O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, disse esta quinta-feira perante a Assembleia geral da ONU que a Palestina merece um “total reconhecimento” enquanto Estado.

“A Palestina, que é um Estado observador não-membro das Nações Unidas, merece ser reconhecido integralmente como um Estado”, declarou Abbas, ao evocar “os enormes sacrifícios” consentidos pelos palestinianos e a sua “paciência ao longo de todos estes anos de sofrimento e exílio”.

O presidente palestiniano apelou igualmente ao “reconhecimento do Estado da Palestina a todos os países que ainda não o fizeram” e quando ocorreram no decurso de 2015, em diversos países europeus, debates e votos parlamentares favoráveis ao reconhecimento.

De seguida, Mahmoud Abbas assistiu, pela primeira vez na história da ONU, ao hastear da bandeira palestiniana na fachada da instituição internacional.

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“Neste momento histórico, digo ao meu povo em todo o lado: levantem bem alto a bandeira dos palestinianos porque é o símbolo da nossa identidade”, disse Abbas no decurso da cerimónia ao ar livre.

No discurso prévio, o líder palestiniano também ameaçou deixar de respeitar os acordos com Israel caso o Estado judaico continue a rejeitá-los, em particular ao prosseguir a política de construção de novos colonatos na Cisjordânia ocupada.

“Declaramos que não podemos continuar a estar comprometidos por esses acordos que são continuamente violados pelo Estado judaico, que deve assumir plenamente todas as suas responsabilidades enquanto potência ocupante, porque o ‘statu quo’ não pode continuar”, referiu perante a Assembleia geral.

Esta ameaça, que tem sido agitada por responsáveis palestinianos, implicaria a dissolução de facto da Autoridade Palestiniana caso fosse posta em prática.

Segundo as Convenções de Genebra, Israel deveria então assumir totalmente as responsabilidades administrativas da população dos territórios ocupados.