Um total de 121 pescadores continuava hoje desaparecido no norte das Filipinas, um dia depois de o tufão Mujigae ter deixado o arquipélago, informaram agências para a redução de desastres, segundo a agência noticia chinesa Xinhua.

Um relatório sobre o ponto de situação do Mujigae feito pela agência de Redução do Risco de Desastres Regional e Conselho de Gestão 1 (Região de Ilocos) indica que 121 pescadores e 23 embarcações de pesca estavam desaparecidos desde sábado.

De acordo com este relatório, 31 pescadores foram resgatados. Outro relatório oficial refere a morte de duas pessoas no centro de ‘Luzon’, no norte das Filipinas. Mais de 190.000 pessoas foram afetadas pelo Mujigae. A tempestade tropical aumentou de intensidade na sexta-feira e saiu da área de responsabilidade filipina de sábado.

No sábado, o tufão Mujigae aproximou-se de Macau e Hong Kong, levando as autoridades a hastearem o sinal 3 de tempestade tropical nas duas regiões, uma situação que se mantinha hoje às 13:00 (06:00 em Lisboa). Àquela hora, o tufão Mujigae estava localizado a cerca de 300 quilómetros a sudoeste de Macau e a dirigir-se para a península de Leizhou, prevendo-se que se mantenha a intensidade do vento, segundo os Serviços Meteorológicos e Geofísicos de Macau.

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O sinal de chuva intensa foi, no entanto, cancelado em Macau pelas 12:25 (05:25 em Lisboa) de hoje. O sinal 3 de tempestade tropical (numa escala de 1 a 10 e onde não existem o 4, 5, 6 e 7) significa que os ventos poderão ter entre 42 e 62 quilómetros por hora com rajadas de cerca de 110 quilómetros por hora. Com o sinal 3 hasteado, as autoridades recomendam a recolha de embarcações em abrigos e “portos de segurança”, verificar o estado de portas e janelas, a desobstrução das sarjetas e goteiras e o acompanhamento das informações meteorológicas.

Em Macau e Hong Kong, o tufão Mujigae tem, desde sábado, causado condicionamentos no tráfego marítimo e aéreo, com alguns voos cancelados e o serviço de ‘ferry’ suspenso em algumas rotas. Já em Guangdong, no interior da China, quase 39.000 barcos tiveram de regressar ao porto, e as autoridades provinciais ordenaram a suspensão de todos os serviços marítimos e atividades de entretenimento, de acordo com a Rádio e Televisão de Hong Kong (RTHK).