Assembleia Da República

Assunção Esteves: “Sinto imenso amor pelo mundo, pela democracia”

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Assunção Esteves despediu-se, emocionada, da Assembleia da República, entre elogios e aplausos, acabou a dizer que esteve sempre "entre o pragmatismo de Sancho Pança e o idealismo de D. Quixote".

"Amei o Parlamento", disse Assunção Esteves

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Assunção Esteves terminou esta quarta-feira o mandato como presidente da Assembleia da República com uma despedida formal e palavras dos deputados representados no Parlamento. No final da sessão recebeu aplausos dos presentes, mas só o PSD, CDS-PP e PS o fizeram de pé. O novo (ou a nova) presidente será eleito na próxima sexta-feira.

“Fui surpreendida por esta despedida formal”, admitiu, citada pelo Expresso, a deputada do PSD, que se diz uma amante da do trabalho que faz. Assunção Esteves, a primeira mulher a ocupar este cargo em Portugal, afirmou ainda que nunca iria deixar “a política, entre o parlamento e o bairro”. Acrescentou ainda que “o lugar [de presidente da Assembleia da República] não é um ponto de chegada, mas ponto de partida, que se constrói todos os dias”.

A política é amor ao mundo. Sinto imenso amor pelo mundo, pela democracia. A política é lugar onde, clamorosamente, jogamos a nossa existência. Amei o Parlamento”, disse Assunção Esteves, citada pelo Expresso.

A presidente que tentou estar sempre “entre o pragmatismo de Sancho Pança e o idealismo de D. Quixote”, nas suas próprias palavras, foi bastante elogiada por Ferro Rodrigues em especial pelos momentos difíceis que conseguiu enfrentar nos últimos quatros anos, referiu a Lusa. O deputado do PS, que a pode substituir no cargo, também destacou o “grau humanista” e a “competência acima do vulgar”.

Já Nuno Magalhães, deputado do CDS-PP, referiu que “esta foi uma legislatura de uma dificuldade se não única, manifestamente excecional”.

Enquanto PSD e CDS-PP elogiavam a forma como Assunção Esteves tinha conduzido as suas funções de forma isenta, o PCP, PEV e BE lembraram as discordâncias parlamentares nos últimos quatro anos, nomeadamente com várias medidas aprovadas pelo Governo, refere a Lusa. Mas admitem que foram quatro anos difíceis e desejaram felicidades a presidente cessante.

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