedido por Portugal à ‘troika’ (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor durante cerca de três anos.

Hoje, os juros da dívida soberana da Irlanda estavam a cair a dois e dez anos e a subir a cinco anos, enquanto os de Itália estavam a cair a dois anos e a subir a cinco e dez anos e os de Espanha estavam a subir em todos os prazos.

Em relação aos juros da Grécia, estes estavam a subir a cinco e a dez anos, para valores em torno dos 22,421% e 10,905%, respetivamente.