Israel voltou a amanhecer sangrenta. Esta manhã, dois ataques em locais diferentes voltaram a fazer dois mortos e feridos graves. A onda de violência não tem largado o país, com ataques terroristas marcados pela utilização de punhais e de armas de fogo.

Primeiro, em Armon Hanatziv, um bairro próximo de Jerusalém. Dois homens, de 22 e de 24 anos, cercaram um autocarro, dispararam, e depois esfaquearam dezasseis pessoas – seis delas ficaram em estado grave. Um dos atacantes foi morto a tiro, pela polícia, e outro ficou ferido. Três civis foram evacuados do local para receberem tratamento médico, avança o The Times of Israel. O presidente da Câmara, Nir Barkat, e Miri Regev, ministro da Cultura, seguiram imediatamente para o local.

Minutos depois, duas pessoas foram esfaqueadas num outro ataque em Ra´anana, o segundo desta manhã na cidade. O atacante, que também tinha um punhal, foi preso.

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Um dos homens que ajudou a combater os terroristas em Armon Hanatziv disse ao The Times of Israel, que os terroristas planeavam sequestrar o autocarro: ameaçaram o motorista, forçando-o a travar, e começaram a disparar. A polícia chegou ao local pouco depois.

Nir Barkat pede que o governo tome medidas urgentes e “drásticas” para combater o terrorismo palestiniano.

Entretanto, Israel fechou a fronteira em Erez, entre Gaza e Israel, depois de cerca de 200 pessoas entrarem em confronto.

Retirada dos Montes Golã

Já nos Montes Golã, onde está o exército sírio, a artilharia israelita bombardeou esta terça-feira duas posições dos militares sírios. O ataque é uma retaliação aos tiros de rockets, dos sírios, contra a área ocupada por Israel, informou o exército israelita.

Antes, os disparos de rockets a partir da Síria, que não causaram vítimas ou danos, tinham sido divulgados por Israel como “tiros perdidos devido aos combates internos na Síria”.

No comunicado em que anuncia ter ripostado, Israel considera “o exército sírio como responsável desta flagrante violação da soberania israelita”.

Israel anexou em 1981 uma parte dos Montes Golã (nordeste) que tinha ocupado na guerra de junho de 1967.

Apesar de Israel e Síria estarem oficialmente em guerra desde então, a linha de cessar-fogo nos Golã era considerada relativamente calma até ao início do conflito na Síria em 2011. A partir dessa altura, tem sido habitual a queda de projéteis no lado dos Golã ocupado por Israel.