Vladimir Putin

Rússia defende que “não há alternativa” ao regime sírio para combater ‘jihadistas’

Kremlin defende que "não há alternativa" ao regime sírio para combater o grupo extremista Estado Islâmico (EI), rejeitando as críticas de Barack Obama sobre a estratégia russa na Síria.

AFP/Getty Images

O Kremlin defendeu hoje que “não há alternativa” ao regime sírio para combater o grupo extremista Estado Islâmico (EI), rejeitando as críticas do Presidente norte-americano, Barack Obama, sobre a estratégia russa na Síria.

Obama afirmou na sexta-feira que a estratégia da Rússia na Síria que consiste em apoiar o regime do Presidente, Bashar al-Assad, está “votada ao fracasso”.

As críticas norte-americanas “não são nada de novo”, respondeu-lhe hoje o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, acrescentando que a Rússia “já as tinha ouvido”.

“Infelizmente, até agora ninguém consegue, de forma compreensível, explicar qual seria a alternativa ao Governo sírio legítimo para garantir a segurança no país, lutar contra o avanço do EI e assegurar a unidade do país”, observou Peskov, citado pelas agências de imprensa russas.

Aliada indefetível de Assad, a Rússia sempre se opôs à sua saída do poder, apelando à coligação internacional liderada pelos Estados Unidos para cooperar com o exército sírio regular para melhor coordenarem os seus ataques contra aquele grupo ‘jihadista’.

“É talvez o mais importante dos postulados, o ponto de partida essencial, aquele de onde deriva a posição de Moscovo: consideramos que impor uma decisão qualquer ao povo sírio é inaceitável e perigoso”, sustentou o porta-voz do Kremlin.

O Presidente russo, Vladimir Putin, insistiu várias vezes na necessidade de respeitar a soberania do regime de Damasco.

Desde há alguns dias, as tensões quanto à questão síria estão ao rubro entre a Rússia e os Estados Unidos, com Washington a acusar Moscovo de estar a enviar equipamento militar e soldados russos para perto de Lattaquié, bastião alauita do Presidente Assad, e Moscovo a desmentir qualquer reforço da sua presença militar na Síria.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, admitiu contudo pela primeira vez que aviões russos com destino à Síria transportavam não só ajuda humanitária como também “equipamentos militares em cumprimento dos contratos existentes” assinados com o poder sírio.

Dois aviões russos com ajuda humanitária aterraram hoje na Síria, segundo a agência oficial síria Sana.

Além disso, dois navios transportando tanques russos atracaram no porto mediterrânico de Tartous, onde a Rússia dispõe de uma base permanente, de açodo com responsáveis norte-americanos.

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